quarta-feira, 22 de julho de 2026

Ibama embarga empresa sem licença ambiental operando com terras raras, urânio e tório, para exportação ao Canadá e Hong Kong

 


Ibama embarga empresa que funcionava sem licencia ambiental, passando por cima das leis federais, exportando materiais estratégicos como monazitas, visando à obtenção de terras raras, urânio e tório, ambos radioativos, para o Canadá e Hong Kong. Leia no BLOG, que já denunciou diversas vezes as irregularidades, inclusive com trabalhadores doentes. Mas em sua página fixou o lema: "Escavando juntos o caminho para o futuro do Brasil". 


RIO DE JANEIRO, 22 DE JULHO DE 2026 - Uma operação de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no município de São Francisco de Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro, resultou no embargo das atividades da empresa ADL Mining, responsável pela exploração e pelo beneficiamento de minerais pesados em área anteriormente operada pela Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB). O objetivo da ação, ocorrida na quarta-feira passada (15/7), divulgada hoje (22/7) foi verificar a regularidade ambiental das atividades desenvolvidas pela empresa, que passou a operar no local em 2024 por meio de contrato de cessão onerosa firmado com a INB, na gestão de Adauto Seixas, no valor aproximado de R$ 70 milhões. 

Durante a fiscalização, o Ibama constatou que a empresa realizava atividades de extração mineral e operava uma planta de beneficiamento sem o devido licenciamento ambiental. A licença ambiental originalmente concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEARJ) à INB encontrava-se vencida desde 2015. Embora tenha havido tentativa de renovação e de transferência da licença para a ADL Mining, o pedido foi indeferido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), uma vez que a legislação ambiental não permite a transferência desse tipo de licença para outra pessoa jurídica. Apesar disso, as operações foram iniciadas e incluíam, inclusive, a preparação e a exportação de minérios para Canadá e Hong Kong.  



Além da ausência de licença válida, a fiscalização verificou que a atividade envolvia a exploração de monazita, mineral que contém naturalmente elementos radioativos, como tório e urânio. Nesses casos, o licenciamento ambiental é de competência federal, em razão dos potenciais impactos ambientais e dos riscos inerentes ao manejo desse tipo de recurso mineral.  

Diante das irregularidades constatadas, o Ibama determinou o embargo de toda a área de exploração, correspondente a 20,6 hectares, com suspensão das atividades. Também foram lavrados autos de infração que totalizam R$ 7,5 milhões, por exploração mineral sem licença ambiental e pelo funcionamento irregular da planta de beneficiamento. 

Irregularidade junto ao Cadastro Técnico Federal   - 

A fiscalização constatou ainda que a ADL Mining não possui inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (CTF/AIDA) do Ibama. O cadastro é obrigatório para pessoas jurídicas responsáveis pela elaboração de estudos, laudos, projetos e demais instrumentos técnicos relacionados a atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais, constituindo importante ferramenta de controle ambiental. 

Durante a operação, foram apreendidas 419 toneladas de minério prontas para exportação, sendo 160 de ilmenita e 259 de monazita, que constitui uma das principais fontes de obtenção dos chamados elementos terras raras, insumos estratégicos para diversos setores de alta tecnologia. Esses elementos são empregados na fabricação de equipamentos eletrônicos, smartphones, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas de defesa e outras tecnologias consideradas essenciais para a transição energética e para a indústria de alta complexidade.  

O Brasil possui importantes reservas de monazita e ocupa posição estratégica na cadeia global de fornecimento desses minerais. Entretanto, por conter naturalmente elementos radioativos, como tório e urânio, sua exploração e beneficiamento demandam controle ambiental rigoroso e fiscalização permanente dos órgãos competentes. 

ÓRGÂOS NÃO SABAIAM?  

Segundo o Ibama, em razão da gravidade das irregularidades identificadas e dos potenciais impactos ambientais e ocupacionais associados à atividade, o Instituto comunicará os fatos a outros órgãos competentes para adoção das providências cabíveis. 

O Ibama informou que serão notificados a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Os órgãos de fiscalização não sabiam? A atuação integrada, acrescenta o Ibama, “permitirá a apuração das responsabilidades nas esferas ambiental, minerária, radiológica, tributária e trabalhista, assegurando a proteção do meio ambiente, da população e dos trabalhadores envolvidos”. 

Antes tarde do que nunca. O Brasil é o maior perdedor. 

DENÚNCIAS - 

As denúncias do Blog foram amplamente divulgadas.  Casos de funcionários doentes com AVC, depressão e falecimentos, ameaça de falta de água, agravada por cerca de três quilômetros de tubulação perdidos, a falta de informações sobre o destino de equipamentos fora de uso, são alguns dos problemas envolvendo a desativação de uma unidade que operava com material radioativo (UDB), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Buena. A INB não retornou os contatos sobre a matéria publicada no dia 15/5/2024. A Prefeitura, fez o mesmo, mas postou em sua página, no dia 19, a informação sobre a tubulação, que “não poderá ser aproveitada, sendo necessária a troca dos equipamentos”. 

INTERRUPÇÃO DE ÁGUA - 

CENÁRIO DE ABANDONO/SUCATA - 

Depois de a notícia sobre a falta de água aqui divulgada, a Prefeitura informou que estava atuando junto a Águas do Rio para “resguardar os direitos da população e impedir a interrupção dos serviços’, que segundo o próprio órgão, há 35 anos de responsabilidade da INB. A Prefeitura também confirmou que a interrupção do fornecimento de água está prevista para julho daquele ano, conforme a reportagem na época. 

O cenário de abandono na unidade da INB em Buena poderia ser visto em fotos exclusivas do BLOG. Na época, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) ciente de tudo - informou que possui “regulamentos específicos para nortear o descomissionamento de instalações nucleares, radioativas e minero-industriais”. A atuação da CNEN, conforme informou a Comissão, “abrange requisitos tais como “descontaminação de área gerenciamento de resíduos e rejeitos radioativos e monitoramento ambiental, bem como procedimentos para garantir a proteção radiológica dos trabalhadores e da população circunvizinha”. 

Mas para onde iriam os equipamentos e demais as sucatas de Buena? “A destinação dos materiais radioativos presentes na instalação deve ser indicada pelo operador (INB), cabendo à CNEN avaliar a conformidade com as normas aplicáveis e, caso necessário, estabelecer exigências relacionadas ao armazenamento seguro do transporte dos mesmos”, afirmou a CNEN.  Portanto, acrescentou a Comissão, o operador – INB-, “deve submeter relatórios específicos detalhando as etapas envolvidas e procedimentos a serem executados, para garantir que todas as medidas de segurança estejam sendo tomadas e que os materiais radioativos estejam sendo manuseados e transportados de acordo com as normais aplicáveis”. Afinal, está ou não? 

SINDIMINA-RJ CONTESTOU INB - 

Se a INB opera no local há décadas, por quais razões o encerramento das atividades acarreta tantos transtornos, como a ameaça de falta de água, a falta de informação sobre o desmonte e destino de equipamentos e aos graves problemas de saúde aos funcionários, que durante anos dedicaram a sua força de trabalho à instalação? Há exames de rotina? A saúde dos trabalhadores teve acompanhamento durante tantos anos? A INB não respondeu. Contatado pela reportagem, a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Prospecção, Pesquisa e Extração de Minérios Estado do Rio de Janeiro (Sindimina-RJ), declarou que “não compactua com as atitudes impostas pelos atuais gestores da INB, principalmente no que se refere a transferência de empregados sem que eles tenham algum benefício”, em contrapartida, por exemplo. 

A direção do Sindimina admitiu que, mesmo sem relacionar os casos de doenças e mortes ao problema, pesou a forma de pressão feita pelos gestores, problemas relatados em reuniões. Sem chance de escolha, empregados de Buena foram transferidos para Caetité, na Bahia, a 1.200 Km de distância, enquanto há outras unidades da empresa em Rezende (RJ), Caldas (MG) e na sede, no Rio. Dos 320 funcionários do passado, restam apenas 39 naquela época. 

Em 15 de maio de 2023 – ACORDO SIGILOSO - 

Pela primeira vez, informações confidenciais guardadas a sete chaves sobre a unidade que durante décadas extraiu e guardou material radioativo, em Buena, puderam ser reveladas a partir de Acordo de Confiabilidade firmado entre a empresa interessada e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), proprietária da instalação.  A empresa que assinasse o acordo sigiloso para a cessão de uso da Unidade de Descomissionamento de Buena (UDB) -identidade oficial -, teria que manter o mais absoluto sigilo sobre a instalação. A quebra do dever de confidencialidade obrigaria a empresa a pagar a INB indenização de valor mínimo de R$ 11 milhões. Se o negócio não for fechado, a empresa terá que destruir todos os documentos que contenham ou reflitam as informações confidenciais. Este foi o começo da história daria da cessão? Fontes consultadas pelo BLOG comentaram que a INB devia ter mesmo muitas informações secretas sobre Buena. 

Desde a década de 50, pelo menos, toneladas de areias monazitas, (ricas em urânio e tório), foram subtraídas das praias do Espirito Santo, Bahia e Buena e transportadas para serem processadas na Orquima, no Brooklin paulista, sucedida pela Nuclemon; depois, INB, nas quais centenas de operários se contaminaram, adoeceram e morreram vítimas de radiação. Em 2006, os sobreviventes se uniram a formaram a Associação dos Trabalhadores da Produção Nuclear (ANTPEN) para lutar por seus direitos, até hoje não reconhecidos pela Justiça.  

CONTRATO CONFIDENCIAL - 

Na cláusula primeira, a INB informava que o objetivo do Acordo de Confiabilidade é “disciplinar as condições para a revelação de informações confidenciais e definir as regras relativas ao seu uso e proteção”. Na segunda, explicava que confidenciais significa “toda e qualquer informação, documento, correspondência, respostas e questionamentos ou quais outros que sejam prestadas, não se limitando a informações técnicas, financeiras, operacionais, econômicas, jurídicas, comerciais de marketing, engenharia, por exemplo. Na quarta, deixa bem claro que tudo deve ser “mantendo sempre estrito sigilo acerca das informações”. Na terceira clausula, sobre as limitações da confidencialidade consta no item 3.1: “As estipulações e obrigações constantes deste acordo não serão aplicadas à informação que seja de domínio público no momento da revelação ou após a revelação; já esteja em poder da parte receptora no momento de assinatura do acordo como resultado de sua própria pesquisa; seja revelada em razão de norma legal, ordem judicial ou por determinação de autoridade competente por meio de questionamento oral, interrogatório, requisição de informações, citações, investigações ou outra forma, somente até a extensão necessária ao seu cumprimento, , devendo a parte receptora notificar, o quanto antes” a INB. No edital da INB, de 2023, consta que as visitas técnicas poderiam ser agendadas durante um período de aproximadamente 30 dias iniciando no dia 8 de janeiro até 8 de fevereiro de 2024. O aviso para a cessão permaneceu no site da empresa. Estava assim nas mãos da mineradora ADL após assinatura de contrato de cessão de direito de uso com a INB. O contrato tem 30 anos de duração. Em maio daquele ano, a INB divulgou em seu site a decisão de firmar Acordo de Confiabilidade com empresa que estivesse interessada no negócio com a unidade que atua na comercialização de minerais como ilmenita, zirconita, rutilo e monazita.  

DEPRESSÃO E FALECIMENTOS - 

Em maio de 2023, o BLOG, divulgou reportagem sobre casos de funcionários da UDB doentes com AVC, depressão e falecimentos, ameaça de falta de água, agravada por cerca de três quilômetros de tubulação perdidos, a falta de informações sobre o destino de equipamentos fora de uso, alguns dos problemas envolvendo a desativação da unidade. 

O BLOG publicou fotos exclusivas na ocasião mostrando o cenário de abandono da instalação. Contatada na época, a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Prospecção, Pesquisa e Extração de Minérios Estado do Rio de Janeiro (Sindimina-RJ), declarou que “não compactuava com atitudes da INB, pois sem chances de escolha, empregados de Buena foram transferidos para Caetité, na Bahia, a 1.200 Km de distância, enquanto havia outras unidades da empresa em Rezende (RJ), Caldas (MG) e na sede, no Rio. Dos 320 funcionários do passado, hoje restam apenas 39, naquela época. 

Na reportagem do ano passado, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) informou que possui “regulamentos específicos para nortear o descomissionamento de instalações nucleares, radioativas e minero-industriais”. A atuação da CNEN, conforme informou a Comissão, abrange requisitos tais como “descontaminação de área gerenciamento de resíduos e rejeitos radioativos e monitoramento ambiental, bem como procedimentos para garantir a proteção radiológica dos trabalhadores e da população circunvizinha”. 

Mas para onde iriam os equipamentos e demais as sucatas de Buena? “A destinação dos materiais radioativos presentes na instalação deve ser indicada pelo operador (INB), cabendo à CNEN avaliar a conformidade com as normas aplicáveis e, caso necessário, estabelecer exigências relacionadas ao armazenamento seguro do transporte dos mesmos”, afirmou a CNEN.  Portanto, acrescentou a Comissão, o operador – INB-, “deve submeter relatórios específicos detalhando as etapas envolvidas e procedimentos a serem executados, para garantir que todas as medidas de segurança estejam sendo tomadas e que os materiais radioativos estejam sendo manuseados e transportados de acordo com as normais aplicáveis”. 

HERANÇA MALDITA - 

A herança da Orquima, sucedida pela Nuclemon, fechada em 1992, ficou sob a responsabilidade da INB.  Uma parte do material procedente de Buena também foi levado, principalmente nas décadas de 50 e 60, clandestinamente para outra unidade da INB em Caldas, Minas Gerais. Há depósitos com material radioativo da Nuclemon na Usina de Interlagos e sitio em Botuxim, em São Paulo, sem solução até hoje.  Oficialmente, em documento obtido pela reportagem, a INB avisava que estava em “processo de finalização de suas atividades de produção em Buena. De acordo com o cronograma, a previsão era de encerramento das atividades em dezembro de 2023, inclusive com a redução do quadro de empregados atuando na localidade”, informou em nota, sem mencionar o número de trabalhadores que seria dispensado. E acrescentava: “Dessa forma, a INB somente terá condições de continuar fornecendo água para os moradores do entorno da UDB, até o mês de julho de 2023”. 

ACÚMULO NO PÁTIO - 

Segundo informações oficiais, a UDB atua no processo de separação e na comercialização dos minerais pesados conhecidos como ilmenita, zirconita, rutilo e monazita, extraídos de reservas minerais formadas pela regressão do mar – paleopraia. “Como as reservas estão esgotadas, a produção da Unidade se restringe atualmente à recuperação e comercialização do minério que ficou acumulado no pátio, junto à usina de beneficiamento primário e também às várias frações de minerais que foram estocados durante os últimos anos”, admite a estatal. 

CESSÃO POR 30 ANOS - 

A Unidade de Buena, que operava com material radioativo da antiga Nuclemon, sucedida pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) , no município de São Francisco de Itabapoana, região turística da Costa Doce do Estado, está agora nas mãos da mineradora ADL após assinatura de contrato de cessão de direito de uso com a INB. O contrato tem 30 anos de duração. Em maio, a INB divulgou em seu site a decisão de firmar Acordo de Confiabilidade com empresa que estivesse interessada no negócio com a unidade que atua na comercialização de minerais como ilmenita, zirconita, rutilo e monazita.  “Escavando juntos o caminho para o futuro do Brasil”, informava a ADL em sua página. 

O BLOG TENTOU CONTATO COM A INB E  ADL. SEM RETORNO.

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ibama quer saber as causas de vazamento de amônia (produto altamente tóxico) em unidade de urânio da INB, revelado pelo Blog

 


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou que, em prazo de 30 dias, a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) apresente relatório sobre as causas do vazamento de amônia (produto altamente tóxico) ocorrido no dia 21 de junho (21/6) na Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité, na Bahia, relevado pelo Blog.   O Ibama quer que a INB apresente a descrição do acidente e “as medidas adotadas para seu atendimento e demais informações técnicas necessárias à avaliação da ocorrência”. 

O Ibama informou que no dia 21/6 recebeu comunicado do Acidente Ambiental na URA, posteriormente registrado no sistema de comunicação de emergências ambientais do Instituto. Após o recebimento da comunicação, a Superintendência do Ibama na Bahia notificou a empresa, por meio do Ofício nº 571/2026/SUPES-BA, requerendo a apresentação, do “relatório circunstanciado com a descrição das causas do acidente’, entre as outras exigências. 


"FAKE NEWS"

Segundo as informações apresentadas pela INB, “o Plano de Emergência da instalação foi acionado, foram adotadas medidas de contenção e isolamento da área, o vazamento foi interrompido pela equipe técnica da empresa e, preliminarmente, não teriam sido registrados impactos ambientais além da área industrial da unidade nem pessoas atingidas pela substância”, de acordo com o Ibama. Mas o Blog apurou que nada disso foi feito pela gestão da URA, em Caetité. Ou seja, a gestão em Caetité informou “Fake News” à própria direção geral da empresa. As “Fake News” foram repassadas também a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

A CNEN confirmou ter recebido o comunicado do vazamento, e informou que cabe à INB verificar as demais denúncias formuladas pelo Blog. O Ibama também reiterou que “as informações apresentadas são de responsabilidade da empresa”, mas alertou que “estão sujeitas a análise e verificação pelos órgãos competentes que atuam no acompanhamento da ocorrência”. Dessa forma, adverte o Instituto, “caso sejam constatadas irregularidades ou impactos ambientais decorrentes, o Ibama adotará as medidas cabíveis”. 

Em situações envolvendo vazamento de substâncias perigosas, como a amônia, o Ibama realiza fiscalização ambiental, acompanhando as providências adotadas pelo empreendedor e verificando o cumprimento das medidas necessárias para prevenir ou minimizar danos ambientais. Entre elas, estão “o acionamento do plano de emergência, a contenção da fonte de vazamento, o isolamento da área afetada, o monitoramento ambiental, a avaliação dos potenciais impactos ao meio ambiente e a adoção de medidas corretivas e preventivas, além da apresentação de informações e relatórios técnicos sempre que solicitados pelo órgão ambiental”, informou o Instituto. 

(FOTO: BLOG – INB) – 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Barragem contaminada com urânio, em estado de emergência, é mote de duas licitações com diferenças de valores que chagam a R$ 4,5 milhões

 


A Barragem D4 da Unidade de Descomissionamento de Caldas (UDC), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), contaminada  por urânio, é protagonista de duas licitações para a contratação de empresa visando à regressão de seu estado de nível de emergência, que apresentam valores bem diferentes de 27 de março de 2025 a 29 de abril deste ano.  O Blog perguntou a INB as razões de duas licitações para a mesma Barragem com preços que variam bastante, mas ainda não recebeu a resposta. Em 2025, a licitação apresentava valor de R4 3.718.759,62; e recentemente, passou para R$ 8.189.850,00. Uma diferença de cerca de R$ 4,5 milhões. 


A Barragem D4 sempre esteve na lista de problemas da Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fiscaliza a UDC há anos, relacionando condicionantes em algumas áreas da instalação. A UDC faz parte do processo de extração de urânio na Mina da Cava, a primeira do Brasil, iniciada na década de 70, que provocou um rasto de contaminação radioativa na região. 

Nesta quinta-feira (02/7) uma equipe do Ibama finalizou, nesta quinta-feira (02/07), uma vistoria técnica na UDC, iniciada há uma semana (30/6).  “A atividade integra o acompanhamento da execução das condicionantes ambientais estabelecidas na Licença de Operação concedida pelo órgão”, informou a INB. 


Essa foi a terceira inspeção do Ibama desde que a UDC obteve a Licença de Operação, em janeiro de 2025, embora funcione há décadas, armazenando material radioativo em suas instalações. O grupo de trabalho do Ibama foi composto por 11 profissionais da Diretoria de Licenciamento Ambiental, envolvendo as áreas de Qualidade e Licenciamento Ambiental e equipes multidisciplinares do Ibama de Minas Gerais, São Paulo e Brasília, que percorreram diferentes pontos da unidade para verificar in loco as ações da empresa. 

NOTA DO IBAMA - 

Nesta semana, uma equipe do Ibama está realizando vistoria técnica na Unidade em Descomissionamento de Caldas, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no sul de Minas Gerais, com a finalidade de acompanhar as ações executadas pela empresa em atendimento às condicionantes ambientais estabelecidas na Licença de Operação nº 1709/2025. Após a conclusão da vistoria, será elaborado o respectivo relatório. 

(FOTO – BLOG – INB) – 

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Exercício simulado de incêndio mobiliza civis e militares na central nuclear de Angra dos Reis

 


Um exercício simulado de combate a incêndio na Central Nuclear de Angra dos Reis mobilizou equipes de várias instituições na quinta-feira (25/6), sob a coordenação do Comando de Bombeiros de Área VII – Costa Verde (CBA VII). Participaram militares de unidades da região, equipes da Eletronuclear e órgãos especializados em proteção radiológica com o objetivo de aperfeiçoar a atuação integrada e validar os protocolos de resposta a emergências em instalações nucleares. O cenário simulou um incêndio em uma área controlada da Usina Nuclear Angra 2, exigindo a aplicação de protocolos específicos para atuação em instalações nucleares. 


Durante toda a operação, as equipes foram acompanhadas por profissionais de Proteção Radiológica, responsáveis pelo monitoramento das condições do ambiente, pelo controle de acesso e pelo suporte técnico aos militares. O treinamento também contou com a ativação de um Posto de Comando, estruturado conforme os princípios de gerenciamento de incidentes. A estrutura permitiu a coordenação integrada das ações, o compartilhamento de informações em tempo real e a tomada de decisões entre as instituições participantes. 

Por sediar duas centrais nucleares (Angra 1e Angra 2) em operação no Brasil, a Costa Verde demanda preparo permanente das equipes do CBMERJ para ocorrências de alta complexidade, informou o Corpo de Bombeiros.  Exercícios como esse permitem testar protocolos, aperfeiçoar a comunicação entre os órgãos envolvidos e manter elevado o nível de prontidão operacional para a resposta a emergências nucleares e radiológicas. 

Também participam militares do 3º Destacamento do 10º GBM (Frade), do 1º Destacamento do 26º GBM (Mambucaba), além de equipes do 10º GBM (Angra dos Reis) e do 26º GBM (Paraty). A ação contou ainda com o apoio da Brigada de Emergência da Eletronuclear, do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) e do Centro de Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN). 

(FOTOS- CORPO DE BOMBEIROS) – 

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sábado, 27 de junho de 2026

EXCLUSIVO. Gestores de instalação de urânio usam "fake news" para esconder a gravidade do vazamento de amônia (produto altamente tóxico).

 


Com uma grande “fake News” os gestores da Unidade de Concentração de Urânio (URA) em Caetité, na Bahia, tentaram abafar a gravidade do vazamento de amônia (produto altamente tóxico e asfixiante que pode levar à morte) em uma válvula de dreno no tanque de armazenamento da instalação, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O vazamento não foi logo verificado, o local não foi isolado e continuou expelindo amônia, sirenes e o plano de emergência não foram acionados. Os funcionários souberam do problema dentro de ônibus quando deixaram a instalação. 

O vazamento não foi logo estancado a ponto de ter havido tempo para a produção de vídeos, como o blog divulgou desde ontem. “Parece aquele programa é tudo mentira”, comentou um servidor indignado, pois estava no ônibus quando foi avisado por um outro, igualmente revoltado “com tantas mentiras”. 

A gestão da URA enviou comunicado fake News à direção geral da INB. O mesmo comunicado repleto de fake News chegou à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e a outros órgãos do governo.  Os trabalhadores estão preocupados, pois além de não terem sido informados sobre o vazamento, não sabem também o tempo que a amônia circulou pela unidade. O vazamento teria ocorrido por volta das 7h30 de domingo (21/6).  "E caso de saúde pública", comentaram ao Blog, que também recebeu as informações fake News ontem.

Cerca de 40 pessoas trabalham no local em esquema de revezamento. O Blog está tentando contato com a direção da INB e da CNEN, ambos enganados pela gestão da URA. A amônia é o insumo utilizado na precipitação do diuranato de amônio (U-30-8) na fase final do beneficiamento do urânio (yellowcake). Segundo a literatura disponível, o produto tem efeito tóxico à saúde humana.

 “O contato com a Amônia líquida pode causar severas queimaduras nos olhos e na pele. Sua ação tóxica sobre as mucosas interrompe a respiração e impede a visão, mesmo a baixas concentrações. Pode causar queimadura e asfixia”. Dependendo da quantidade de concentração, pode causar irritação na garganta, mas também pode ser fatal, mesmo no caso de breve exposição.  A inalação da Amônia gasosa, em grandes concentrações, pode causar morte, segundo a literatura. 

A mina de Caetité é uma mina de urânio a céu aberto localizada no Brasil, no município de Caetité, na Bahia. É a única mina de urânio da América Latina. A produção de urânio desta mina destina-se exclusivamente à indústria civil brasileira. Descoberto em 1977, este depósito de urânio é explorado desde 1999. A Unidade de Concentração de Urânio (URA), localizada em Caetité (BA), é a única mina de urânio em atividade no Brasil. Operada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), ela realiza as duas primeiras etapas do ciclo do combustível nuclear: a extração do minério e o seu beneficiamento. O processo realizado na unidade converte o minério bruto em um produto final de alta densidade energética denominado concentrado de urânio ou yellowcake. 

(FOTOS: BLOG e INB ) -  

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Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirma vazamento de amônia (produto altamente tóxico) na Unidade de Concentração de Urânio

 


A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou a informação divulgada pelo Blog sobre o vazamento de amônia (produto altamente tóxico) na Unidade de Concentração de Urânio (URA), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, na Bahia. A CNEN foi informada pela INB de que a equipe de manutenção da unidade industrial detectou, no dia 21/6, “um escapamento de amônia em uma válvula de dreno do tanque de armazenamento desse material”. 

A ocorrência, segundo a CNEN, “não envolveu qualquer substância radioativa que pudesse caracterizar situação de potencial risco radiológico, tendo sido devidamente sanada pela equipe de manutenção”. Mas segundo apuração do Blog, a amônia estava sendo usada no processo de produção de yellowcake (urânio e pó ou pasta), material radioativo. 

“A CNEN é acionada sempre que necessário e em conjunto com o sistema de resposta a emergências. Deve-se ressaltar que cada instalação nuclear ou radiativa tem seu plano de resposta a emergências radiológicas e segue rígidos protocolos de resposta a incidentes ou acidentes”. A CNEN, acrescentou, “permanece ativa no seu papel de resposta sempre que for identificada a necessidade de acionamento, treinando e qualificando continuamente seus profissionais”. 


De acordo com a apuração do Blog, a partir de documentos obtidos, o vazamento ocorreu na Área 310: vaso de estocagem de amônia, e as equipes seguem monitorando o local. Não há registros de feridos, nem feridos por exposição ao produto, segundo fontes. O Plano de Emergência foi acionado imediatamente, logo após a ocorrência do vazamento, por trabalhadores. Os funcionários foram direcionados ao ponto de encontro. Cerca de 40 pessoas trabalham no local em esquema de revezamento. O problema foi controlado, mas ainda há muita preocupação e temor de que possa haver outras ocorrências; apesar de os técnicos terem realizado o reparo da válvula com rapidez. 

A amônia é o insumo utilizado na precipitação do diuranato de amônio (U-30-8) na fase final do beneficiamento do urânio (yellowcake). Segundo a literatura disponível, o produto tem efeito tóxico à saúde humana. “O contato com a Amônia líquida pode causar severas queimaduras nos olhos e na pele. Sua ação tóxica sobre as mucosas interrompe a respiração e impede a visão, mesmo a baixas concentrações. Pode causar queimadura e asfixia”. Dependendo da quantidade de concentração, pode causar irritação na garganta, mas também pode ser fatal, mesmo no caso de breve exposição.  A inalação da Amônia gasosa, em grandes concentrações, pode causar morte, de acordo com a literatura. 

INB E ANSN NÃO SE MANIFESTARAM - 

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) não se manifestou até o momento. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), criada no Governo Bolsonaro e sacramentada no atual, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pela fiscalização de instalações como a URA, também não se pronunciou. Recentemente, um técnico caiu dentro de uma célula na URA. A unidade que dispõe de mina de urânio e opera o processo de produção de yellowcake, também tem registros de problemas sérios em suas instalações a partir de vendaval no final do ano retrasado. 

O urânio da URA passa pelo seguinte roteiro: segue para a Europa (Urenco) ou para a Rússia para ser transformado em hexafluoreto (urânio em forma de gás) e depois enriquecido. Em seguida, volta ao Brasil, em geral, pelo Porto do Rio, de onde parte para a unidade da INB, em Resende (RJ), para ser transformado em pastilhas, inserido e varetas de zircaloy e assim servir de combustível para alimentar os reatores das usinas nucleares de Angra dos Reis (Angra 1 e Angra 2). 

(FOTOS – INB – BLOG) - 

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Unidade de Concentração de Urânio registra vazamento de amônia, produto altamente tóxico, da INB. Plano de emergência acionado; não há feridos

 


Um vazamento de amônia (produto altamente tóxico e asfixiante que pode levar à morte) em uma válvula de dreno no tanque de armazenamento da Unidade de Concentração de Urânio (URA), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, na Bahia, foi registrado por volta das 7h30 de domingo (21/6). O blog obteve documentos sobre o incidente nesta sexta-feira (26/6); e tenta contado com a INB. O vazamento ocorreu na Área 310: vaso de estocagem de amônia. Equipes seguem monitorando o local. Não há registros de feridos, nem feridos por exposição ao produto, segundo fontes.

O Plano de Emergência foi acionado imediatamente quando o vazamento foi verificado por trabalhadores. Os funcionários foram direcionados ao ponto de encontro. Cerca de 40 pessoas trabalham no local em esquema de revezamento. O problema foi controlado, mas há muita preocupação e temor de que possa haver outras ocorrências. Embora técnicos tenham realizado o reparo da válvula com rapidez. 

A amônia é o insumo utilizado na precipitação do diuranato de amônio (U-30-8) na fase final do beneficiamento do urânio (yellowcake). Segundo a literatura disponível, o produto tem efeito tóxico à saúde humana. “O contato com a Amônia líquida pode causar severas queimaduras nos olhos e na pele. Sua ação tóxica sobre as mucosas interrompe a respiração e impede a visão, mesmo a baixas concentrações. Pode causar queimadura e asfixia”. Dependendo da quantidade de concentração, pode causar irritação na garganta, mas também pode ser fatal, mesmo no caso de breve exposição.  A inalação da Amônia gasosa, em grandes concentrações, pode causar morte, de acordo com a literatura. 


A mina de Caetité é uma mina de urânio a céu aberto localizada no Brasil, no município de Caetité, na Bahia. É a única mina de urânio da América Latina. A produção de urânio desta mina destina-se exclusivamente à indústria civil brasileira. Descoberto em 1977, este depósito de urânio é explorado desde 1999. 

A Unidade de Concentração de Urânio (URA), localizada em Caetité (BA), é a única mina de urânio em atividade no Brasil. Operada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), ela realiza as duas primeiras etapas do ciclo do combustível nuclear: a extração do minério e o seu beneficiamento. O processo realizado na unidade converte o minério bruto em um produto final de alta densidade energética denominado concentrado de urânio ou yellowcake. 

(FOTOS: FONTES BLOG - MINA FOTO DA INB-

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