quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Angra 2: problema técnico desconecta a usina nuclear do Sistema Interligado Nacional (SIN)

 


Um desarme automático do conjunto turbogerador, na parte não nuclear de Angra 2, devido ao “acionamento da proteção de falha para terra do rotor do gerador principal”, desconectou a usina nuclear do Sistema Interligado Nacional (SIN), ontem à noite. A unidade operava a 100% de potência quando ocorreu o problema. 

A informação foi confirmada pela Eletronuclear nesta quinta-feira (10/11). Segundo a companha, todos os sistemas de segurança atuaram adequadamente, tendo o reator de Angra 2 permanecido em funcionamento com 23% de potência, conforme previsto em projeto. 

“O episódio não representou qualquer risco aos trabalhadores da central nuclear, à população ou ao meio ambiente”, informou a Eletronuclear. No momento, as equipes de manutenção da Eletronuclear estão trabalhando para solucionar o problema. Ainda não há previsão de retorno de Angra 2 ao sistema elétrico. 

Quando funciona com 100% de sua potência, Angra 2 pode produzir 1.350 Megawatts, o equivalente a 20% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Angra 2 foi comprada no pacote do acordo nuclear Brasil-Alemanha, assinado em 1975 pelo general Ernesto Geisel, então presidente da República. A usina levou anos sendo construída e entrou em operação comercial em 2001.

Leia no BLOG tudo sobre a usina nuclear. 

FOTO: Angra 2 – Acervo Eletronuclear – 

COLABORE COM O BLOG. PIX: 21 99601-5849

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Seminário Internacional de Energia Nuclear debate quarta central atômica

 


O XIII Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN), edição 2022, começou nesta terça-feira (8/11), no auditório da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e termina na quinta-feira (10/11) reunindo presidentes de estatais do setor, empresários e pesquisadores. A construção da quarta usina nuclear, desejo antigo dos empresários da área, está na programação dos debates. 

“O anúncio da construção da quarta usina nuclear no sudeste do País, feito no início de 2022 pelo Ministério de Minas e Energia, criou muita expectativa no mercado nuclear brasileiro. Contudo, antes de virar realidade, muitas decisões precisam ser tomadas, como a definição do sítio que irá abrigá-la, o modelo de negócios e financiamento, a tecnologia etc. E mais importante ainda: o MME tem deixado claro em conversas com representantes do setor que a próxima usina só sairá do papel com parceria privada”. 

A informação consta no material de divulgação do evento. Assunto de grande interesse de todo o setor, especialmente das empresas que atuam no segmento nuclear, o XIII SIEN vai dedicar nesta quarta-feira uma mesa para debater esses pontos específicos. Moderado pelo presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Carlos Mariz, o painel conta com a presença confirmada do Secretário Substituto de Parcerias em Energia, Gás, Petróleo e Mineração – SPPI, Odenir Reis; do Chefe do Departamento de Desenvolvimento de Novos Empreendimentos nucleares da TRONUCLEAR, Marcelo Gomes; e do Diretor Geral do Centro de Pesquisas Elétricas – CEPEL, Amilcar Guerreiro. Saiba mais em www.sienbrasil.com.br.

FOTO: Central Nuclear de Angra do Reis - Acervo SIEN - 

Colabore com o BLOG. Pix: 21 996015849

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Justiça condena entidade acusada de ofender Fernanda Giannasi, auditora fiscal que luta pelo banimento do cancerígeno amianto

 


Após 10 anos de tramitação do processo na 39ª. Vara Cível de São Paulo, autores de acusações injuriosas contra a auditora fiscal Fernanda Giannasi, foram condenados, esta semana, a pagar indenização a vítima por danos morais por violação e intimidação à sua imagem. Giannasi também terá direito de resposta em veículos de divulgação do Instituto do Crisotila, como em blog, website e no boletim do Sindicato denominado "O Arroxo".

 Por conta de sua reconhecida militância em favor do banimento do amianto na América Latina, Fernanda Giannasi passou a sofrer sucessivos ataques caluniosos e difamatórios de lobistas ligados à exploração econômica do amianto, mineral reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos. As ofensas foram veiculadas em sites on line, programas televisivos e em boletins informativos do Sindicato dos Trabalhadores da Mineração de Minaçu / Goiás e do Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC), financiado pela indústria do fibrocimento e, especial, o grupo ETERNIT, e no blog do jornalista goiano, Luiz Carlos Bordoni. 

Adjetivos ofensivos à profissional, que tem uma vida dedicada à saúde dos trabalhadores como auditora-fiscal do Ministério do Trabalho por 30 anos, foram usados, tais como “ilegal”, “irresponsável”, “autoritária”, “mentirosa” e “leviana”, voltados à sua conduta à frente da fiscalização das empresas usuárias de amianto, afirmando inclusive que a auditora teria incorrido em “desvio de função” e em “quebra de hierarquia”. 

Entre as ofensas, o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalha para a indústria do amianto, passou até a comparar a profissional com o Ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels. A decisão da Justiça foi divulgada no último dia 30. Por sua luta pelo banimento do amianto, Giannasi já recebeu vários prêmios, como o “Faz  a diferença” de O Globo. 

"Mesmo tendo demorado tanto tempo, uma eternidade para mim, a Justiça foi finalmente feita", comentou Giannasi.

Contribua com o blog. Pix: 21 996015849.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Eletrobras lança Plano de Demissão Voluntária

 

A Eletrobras anunciou há pouco que lança na próxima terça-feira (1º) seu novo Plano de Demissão Voluntária (PDV), o primeiro desde a capitalização da companhia, realizada em junho. Em todas as empresas Eletrobras, há 2.312 colaboradores elegíveis ao plano. O PDV tem custo da ordem de R$ 1 bilhão e payback estimado de 11,2 meses. 

O plano, que está sendo implantado simultaneamente nas empresas Eletrobras CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas, além da própria holding, é voltado para empregados aposentados pela previdência oficial ou aposentáveis até 30 de abril de 2023, considerando critérios do próprio INSS – idade e tempo de contribuição exigidos respectivamente para os anos de 2022 e 2023. 

Segundo a Eletrobras, o compromisso de abertura de PDV está presente na proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022/2024 e inclui o oferecimento de condições superiores às ofertadas na última versão do PDV, lançado pela empresa em 2019. 

Entre os incentivos que fazem parte do pacote estão as pecúnias equivalentes a três anos de plano de saúde e um ano de auxílio-alimentação, o incentivo indenizatório de nove salários, além dos valores referentes à demissão sem justa causa. O período de adesão será de 1º a 18 de novembro, e os desligamentos ocorrerão em turmas escalonadas entre dezembro de 2022 e abril de 2023. Casos excepcionais poderão ter saídas posteriores, a critério da Eletrobras. 

Colabore com o BLOG. PIX: 21 99601-5849

Plano de emergência nuclear em Angra foi virtual, no CCCEN, no shopping Piratas Mall

O evento ocupou uma sala do Centro de


Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), no Shopping Piratas Mall. O cenário do exercício apresentaria um conjunto de situações hipotéticas, encadeadas de maneira a desafiar as organizações que participam da resposta a uma situação de emergência na Central Nuclear, que abriga as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Agra 3, em obras desde 1984. 

Segundo informações de Angra, as simulações ocorrem com alternâncias: em alguns anos são nas estradas, com voluntários, e cenas quase reais. Em outros, não.  Segundo a companha,  o Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear, pretendia avaliar a eficácia da estrutura de resposta e dos procedimentos do Plano de Emergência Externo do Estado do Rio de Janeiro (PEE/RJ) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), que visa a proteger a população, o meio ambiente, os trabalhadores e as instalações. 

Durante o exercício, seriam ativados o Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cnagen), localizado em Brasília; o Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cestgen), no Rio de Janeiro; o Centro de Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), bem como o Centro de Informações de Emergência Nuclear (Cien), ambos localizados em Angra dos Reis. “Pretende-se demonstrar a capacidade de comando, coordenação e controle das organizações envolvidas”. 

O planejamento das ações do exercício foi realizado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR), é composto por representantes de vários órgãos e instituições. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), é o responsável pela supervisão da atividade. 

FOTO: CCCEN - Angra - 

Colabore com o BLOG. PIX: 21 99601-5849

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Plano de emergência nuclear mobiliza civis e militares em Angra amanhã e quinta-feira


Uma grande operação envolvendo várias entidades civis e militares começa nesta quarta-feira (26/10), com a realização de um exercício parcial simulado do plano de emergência nuclear na Central Nuclear de Angra dos Reis. O simulado, que termina quinta-feira (27/10) prevê a mobilização de uma rede de cerca de 50 instituições, com centenas de profissionais, nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal. Uma das entidades participantes é a Eletronuclear, que acaba de substituir toda a sua diretoria. 

O cenário do exercício apresenta um conjunto de situações hipotéticas, encadeadas de maneira a desafiar as organizações que participam da resposta a uma situação de emergência na Central Nuclear, que abriga as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Agra 3, em obras desde 1984. Segundo a companha,  o Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear, objetiva !avaliar a eficácia da estrutura de resposta e dos procedimentos do Plano de Emergência Externo do Estado do Rio de Janeiro (PEE/RJ) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), que visa a proteger a população, o meio ambiente, os trabalhadores e as instalações”. 

Durante o exercício, são ativados o Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cnagen), localizado em Brasília; o Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cestgen), no Rio de Janeiro; o Centro de Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), bem como o Centro de Informações de Emergência Nuclear (Cien), ambos localizados em Angra dos Reis. “Pretende-se demonstrar a capacidade de comando, coordenação e controle das organizações envolvidas”. 

O planejamento das ações do exercício foi realizado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR), é composto por representantes de vários órgãos e instituições. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), é o responsável pela supervisão da atividade. 

FOTO: Central Nuclear – ABDAN – 

Contribua com o blog fazendo um PIX: 21 99601-5849 

Morre o professor Zieli Dutra Thomé Filho, um dos criadores do projeto de segurança para Angra 1

 


Coordenador do projeto de Interface Homem-Máquina, gerando um Sistema de Supervisão de Parâmetros de Segurança para a Usina Angra 1, o professor Zieli Dutra Thomé Filho, morreu nesta segunda-feira (24/10), aos 79 anos. Um dos criadores do Programa de Engenharia Nuclear da Coppe/UFRJ, (em 1968), participou na formação de pessoal para todo o setor nuclear brasileiro num projeto acadêmico entre a Coppe e a Nuclebrás, denominado Projeto Urânio. Presidiu a Eletronuclear (2003-2005), além de atuar como vice-presidente do International Nuclear Safety Group (INSAG), vinculado à Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU em 2005. 

Mestre em Engenharia Nuclear pela Coppe (1970) e Doutor em Física pela PUC-Rio (1974), Zieli tornou-se Professor Titular da UFRJ, em 1985, e Livre Docente da mesma universidade em 1989, atuando em Física de partículas, Física de reatores, Métodos perturbativos e Física nuclear. Foi nomeado para integrar uma comissão designada pelo reitor da UFRJ, Nelson Maculan, em março de 1991, para elaborar a política de radioproteção para ser adotada pela universidade. 

Foi também um dos responsáveis pela criação da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), em 1992, hoje Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, para formação de redes de internet para a comunidade acadêmica brasileira. Um dos diretores da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (Faperj), foi aindai um dos pioneiros da parceria estabelecida entre a Coppe e a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern), entre outras. 

Zieli estava internado em CTI com problemas de infecção urinária. O velório será nesta quarta-feira (26/10) às 12h30, na capela 7, no Caju; e o sepultamento às 14h30, no Crematório e Cemitério da Penitência. 

Foto e informações: Divulgação e Assessoria de Imprensa da COPPE/UFRJ. 

Colabore com o Blog; faça um PIX: 21 996015849.

Em destaque

Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear - Editora Lacre

O livro “Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, da jornalista Tania Malheiros, em lançamento pela Editora Lacre, avança e apr...