segunda-feira, 20 de abril de 2026

Terras raras: mineradora dos EUA anuncia compra de brasileira Serra Verde, em Goiás

 


A mineradora americana USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (20/4) a compra da brasileira Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões. Segundo a companhia, o acordo prevê a aquisição de 100% da Serra Verde, dona da mina e da planta de processamento Pela Ema, em Goiás. A operação será paga com US$ 300 milhões em dinheiro e 126,849 milhões de novas ações da USA Rare Earth, o que implica um valor de aproximadamente US$ 2,8 bilhões para a mineradora brasileira. O negócio coloca em evidência a questão da soberania sobre as riquezas minerais brasileiras.

O fechamento está previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito a aprovações regulatórias e outras condições usuais. A Serra Verde é controlada por investidores privados e fundos, entre eles Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy & Minerals Group. A Serra Verde é dona da mina Pela Ema, em Goiás, considerada um ativo estratégico por ser o único produtor em escala fora da Ásia capaz de fornecer os quatro principais elementos magnéticos de terras raras. 

A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027. A USA Rare Earth destaca que conta com apoio do governo americano e que a operação inclui um contrato de 15 anos para venda de 100% da produção inicial de elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, com pisos de preço definidos, o que reduz riscos de mercado. Com a aquisição, a USA Rare Earth busca criar uma cadeia integrada fora da Ásia, que vai da mineração à produção de ímãs. 

A empresa projeta que a operação combinada pode gerar até US$ 1,8 bilhão em EBITDA anual até 2030, embora esses números dependam de condições de mercado e execução dos projetos. Em janeiro, a USA Rare Earth assinou uma carta de intenções não vinculante com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos para ter acesso potencial a até US$ 1,6 bilhão em apoio financeiro do governo dos EUA. Desse total, até US$ 277 milhões seriam em recursos federais diretos e até US$ 1,3 bilhão em um empréstimo sênior garantido. 

Na prática, o documento não representa liberação imediata de recursos, mas sinaliza que Washington vê a empresa como peça estratégica na tentativa de montar, fora da China, uma cadeia de terras raras, metais e ímãs voltada a setores considerados sensíveis, como semicondutores, defesa e energia. A Serra Verde iniciou a produção comercial em 2024 e já recebeu mais de US$ 1,1 bilhão em investimentos. A expectativa é que a mina atinja capacidade plena até 2027, com potencial de expansão nos anos seguintes. 

(FOTO – SERRA VERDE) - INFORMAÇÕES – MINERADORA USA RARE EARTH) 

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Terras raras: Lula diz que erros do passado não se repetem ao firmar acordo com a Espanha

 



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não repetirá erros históricos na exploração de recursos naturais ao comentar o acordo firmado ontem (19/4) com a Espanha na área de terras raras. A declaração foi feita após a assinatura de um pacto de cooperação com o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez. 

O acordo prevê colaboração entre os dois países em toda a cadeia produtiva desses minerais estratégicos, incluindo desenvolvimento, mineração, refino, gestão ambiental, uso de tecnologias digitais e intercâmbio de conhecimento. 

O acordo de cooperação incluiu o desenvolvimento, mineração, refino, gestão ambiental, uso de tecnologias digitais e a troca de conhecimentos na área de terras raras. Por serem utilizados na fabricação de baterias e eletrônicos, entre outros produtos, os elementos — encontrados em abundância no Brasil — atraem interesse de vários países. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras. 

Perguntado por jornalistas sobre a pressão dos Estados Unidos para ter acesso às reservas brasileiras, Lula frisou que as terras raras são "questão de segurança nacional", e que, apesar de o Brasil estar disposto a cooperar, não abrirá mão do controle de suas reservas. "Nós estamos dispostos a fazer acordo com todos os países que fizerem acordo com o Brasil. E o processo de transformação se dará dentro do Brasil. Nós não vamos repetir com as terras raras o que aconteceu com o minério de ferro, com a bauxita, nós não vamos. Nós vamos agora assumir a responsabilidade. Essa é uma questão de segurança nacional para nós", comentou Lula. 

(FOTO: Ricardo Stuckert/PR)- FONTE: Governo Federal – Mídias nacional e internacional). 

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Monazita com as cobiçadas terras raras embarcam de Buena (RJ) para o Canadá pela ADL mineração

 



A partir de um contrato firmado com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em 2024, a ADL Mineração acaba de exportar monazita para o Canadá. O mineral, rico em elementos de terras raras como cério, lantânio e neodímio, além de tório, “é peça-chave nas cadeias produtivas de tecnologias estratégicas, da fabricação de ímãs permanentes de alta potência para veículos elétricos e turbinas eólicas a componentes eletrônicos, equipamentos de defesa e aplicações nucleares”. A empresa não informou a data do embarque, a quantidade exportada e quanto rendeu para o Brasil, via INB. A expectativa da ADL, conforme a empresa informou, é exportar entre 500 e 1.000 toneladas de monazita até o final de 2026, com destino a outros mercados como Estados Unidos e China, além do Canadá. 


Em prazo de dois anos, a empresa projeta alcançar cerca de 3 mil toneladas exportadas. Além da monazita, a empresa atua na produção de ilmenita, zirconita e rutilo — os mesmos minerais que a Unidade de Buena já processava sob a operação da INB. "A retomada da produção e, sobretudo, da exportação de monazita representa um marco histórico para o setor mineral brasileiro", afirma Adelina Lee, CEO da ADL Mineração. “O último registro de exportação do mineral havia ocorrido há sete anos, conduzido pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal vinculada ao governo federal”, completou. 

ARRANJO CONTRATUAL - 

A operação da ADL foi possível por conta de “um arranjo contratual inédito” firmado com a INB em 2024, quando a estatal era presidida por Adauto Seixas. Por meio de uma oferta pública, a ADL venceu a disputa e assinou um contrato de cessão onerosa de direito de uso, por 30 anos, da Unidade em Descomissionamento de Buena (UDB), localizada em São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense. “

Na prática, a cessão onerosa transferiu à ADL a operação da usina de beneficiamento e das áreas associadas, permitindo que a empresa processe minerais extraídos de jazidas sob sua própria titularidade. A ADL não adquiriu a propriedade do ativo, que segue pertencendo à INB, mas obteve o direito de uso produtivo da infraestrutura”. E acrescentou:

 “Em contrapartida, a INB — que antes arcava com custos fixos de manutenção da unidade na ordem de R$ 1,1 milhão por mês — passou a receber uma receita composta por três elementos; um pagamento fixo mensal de R$ 100 mil, royalties calculados sobre o faturamento da operação e um percentual adicional destinado a um Fundo de Descomissionamento da unidade. A estimativa é que o contrato gere para a estatal uma economia de R$ 390 milhões ao longo dos 30 anos de vigência, além de transformar o que era um custo em fonte de receita. O modelo é o primeiro do tipo adotado pela INB e pode servir como referência para outros ativos da estatal”. 

Na Unidade de Buena, a INB operava o beneficiamento das areias, separando ilmenita, zirconita, rutilo e monazita. Porém, a partir de 2010, a estatal suspendeu a lavra e a produção se limitou ao processamento de estoques remanescentes. A cessão onerosa para a ADL representa a fórmula encontrada para viabilizar a retomada: a empresa privada opera a infraestrutura e processa minerais de suas próprias jazidas, enquanto a INB mantém a titularidade do ativo e o controle sobre os materiais nucleares. "Esta é a primeira vez, após décadas, que uma empresa privada brasileira realiza esse movimento, o que reforça o potencial do país no mercado global de terras raras", diz Lee. Segundo a executiva, o amadurecimento do ambiente regulatório foi determinante para viabilizar a operação. 

MONOPÓLIO - No texto divulgado, a ADL tenta contar um pouco a história oficial nuclear brasileira. “A presença da INB nesse mercado é reflexo do arcabouço legal brasileiro: a Constituição Federal estabelece que a pesquisa, a lavra e o aproveitamento de minerais nucleares são monopólio da União. Como a monazita contém cerca de 6% de tório e 0,3% de urânio, sua exploração sempre ficou sob o guarda-chuva da estatal”. 

Tenta também relembrar fatos históricos mencionados em pesquisas e livros, como Cobaias da Radiação – a história não contada da marcha nuclear brasileira e de quem ela deixou para trás”, sem registrar qualquer menção ou referência aos profissionais que executaram o trabalho. “Em 1960, o governo estatizou as operações privadas de extração de monazita no litoral — empresas como a Orquima e a Mibra foram incorporadas ao aparato que se transformaria na INB”. 

Das páginas 63 em diante, o livro, resgata diversas informações que a ADL usa, sem mencionar os créditos, inclusive dos pesquisadores citados em Cobaias da Radiação; “A monazita brasileira tem uma história que remonta ao século XIX. O potencial das areias monazíticas do litoral foi identificado na década de 1880, quando o engenheiro americano John Gordon notou a coloração diferenciada das areias nas praias do sul da Bahia, na região de Prado e Cumuruxatiba. Análises confirmaram a presença de monazita rica em tório, e as areias passaram a abastecer a indústria europeia de iluminação a gás — o sistema do austríaco Carl Auer utilizava óxido de tório para produzir a chama incandescente das luminárias públicas. A exploração se estendeu rapidamente do sul da Bahia ao litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. A areia monazítica é composta por minerais pesados como ilmenita, magnetita, monazita, zircão, granada e rutilo, com concentração que varia de zero a mais de 60% dependendo do local. O ponto mais emblemático dessas ocorrências é Guarapari (ES), conhecida como "Cidade Saúde" desde a década de 1930 pela fama terapêutica de suas praias da Areia Preta e de Meaípe. Pesquisas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) apresentaram evidências de que a radiação natural dessas areias, baseada no tório, não oferece riscos à saúde e pode ter efeitos benéficos. A história das areias monazíticas, porém, também carrega um capítulo sombrio. Entre as décadas de 1930 e 1950, grandes quantidades foram exportadas clandestinamente — sobretudo pela empresa Mibra, de Boris Davidovitch — para abastecer o programa nuclear americano. Estima-se que mais de 200 mil toneladas de areia foram retiradas do litoral brasileiro ao longo de cinco décadas. O escândalo resultou em uma CPI da Energia Atômica e foi um dos fatores que levaram à estatização do setor na década de 1960”. 

Dados oficiais informam que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, estimada em 14 milhões de toneladas (cerca de 15% do total global), atrás apenas da China (44 milhões de toneladas). No entanto, essa riqueza nunca se converteu em protagonismo produtivo — enquanto a China chegou a controlar mais de 90% da produção mundial, o Brasil permaneceu como ator marginal. Além da ADL, o único outro produtor ativo no país é a Serra Verde, que opera em Goiás com argilas iônicas, mas sem realizar a separação dos elementos individuais". 

O livro Cobaias da Radiação, de Tania Malheiros, foi prefaciado pelos jornalistas Cristina Serra e André Trigueiro. 

O BLOG tenta contato com a direção da ADI desde anteontem. 

(FOTO – ADL e INB ) – 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Causas de fumaça detectada na sala de controle do reator nuclear em SP continuam em investigação

 


Continua em processo de apuração as causas que teriam provocado a interdição da sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-RI, onde o Sistema de Combate a Incêndio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), detectou fumaça densa na segunda-feira passada (23/3). As evidências iniciais indicam a possibilidade de sobreaquecimento em painéis de distribuição, contendo componentes elétricos, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).” Os módulos de controle foram “potencialmente danificados”. Não houve vazamento de radiação. Mesmo com o reator fora de operação, alguns sistemas permanecem energizados. 

No IEA-RI, em setembro do ano passado, técnicos conseguiram produzir um radioisótopo (medicamento) para combater o câncer, em especial o de próstata. Segundo a CNEN, o IEA-RI “encontra-se parado desde novembro de 2025 para troca dos refletores de grafite, que ficam ao redor do núcleo”. Os componentes, estão em “estágio de fabricação”, entre outras providências. 

Conforme nota divulgada pela Comissão semana passada, a equipe de operação que identificou ocorrência de fumaça, às 15, desligou a alimentação de energia elétrica do prédio do reator e adotou as medidas previstas em protocolo de segurança. “Não havia qualquer material radioativo nesta sala, apenas a instrumentação de controle do reator”, garantiu a Comissão. 

“Estamos contratando uma empresa para fornecer um laudo. No momento, estamos trabalhando com apoio da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para limpar o ar do prédio e contratar uma empresa para fazer a limpeza com equipamentos especializados. Assim que isso ocorrer, a empresa de engenharia irá trabalhar na execução do laudo técnico. Esta empresa já está contratada”, informou a Comissão. 

Caso o reator estivesse operando, segundo a CNEN, a situação poderia ser controlada mais rapidamente. “É possível que pessoas na sala de controle sentiriam o odor e logo tomariam as ações pertinentes, antes do alarme ser acionado. No entanto, do ponto de vista de segurança, o reator seria imediatamente desligado, ou em uma hipótese muito rara, com combinação de muitos cenários ruins, a queda da força da instalação levaria a isso”. 

BREVE HISTÓRIA DO REATOR, POR FREDERICO GENEZINI. 

"Na madrugada de 16 de setembro de 1957, o reator nuclear de pesquisas IEA-R1, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/Cnen-SP), atingiu sua primeira criticalidade e permanece, desde então, operando com segurança. São inumeráveis as contribuições do reator na ciência, impulsionando o Programa Nuclear Brasileiro (PNB) há mais de seis décadas. O IEA-R1 é um reator de pesquisas tipo piscina, moderado e refrigerado à água e que utiliza elementos de berílio e de grafite como refletores. 

Operou nas duas primeiras décadas a uma potência de dois megawatts (2 MW), atualmente é licenciado para operar a uma potência máxima de 5 MW. Atua em P&D e serviços de irradiação com nêutrons para as seguintes finalidades: produção de radioisótopos para uso em Medicina Nuclear, produção de fontes radioativas para gamagrafia industrial e de radioisótopos para uso como radiotraçadores, irradiação de amostras para a realização de análises multielementares, pesquisas em Física Nuclear, serviços de neutrongrafia e treinamento de pessoal licenciado para operação de reatores". Frederico Antonio Genezini - Responsável pelos dois reatores nucleares de pesquisas do IPEN/CNEN - 

(FOTO -IPEN) - 

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terça-feira, 24 de março de 2026

Sistema de combate a incêndio detecta fumaça na sala de controle do reator de pesquisa do IPEN

 



O Sistema de Combate a Incêndio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), detectou fumaça nesta segunda-feira (23/3) na sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-RI, que estava desligado, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Informou que “não foi constatado foco de incêndio e sim a presença de fumaça densa na sala de controle da instalação. As evidências iniciais indicam a possibilidade de sobreaquecimento em painéis de distribuição, contendo componentes elétricos”. Os módulos de controle foram “potencialmente danificados”. Mesmo com o reator fora de operação, alguns sistemas permanecem energizados. 

O IPEN, em São Paulo, é um dos mais importantes institutos de pesquisa do setor nuclear da América Latina e está completando 70 anos de fundação. O IPEN é responsável pela produção de radioisótpos (medicamentos) para Medicina Nuclear brasileira. 

FUMAÇA

 A direção da CNEN comunicou o fato a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) que fará avaliação técnica em todo o local. “Havia poucas pessoas no interior do prédio no momento da ocorrência, que foi evacuado e foi realizada uma conferência desse contingente, considerando os registros eletrônicos de acesso”, completou a Comissão. 

Em nota, a CNEN informou que a fumaça foi verificada por volta das 15h, quando foram acionados “os procedimentos operacionais estabelecidos no Relatório de Análise de Segurança da instalação”, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). “Foram acionadas a brigada de incêndio — composta por equipes do IPEN/CNEN e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) —, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, equipes de proteção radiológica, de logística e de proteção física do Instituto”, informou a Comissão. 

Segundo nota divulgada pela Comissão, a equipe de operação identificou ocorrência de fumaça, desligou a alimentação de energia elétrica do prédio do reator de pesquisa e adotou as medidas previstas em protocolo de segurança. “Em resposta à ocorrência, os bombeiros atuaram rapidamente no local, devidamente equipados. Não foi constatado foco de incêndio e sim a presença de fumaça densa na sala de controle da instalação. As evidências iniciais indicam a possibilidade de sobreaquecimento em painéis de distribuição, contendo componentes elétricos”. 

“Vale destacar que, mesmo com o reator fora de operação, alguns sistemas permanecem energizados, para garantir condições adequadas de segurança, tais como o sistema de refrigeração dos circuitos primário e secundário e o sistema de aquisição de dados operacionais, dentre outros”, informa a Comissão. 

Equipes técnicas das instituições CNEN e ANSN “atuarão de forma conjunta na análise detalhada do evento “e na definição das ações necessárias para o restabelecimento seguro dos sistemas, para operação futura do reator de pesquisa IEA-R1. Autuaram no caso equipes do CTMSP e do IPEN/CNEN, bem como do 4º Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar (Equipe Prontidão Verde – Butantã).  “Uma análise detalhada será conduzida para a apuração completa dos fatos”, afirmou a direção da Comissão. 

(FOTO – IPEN/CNEN)

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segunda-feira, 23 de março de 2026

O evento "Nuclear Summit 2026" começa hoje no Rio, promovido pela ABDAN, na Casa FIRJAN .

 


O Nuclear Summit 2026 começou nesta segunda-feira (23/3). Evento promovido pela Abdan, foi recebido na Casa FIRJAN, em Botafogo no Rio de Janeiro. Carlos Magno, gerente de eventos da FIRJAN, abriu os trabalhos. Carlos salientou a importância do setor para a economia do estado do Rio de Janeiro e passou a palavra para, Celso Cunha, presidente de Abdan. Celso falou sobre o crescimento previsto da demanda por energia elétrica em momento de transição nas fontes de energia, o que vem gerando forte demanda para energia nuclear. “O mundo voltou a olhar com seriedade a energia nuclear.” 


Os especialistas frisaram que, ou o Brasil inclui a energia nuclear no planejamento do setor ou vamos continuar discutindo enquanto o resto do mundo produz. Primeiro palestrante do dia, Deputado Federal Júlio Lopes, presidente da Comissão de Energia na Câmara dos Deputados, demostrou sua preocupação com a falta de mobilização do setor no convencimento da sociedade sobre as vantagens e a necessidade de investir pesado em energia nuclear. 

A primeira mesa de debates foi moderada por Leonardo Mattos, professor de geopolítica da EGN - Escola de Guerra Naval, que salientou a oportunidade de falar sobre geopolítica em face da tumultuada conjuntura mundial com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. 

O Almirante Rabello dissertou sobre a necessidade de produzir submarinos nucleares para a segurança nacional, o professor Júlio César, salientou que se tornou fundamental de parar de exportar derivados de urânio para importar o urânio enriquecido para abastecer as usinas nucleares brasileiras. “E nós temos o urânio e sabemos enriquecê-lo.”

(TEXTO E FOTOS – REVISTA PLURALE - Colunista, Luiz Fernando de Almeida Bello). 

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terça-feira, 17 de março de 2026

SBPC: abertas as inscrições para a participação na 78º Reunião Anual, na UFF, em Niterói.

 


Estão abertas as inscrições para participação na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O lançamento do evento pela SBPC e a Universidade Federal Fluminense (UFF) ocorreu na sexta-feira (13/3) no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ) para a Reunião que acontece entre 26 de julho e 1º de agosto de 2026, no campus Gragoatá da UFF. Pela primeira vez sediado em Niterói, a expectativa é que esta edição do maior encontro científico da América Latina reúna cerca de 50 mil participantes entre pesquisadores, professores, estudantes e público interessado em ciência.

Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a 78ª Reunião Anual da SBPC contará com mais de 200 atividades científicas, educacionais e culturais, além da ExpoT&C (mostra de tecnologias e inovações desenvolvidas no Brasil) e das atrações da SBPC Jovem, voltadas a estudantes e à formação das próximas gerações de cientistas. Durante a solenidade de lançamento, a presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia, destacou o significado político e social da reunião anual. Em suas palavras, o encontro representa um espaço fundamental de diálogo entre ciência e sociedade em um momento decisivo para o País.

“A SBPC tem colocado, com toda a sua força e voz, e em todos os lugares que ocupa, a importância da ciência para a vida dos brasileiros e brasileiras. É fundamental que o país nunca fique à margem do desenvolvimento científico e tecnológico. E, sobretudo, que sempre olhe a ciência com o olhar de transformação, de qualificação e de dignidade para a vida das pessoas”, afirmou. Garcia ressaltou ainda que a reunião ocorrerá em um ano estratégico para o País, no qual decisões políticas e sociais influenciarão diretamente o futuro da ciência brasileira.

“Este é um ano extremamente importante, em que fazemos escolhas que definirão se a ciência continuará sendo prioridade nas políticas públicas e se seguirá sendo investida para salvar vidas e orientar o desenvolvimento do país. Nós precisamos traduzir todo esse conhecimento, mais de 3% do conhecimento mundial que o Brasil produz, na vida e na realidade das pessoas.” A presidente da SBPC também destacou a escolha de Niterói como sede do evento. “Chegar a uma cidade como Niterói, que possui cerca de 2% de doutores entre seus 500 mil habitantes, reforça o simbolismo desta reunião.

A cidade e a UFF serão vitrine da ciência brasileira e do diálogo entre conhecimento e sociedade.” O reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, ressaltou o papel das universidades públicas na aproximação entre ciência e sociedade. “É importante mostrar que a universidade não está isolada nos laboratórios, mas envolvida com a superação dos problemas do cotidiano. A SBPC tem um papel fundamental na formação de uma cidadania baseada na ciência e na tecnologia, aproximando a população desse debate”, afirmou.

“Não é apenas um evento científico, mas um encontro que traz as pessoas para dentro da ciência e reforça um projeto de desenvolvimento social e econômico baseado no conhecimento.” Fundada em 1960, a Universidade Federal Fluminense (UFF) é uma das principais universidades públicas do País. Com sede em Niterói, onde se concentram seus campi principais, a instituição mantém unidades acadêmicas em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro e uma unidade avançada em Oriximiná (PA).

A universidade atende mais de 70 mil estudantes, entre graduação e pós-graduação, e conta com um corpo docente de aproximadamente 3.600 professores, em sua maioria doutores. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou o impacto da UFF no perfil educacional do município e o compromisso da cidade com a ciência e o planejamento público. “Sediar pela primeira vez a Reunião Anual da SBPC será uma honra para Niterói. Aqui acreditamos muito no planejamento, na boa gestão e na ciência. É uma cidade que tem uma proporção de doutores similar à de países desenvolvidos”, afirmou.

Niterói apresenta indicadores educacionais impressionantes, aproximadamente 50% da população possui ensino superior, além de registrar o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado do Rio de Janeiro. Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a secretária de Políticas e Programas Estratégicos, Andrea Latgé, ressaltou o papel da reunião anual como espaço de encontro entre a ciência e a sociedade.

"Estou aqui muito feliz de estar nesse lançamento dessa edição da Reunião Anual da SBPC, que tem de ser considerado um momento extremamente importante para a gente trazer a sociedade, a comunidade, a cidade, para conhecer o que é feito em termos de ciência, tecnologia e inovação em todas esses redutos nacionais. Esse evento é um evento que junta pessoas de todas as partes do nosso país, representantes de várias instituições de ensino, pesquisa e inovação, que realmente, fazem uma diferença muito grande", declarou.

A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, enfatizou a centralidade da pós-graduação para o desenvolvimento científico e destacou os avanços recentes no financiamento do sistema nacional de formação de pesquisadores. “Não há progresso da ciência sem pós-graduação. A Capes somos todos nós, e não há como avançar sem investimento. Em 2025 executamos um orçamento 63% maior do que o de 2022, o que reforça o processo de reconstrução do país e o fortalecimento do sistema nacional de pós-graduação.” Denise também destacou que a agência celebrará seus 75 anos de criação durante a reunião da SBPC em julho.

“Se queremos um Brasil desenvolvido, precisamos refletir sobre a pergunta feita por Oswaldo Cruz: os países são ricos porque fazem ciência ou fazem ciência porque são ricos? E nós sabemos a resposta para essa pergunta: é a ciência que faz com que os países sejam países desenvolvidos e muito mais justos para toda a sua população”, afirmou.

A cerimônia contou ainda com a presença de diversas autoridades acadêmicas e políticas, entre elas, o vice-reitor da UFF, Fábio Barbosa Passos; o presidente da Fundação Euclides da Cunha, Alberto Di Sabbato; o vereador Binho Guimarães; a primeira-dama de Niterói e gestora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, Fernanda Neves; o secretário municipal de Educação, Bira Marques; e representantes da Faperj, entre outras instituições.

A inscrição para participação na Reunião Anual é gratuita, exceto para aqueles que desejarem adquirir o material do evento ou para autores que tiverem trabalhos aceitos na Sessão de Pôsteres. Os minicursos e webminicursos também possuem uma taxa de matrícula. Pesquisadores, estudantes e interessados em divulgar seus trabalhos científicos podem submeter propostas para a Sessão de Pôsteres, cujo prazo para envio vai até o dia 25 de março. Podem ser submetidos trabalhos com resultados de pesquisas científicas e tecnológicas, nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes. Saiba mais aqui. Todas as informações sobre o evento podem ser acessadas neste link: https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/.

(FONTE E FOTO: ASCOM SBPC) – 

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