segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ibama quer saber as causas de vazamento de amônia (produto altamente tóxico) em unidade de urânio da INB, revelado pelo Blog

 


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou que, em prazo de 30 dias, a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) apresente relatório sobre as causas do vazamento de amônia (produto altamente tóxico) ocorrido no dia 21 de junho (21/6) na Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité, na Bahia, relevado pelo Blog.   O Ibama quer que a INB apresente a descrição do acidente e “as medidas adotadas para seu atendimento e demais informações técnicas necessárias à avaliação da ocorrência”. 

O Ibama informou que no dia 21/6 recebeu comunicado do Acidente Ambiental na URA, posteriormente registrado no sistema de comunicação de emergências ambientais do Instituto. Após o recebimento da comunicação, a Superintendência do Ibama na Bahia notificou a empresa, por meio do Ofício nº 571/2026/SUPES-BA, requerendo a apresentação, do “relatório circunstanciado com a descrição das causas do acidente’, entre as outras exigências. 


"FAKE NEWS"

Segundo as informações apresentadas pela INB, “o Plano de Emergência da instalação foi acionado, foram adotadas medidas de contenção e isolamento da área, o vazamento foi interrompido pela equipe técnica da empresa e, preliminarmente, não teriam sido registrados impactos ambientais além da área industrial da unidade nem pessoas atingidas pela substância”, de acordo com o Ibama. Mas o Blog apurou que nada disso foi feito pela gestão da URA, em Caetité. Ou seja, a gestão em Caetité informou “Fake News” à própria direção geral da empresa. As “Fake News” foram repassadas também a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

A CNEN confirmou ter recebido o comunicado do vazamento, e informou que cabe à INB verificar as demais denúncias formuladas pelo Blog. O Ibama também reiterou que “as informações apresentadas são de responsabilidade da empresa”, mas alertou que “estão sujeitas a análise e verificação pelos órgãos competentes que atuam no acompanhamento da ocorrência”. Dessa forma, adverte o Instituto, “caso sejam constatadas irregularidades ou impactos ambientais decorrentes, o Ibama adotará as medidas cabíveis”. 

Em situações envolvendo vazamento de substâncias perigosas, como a amônia, o Ibama realiza fiscalização ambiental, acompanhando as providências adotadas pelo empreendedor e verificando o cumprimento das medidas necessárias para prevenir ou minimizar danos ambientais. Entre elas, estão “o acionamento do plano de emergência, a contenção da fonte de vazamento, o isolamento da área afetada, o monitoramento ambiental, a avaliação dos potenciais impactos ao meio ambiente e a adoção de medidas corretivas e preventivas, além da apresentação de informações e relatórios técnicos sempre que solicitados pelo órgão ambiental”, informou o Instituto. 

(FOTO: BLOG – INB) – 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Barragem contaminada com urânio, em estado de emergência, é mote de duas licitações com diferenças de valores que chagam a R$ 4,5 milhões

 


A Barragem D4 da Unidade de Descomissionamento de Caldas (UDC), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), contaminada  por urânio, é protagonista de duas licitações para a contratação de empresa visando à regressão de seu estado de nível de emergência, que apresentam valores bem diferentes de 27 de março de 2025 a 29 de abril deste ano.  O Blog perguntou a INB as razões de duas licitações para a mesma Barragem com preços que variam bastante, mas ainda não recebeu a resposta. Em 2025, a licitação apresentava valor de R4 3.718.759,62; e recentemente, passou para R$ 8.189.850,00. Uma diferença de cerca de R$ 4,5 milhões. 


A Barragem D4 sempre esteve na lista de problemas da Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fiscaliza a UDC há anos, relacionando condicionantes em algumas áreas da instalação. A UDC faz parte do processo de extração de urânio na Mina da Cava, a primeira do Brasil, iniciada na década de 70, que provocou um rasto de contaminação radioativa na região. 

Nesta quinta-feira (02/7) uma equipe do Ibama finalizou, nesta quinta-feira (02/07), uma vistoria técnica na UDC, iniciada há uma semana (30/6).  “A atividade integra o acompanhamento da execução das condicionantes ambientais estabelecidas na Licença de Operação concedida pelo órgão”, informou a INB. 


Essa foi a terceira inspeção do Ibama desde que a UDC obteve a Licença de Operação, em janeiro de 2025, embora funcione há décadas, armazenando material radioativo em suas instalações. O grupo de trabalho do Ibama foi composto por 11 profissionais da Diretoria de Licenciamento Ambiental, envolvendo as áreas de Qualidade e Licenciamento Ambiental e equipes multidisciplinares do Ibama de Minas Gerais, São Paulo e Brasília, que percorreram diferentes pontos da unidade para verificar in loco as ações da empresa. 

NOTA DO IBAMA - 

Nesta semana, uma equipe do Ibama está realizando vistoria técnica na Unidade em Descomissionamento de Caldas, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no sul de Minas Gerais, com a finalidade de acompanhar as ações executadas pela empresa em atendimento às condicionantes ambientais estabelecidas na Licença de Operação nº 1709/2025. Após a conclusão da vistoria, será elaborado o respectivo relatório. 

(FOTO – BLOG – INB) – 

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