Uma solução para a retomada das obras da usina nuclear Angra III, com o alongamento do contrato de financiamento da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, é uma das pautas da semana no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O assunto reuniu ontem (19/06), em Brasília, os presidentes do Banco, Dyogo Oliveira e da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães.
"A minha indicação legislativa 5340/18, ao Ministério de Minas e Energia, permitirá a equalização da tarifa de energia elétrica de Angra praticada no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética", comentou o deputado federal Júlio Lopes (PP). Ele acredita que desta forma, a Eletronuclear ficará reequilibrada financeiramente podendo retomar as obras da usina atômica.
Mas, antes, se faz necessária a negociação com seus credores, lembrou. Na reunião, ficou acertado que uma equipe técnica do BNDES estudará a forma para que a opção não prejudique o sistema elétrico brasileiro. Vale lembrar que a Medida Provisória 814, que, entre outras coisas, autorizava o aumento da tarifa de energia de Angra III perdeu a validade.
A Eletronuclear é uma fonte importante para o Estado do Rio e responsável pelo pagamento dos royalties investidos na Saúde de Angra dos Reis, Mangaratiba, Parati e Rio Claro, frisou o parlamentar.
Angra III é a segunda usina nuclear de um pacote de oito, que faz parte do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, firmado no dia 27 de junho de 1975, no Governo do general Ernesto Geisel. Há cerca de 40 anos, portanto, Brasil e Alemanha festejavam o acordo como "o contrato do século". Na ápoca, em carta escrita de próprio punho, o presidente Juscelino Kubitschek, pediu a amigos que transmitissem felicitações a Geisel sobre o ato, que ele considerava o mais importante praticado pela Revolução nos últimos 10 anos.
Com o passar do tempo e a falta de decisão na área nuclear, entre outros entraves, as obras da usina foram se arrastando. A parada mais recente de Angra III ocorreu em 2015. A unidade tem 62% das obras concluídas e sobrevive em compasso de espera.
Angra II - a primeira usina do acordo com a Alemanha - está funcionando e gerando energia elétrica. A primeira usina - Angra I - comprada no final da década de 70, da Westinghouse, norte-americana, também está operando, informou a Eletronuclear.
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Brasil e Rússia: acordo visa tecnologia de mineração subterrânea de urânio
Informações relevantes sobre as tecnologias de mineração subterrânea de urânio aplicadas na Rússia serão repassadas ao Brasil, além do processo de transição do atual método a céu aberto para o de recuperação "in-situ" (no próprio local).
O negócio começou nesta terça-feira (19/6), com a assinatura de memorando entre os presidentes da U1 Group -subsidiária russa da Rosatom -, Visily Konstantinov, e da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Reinaldo Gonzaga, com a participação do diretor de Recursos Minerais da INB, Adauto Seixas.
O Brasil detém a sétima maior reserva de urânio do mundo. Segundo o Plano Nacional de Energia (PNE-2030), do Ministério das Minas e Energia, o país está em boa situação, "capaz de sustentar a geração doméstica a longo prazo, com uma produção anual de 400 toneladas de concentrado de urânio". Mas o PNE-2030 foi elaborado há 10 anos. E ainda hoje pouco se conhece sobre o real potencial brasileiro.
Atualmente, a INB está operando a mina do Engenho, no município de Caetité, na Bahia, a céu aberto. Já a mina subterrânea de Caetité, está parada há cerca de três anos, aguardando o licenciamento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), para voltar a operar. Uma outra mina, a de Itataia, a 230 Km de Fortaleza (CE), também aguarda o licenciamento para operar.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Presidente da INB: sétima cascata de ultracentrífugas deverá entrar em produção a partir de junho de 2018
No dia 4 de setembro de 1987,
o então presidente José Sarney, anunciava: “O Brasil já domina todas as
técnicas para enriquecer urânio por ultracentrifugação”. No ano seguinte, o
governo divulgava oficialmente a inauguração do Centro Experimental Aramar, da
Marinha, em Iperó, São Paulo, local da realização. Passados mais de 30 anos, o
domínio da tecnologia, que levou o Brasil a ingressar no “restrito clube do
átomo”, está sendo desenvolvida na Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio,
da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no Distrito de Engenheiros Passos,
município de Resende (RJ). O contrato da Marinha com a INB para a transferência
e implantação dessa tecnologia está completando 18 anos e envolve cerca de R$
560 milhões. O presidente da INB, Reinaldo Gonzaga, fala com exclusividade
sobre o negócio e as vendas de urânio para a Argentina. Mas avisa que o número
de ultracentrífugas instaladas por cascata é de “conhecimento restrito”.
Blog: Quando a INB firmou
contrato com a Marinha?
Presidente
INB: O contrato foi celebrado em julho de 2000, com
o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), detentor da tecnologia
nacional de enriquecimento isotópico de urânio. A objeto contratual prevê a
conclusão da 1ª Fase (10 cascatas) do projeto para 2021. A 2ª Fase (33
cascatas) tornará a INB autossuficiente para atender as três usinas nucleares
brasileiras: Angra 1, 2 e 3.
Blog: A Marinha participou da
implantação da Usina de Enriquecimento em Resende? De que forma?
Presidente
INB: Sim, desde sua gênese, e continua participando. O
contrato tem como escopo de fornecimento o projeto, o suprimento, a fabricação,
a montagem e os testes de 10 Cascatas de Ultracentrífugas.
Blog: Quando a unidade começou
a ser implantada e quando foi inaugurada? Quanto custou até agora?
Presidente
INB: A implantação da Usina de Enriquecimento de Urânio da
INB, em Resende/RJ, teve início logo após a assinatura do contrato. Devido à
característica modular dessa implantação, em 2004 ocorreu a inauguração da 1ª
Cascata de Ultracentrífugas. Até o momento, o investimento realizado é da ordem
de R$ 560 milhões, sendo que R$ 360 milhões foram destinados à aquisição das
Cascatas de Ultracentrífugas e o restante para a contratação de obras de
infraestrutura na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende.
Blog: A usina opera com
quantas ultracentrífugas? A Fabricação é da Marinha ou da INB?
Presidente INB: A
tecnologia de enriquecimento isotópico de urânio é dominada apenas por um grupo
seleto de países. Por sua natureza estratégica e sensível, o acesso a
determinadas informações é bastante restrito. O número de Ultracentrífugas
instaladas por Cascata é de conhecimento restrito. Das 10 Cascatas de
Ultracentrífugas contratadas, 6 Cascatas já estão em operação. A 7ª Cascata
deverá entrar em produção a partir de junho do corrente ano.
A
fabricação das Cascatas de Ultracentrífugas é 100% do CTMSP.
Blog: A unidade já registrou
algum problema com radiação?
Presidente
INB: Nunca. A adequada aplicação de medidas de segurança
estabelecidas pela CNEN, órgão regulador nacional, impede ocorrências dessa
natureza.
Blog: Como é o sistema de
emergência e de segurança da unidade? Envolve quantas pessoas?
Presidente
INB: Por força de normas nacionais e internacionais a INB
dispõe, em suas instalações, do que existe de mais moderno no que tange ao
controle e à segurança de seus processos industriais. O homem e o Meio Ambiente
são permanentemente monitorados e protegidos. Para isso, suas práticas,
programas, dispositivos e sistemas associados à manutenção das condições de
segurança das instalações são fiscalizados pelos órgãos reguladores, Comissão Nacional
de Energia Nuclear (CNEN) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Cada empregado da INB é treinado e comprometido
com a adoção de boas práticas operacionais, visando aprimorar a cultura de
segurança em todos os níveis e unidades da empresa.
Blog: Quantos funcionários
brasileiros e estrangeiros trabalham na unidade?
Presidente
INB: São 718 funcionários na FNC e 78 na Usina de
Enriquecimento. O corpo orgânico da INB é composto exclusivamente por
brasileiros e brasileiras. Os técnicos estrangeiros somente atuam na prestação
de serviços de assistência técnica, especificamente em equipamentos importados.
Sempre, é bom lembrar, vedando o acesso de estrangeiros às informações
consideradas estratégicas e sensíveis, de propriedade da CTMSP.
Blog: Qual a área da INB em
Resende? Do total, qual a área da FCN e da Usina de Enriquecimento?
Presidente
INB: A Unidade da INB, em Resende, está situada no Distrito de
Engenheiros Passos, abrangendo uma área total de aproximadamente 600 hectares.
Destes, somente 60 hectares são efetivamente ocupados pela FCN, constituída
pelas Unidades de Produção de Serviços de Enriquecimento Isotópico de Urânio,
de Produção de Pó e Pastilhas de Urânio e de Produção do Elemento Combustível.
A Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio ocupa cerca de 20% da área da
FCN, ou seja, cerca de 12 hectares.
Blog:
Quanto a INB faturou com a venda de urânio para a Argentina? Lucrou? Quanto?
Presidente INB: A
INB fez duas vendas de urânio enriquecido na forma de pó de U02 para a empresa
CONUAR (Combustibles Nucleares Argentinos).
Na primeira venda foram entregues 4.100 Kg de urânio enriquecido de 1,9%, 2,6%
e 3,1% ao preço de USD 4.378.190,00. Na segunda venda o montante vendido foi de
1.500 Kg de pó de UO2 a 4,15%. O preço global foi
de USD 1.755.000,00. As operações foram muito favoráveis à INB seja do ponto de
vista financeiro, seja quanto à visibilidade da empresa neste mercado. O
resultado financeiro interno das operações foi bastante satisfatório. Não
obstante os valores envolvidos, bem como a lucratividade do negócio são informações
estratégicas que não serão divulgadas para que seja preservada a vantagem
competitiva brasileira.
Blog: Qual a expectativa da
INB em relação à venda de urânio enriquecido?
Presidente
da INB: No momento, a preocupação da INB é se firmar como fornecedor
qualificado da CONUAR. Esta qualificação permitiria assinar contratos
plurianuais com a empresa argentina e se firmar no mercado como fornecedor
confiável, o que servirá de plataforma para futuros negócios.
Blog: Há perspectiva de venda
para outros países?
Presidente
INB: Sim. A empresa está no momento trabalhando na
possibilidade de se tornar um fornecedor internacional de urânio metálico
(enriquecido a 19%) para reatores de pesquisa.
Blog: A INB (Governo Brasileiro) já recebeu algum
tipo de pressão externa por estar enriquecendo urânio?
Presidente INB: Por
intermédio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), representante do
Governo Federal, em 2004, a INB assinou o Enfoque de Salvaguardas Nucleares (“Salvaguards Approach”) da Usina de
Enriquecimento de Urânio com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
e a Agência Brasil-Argentina de Controle e Contabilidade de Material Nuclear
(ABACC). Desde então, diversas inspeções já foram realizadas, sem que nenhuma
anormalidade fosse registrada ou qualquer forma de pressão externa tenha sido
aplicada.
Blog: Quais os planos futuros?
Presidente
INB: O Planejamento Estratégico da INB 2017/2026 prevê como
meta principal a autossuficiência da empresa. Estou confiante. Nosso foco está
na segurança, qualidade e sustentabilidade, para que a empresa seja reconhecida
internacionalmente como fornecedora no mercado de urânio, com excelência na
gestão empresarial, em busca da autossuficiência, preservando seu compromisso
inabalável com a ética e a eficiência. A INB busca aumentar a capacidade de
investimentos em seus principais projetos: nacionalização da fabricação dos
componentes do Elemento Combustível; retomar a produção de urânio em Caetité,
na Bahia; ampliar a venda de componentes do Elemento Combustível e serviços e
aumentar a capacidade de produção do enriquecimento de urânio.
Blog: Como a INB se insere na
globalização desse mercado?
Presidente
INB: Estamos investindo em tecnologia e somos capazes de
fornecer Elementos Combustíveis de última geração. O atual processo de
globalização dos mercados vai encontrar a INB em condições de participar dessa
expansão de oportunidades: a empresa é detentora de tecnologia comprovada em
diferentes etapas do ciclo do combustível nuclear. Esse potencial é nossa
esperança para que Planejamento Estratégico realize todas as suas metas,
transformando a INB em uma fornecedora de produtos e serviços associados ao
ciclo do combustível nuclear, destinados à geração de energia elétrica, com
segurança, qualidade e sustentabilidade.
Blog: Quais os maiores
desafios para a empresa hoje?
Presidente INB: O
principal desafio da INB é participar, conjuntamente com outras empresas e
organizações do Setor Nuclear, da revisão e da consolidação do Programa Nuclear
Brasileiro; ampliar a produção de yellow
cake e, assim, gerar excedente para exportação; e, consolidar no mercado
internacional a INB como exportadora de produtos e serviços associados ao ciclo
do combustível nuclear.
![]() |
| Instalações que antecedem o processo de enriquecimento de urânio. |
O engenheiro metalúrgico Reinaldo
Gonzaga, 49 anos, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em
Engenharia de Materiais pela Faculdade de Engenharia Química de Lorena (SP), é
funcionário de carreira da empresa há quase duas décadas.
No comando da empresa desde
outubro de 2017, antes de assumir o cargo, gerenciou e coordenou processos
químicos nas linhas de produção de pó e pastilhas de urânio e foi responsável
pela superintendência de Engenharia de Combustível Nuclear.
Vascaíno apaixonado, casado,
pai de três filhos, natural de Volta Redonda, Reinaldo Gonzaga, diz que busca à
autossuficiência da INB e trabalha para que a empresa seja futuramente
fornecedora internacional de urânio para reatores de pesquisa.
terça-feira, 15 de maio de 2018
EUA TESTAM MINI ELEMENTO COMBUSTÍVEL PRODUZIDO PELA INB
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) e o Laboratório de Salvaguardas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), acabam de testar um Mini Elemento Combustível fabricado pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ). O objetivo é garantir a alta precisão na calibragem dos equipamentos usados na medição da quantidade de urânio nos elementos combustíveis que compõem as recargas das usinas nucleares Angra I e Angra 2.
Antes, os colares de nêutrons eram calibrados diretamente no Elemento Combustível, permitindo análises com imprecisão de até 5% . A partir de agora, com o Mini Elemento Combustível, esse índice caiu para um por cento. Outra vantagem, segundo a empresa, é a remoção das varetas dos Elementos Combustíveis, viabilizando a sua reconfiguração e a realização de simulações.
Segundo o diretor de Produção do Combustível Nuclear da INB, Marcelo Xavier, a tecnologia produziu avanços na atividade de salvaguardas nucleares. "Cada vareta contêm 375 pastilhas. Cada pastilha pesa cerca de 10 gramas. Cada vareta dá mais de três quilos de urânio. Então, cinco varetas de urânio são mais de 15 quilos de urânio, que podem ser desviados. Com essa calibragem, não há como ocorrer desvio de material nuclear. É possível ver exatamente o quanto de material e o grau de enriquecimento no combustível", completou Xavier.
Segundo outro técnico da INB, Luiz Antonio da Silva, o Mini Elemento Combustível será útil também no treinamento de pessoal de salvaguardas e de neutrônica da engenharia de combustível. "Teremos o benefício no conhecimento e aperfeiçoamento desse tipo de medida, uma das mais refinadas em escala mundial".
quarta-feira, 9 de maio de 2018
BRASIL SE PREPARA PARA VOLTAR A PRODUZIR URÂNIO
"Os ventos da mudança começam a soprar. São boas as perspectivas para 2018", acrescentou ao lançar o Relatório Anual de 2017 da empresa.
A Unidade de Enriquecimento Isotópico de Urânio funciona no município de Resende, Rio de Janeiro, onde está também a Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), desde 1996 sucessora da Fábrica de Elementos Combustíveis (FEC).
segunda-feira, 7 de maio de 2018
RETOMADA DAS OBRAS DE ANGRA 3 NA AGENDA DO GOVERNO HOJE
A retomada das obras da usina nuclear Angra 3 está na agenda do governo desta segunda-feira (07/05), quando o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, se reunirá com representantes do setor nuclear, em Brasília.
A iniciativa é da Associação Brasileira do Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan), presidida por Celso Cunha,
Participam da reunião o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães; representantes da direção da Rosatom, da Rússia; da francesa Framatome; da norte-americana Westinghouse e da chinesa CNNC.
Na pauta, a criação de condições para que essas empresas possam apresentar propostas reais para o término da usina Angra 3. A ideia é que assumam as obras, individualmente ou em consórcio, façam a conclusão da usina e sejam remuneradas pela venda da energia.
Angra 3 foi comprada no pacote do acordo nuclear Brasil-Alemanha, em 27 de junho de 1975, pelo governo do general Ernesto Geisel. As obras da usina pararam várias vezes, a última, em 2015. Angra 3 tem 65% das obras civis concluídas.
O valor previsto para o investimento de Angra 3 é de cerca de R$ 21 bilhões. Desse total, em torno de R$ 7 bilhões já foram realizados.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
ANGRA I DEVE TER MAIS 20 ANOS DE VIDA ÚTIL
A usina Nuclear Angra I, em
Angra dos Reis (RJ), está sendo preparada para ter vida útil prolongada por
mais 20 anos. A empresa norte-americana
Westinghouse, que vendeu a usina para o Brasil em 1970, foi contratada para participar
do trabalho de avaliação, que deve durar até 2019. Há cerca de duas décadas, a
projeção era de que a unidade atômica funcionaria até 2018. Nos últimos cinco anos foram investidos US$ 27
milhões na modernização do empreendimento, segundo a Eletronuclear, responsável
pelas usinas nucleares.
Como parte desse programa, estão
sendo realizadas várias substituições. Foram trocados os dois geradores de
vapor e a tampa do vaso de pressão do reator, além do armazenamento da antiga.
A tampa do vaso de pressão do reator e um mecanismo de inserção e extração das
barras de controle foram fabricados pela empresa japonesa Mitsubishi Heavy
Industries (MHI), que contratou a norte-americana Aquilex WSI Nuclear Services
para realizar os serviços de troca, e a canadense Transco Plastic Industries,
para fornecer o novo isolamento térmico.
A empresa admite que precisará
buscar recursos adicionais para viabilizar a extensão de vida de Angra 1, capaz
de produzir 640 MW, quando funciona 100% sincronizada ao sistema elétrico. Angra
I funciona comercialmente desde 1985. A atual licença de operação da unidade
expira em 2024.
A Eletronuclear garante que a
instalação é uma das mais seguras do mundo e destaca a sua performance: em
2016, produziu 5,1 milhões de MWh, “a melhor geração da sua história”. No ano
passado, gerou 4,2 milhões de MWh, “uma de suas melhores marcas, a despeito de
ter ficado parada por quase 60 dias, entre agosto e outubro de 2017, por conta
da troca dos seus transformadores principais, durante a parada para
reabastecimento”. A usina já parou 23 vezes para a troca de combustível (urânio
enriquecido). A próxima parada está prevista para outubro.
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