Embora
o ministro da Secretaria- Geral
da Presidência da República, Guilherme
Boulos, tenha afirmado que sobre as terras
raras brasileiras nada será feito nas esferas estadual e municipal, sem o aval
federal, Eder Santo, um dos diretores da empresa australiana Meteoric, em
entrevista exclusiva ao Blog, informou que a companhia adquiriu os direitos
minerários em março de 2023, por meio de uma transação privada com o Grupo
Togni, “realizada em conformidade com a legislação mineral brasileira e com os
procedimentos regulatórios aplicáveis junto à Agência Nacional de Mineração
(ANM)”. Desde então, “conduz estudos geológicos, metalúrgicos, de engenharia e
ambientais” visando o licenciamento do empreendimento em Poços de Caldas (MG),
onde mantém uma planta piloto que reproduz o mesmo processo que será aplicado
na planta industrial do projeto Caldeira para a produção de Carbonato de Terras
Raras. Eder Santo negou que já exista contratos de venda de minerais aos
estados Unidos. Mas admitiu: “O que há são Memorandos de entendimento assinados
com as empresas norte-americanas e europeias – como Ucore Rare Metais, a
Metallium e a Neo Performance Materiais que tratam de potenciais parcerias
futuras para o fornecimento de carbonato de terras raras. “São acordos
preliminares, não contratos definitivos”. Diz que não tem parceria com o governador Romeu Zema, mas admite “parcerias
institucionais com a FIEMG e a InvestMinas, que reforçam o alinhamento do
projeto às prioridades de desenvolvimento econômico e industrial do estado”. A possibilidade
de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) assumir o licenciamento colocada pela ministra Marina Silva, ele “não
encontra respaldo na legislação brasileira”. Marina, segundo ele, talvez não
tenha tido acesso a todas as informações sobre o projeto Caldeira. Eis a
entrevista -
BLOG - Desde quando a empresa está em Poços de Caldas? Qual o perfil
da empresa, principais interesses no Brasil? EDER SANTO - A Meteoric é uma
empresa australiana de capital aberto responsável pelo desenvolvimento do
Projeto Caldeira, localizado no município de Caldas (MG), no Planalto Vulcânico
de Poços de Caldas. A companhia adquiriu os direitos minerários em março de
2023 e, desde então, conduz estudos geológicos, metalúrgicos, de engenharia e
ambientais necessários ao processo de licenciamento do empreendimento. Os
direitos minerários correspondem às autorizações e títulos concedidos pela ANM
que permitem a realização de atividades de pesquisa mineral em uma determinada
área. No Brasil, os direitos minerários são solicitados junto à Agência
Nacional de Mineração (ANM) por meio de requerimentos administrativos previstos
no Código de Mineração e em suas normas regulamentares. Esses direitos não se
confundem com licenças ambientais nem com autorizações para lavra ou exploração
econômica, que dependem de etapas posteriores de licenciamento e autorizações
específicas junto aos órgãos competentes.
BLOG: COMO A EMPRESA ADQUIRIU OS DIREITOS
MINERÁRIOS?
EDER SANTO: A Meteoric adquiriu os direitos minerários
relacionados ao Projeto Caldeira em março de 2023, por meio de uma transação
privada com o Grupo Togni, realizada em conformidade com a legislação mineral
brasileira e com os procedimentos regulatórios aplicáveis junto à Agência
Nacional de Mineração (ANM).
BLOG: NOVIDADES HOJE.
EDER SANTO: Hoje, a Meteoric
recebeu no seu Centro de Inovação e Pesquisa a equipe técnica do Projeto
MAGBRAS e autoridades locais. Para mais informações sobre a iniciativa MAGBRAS,
da qual a Meteoric também participa.
BLOG
– CONTE MAIS SOBRE A METEORIC -
EDEN SANTO - A matriz da empresa está em Perth,
na Austrália, e sua base acionária é formada por investidores institucionais
especializados em minerais críticos. O interesse da Meteoric no Brasil é
desenvolver o Projeto Caldeira e contribuir para que o país se posicione como
um fornecedor global competitivo de terras raras.
BLOG - Qual o resultado da
audiência pública para o licenciamento ambiental da empresa? Hoje está em qual
fase? Qual o passo adiante? A empresa já está instalada na região? Onde?
EDER
SANTO - A audiência pública do Projeto Caldeira ocorreu em 9 de novembro de
2024, em Caldas (MG), seguindo as determinações da Deliberação Normativa COPAM
255/2018. O evento reuniu mais de 500 participantes e foi transmitido
integralmente e ao vivo pelo Youtube. Todas as manifestações foram registradas
em Relatório Síntese e protocoladas junto ao órgão ambiental de Minas Gerais
(FEAM), responsável pelo licenciamento ambiental. O Projeto Caldeira recebeu Licença
Prévia com efeito em dezembro de 2025, emitida pelo COPAM, atestando a
viabilidade ambiental preliminar e estabelecendo condicionantes para as
próximas etapas. Atualmente, a Meteoric desenvolve os estudos complementares
exigidos para o pedido de Licença de Instalação. Não existe operação instalada.
As atividades em curso envolvem pesquisa mineral, estudos ambientais, projeto
de engenharia e testes metalúrgicos. A empresa mantém em Poços de Caldas uma
planta piloto que reproduz o mesmo processo que será aplicado na planta
industrial do Projeto Caldeira para produção de Carbonato de Terras Raras. Não
há extração mineral.
BLOG - Onde exatamente a empresa pretende ou já está
operando em MG? Quais as metas e quantidades de terras raras a ser extraída?
EDER
SANTO - Como mencionado, não há nenhuma operação comercial em andamento. A
empresa mantém em Poços de Caldas uma planta piloto experimental, que serve
exclusivamente para geração de dados técnicos, simulação de rotas de
processamento e produção de amostras de carbonato de terras raras, além de
capacitação de operadores para trabalharem na futura planta comercial. Esta é
uma etapa padrão em projetos minerais de grande porte. O Projeto Caldeira
possui hoje uma reserva estimada de 103 milhões de toneladas, conforme
divulgado ao mercado, e seu Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) apresenta projeções
técnicas que indicam o potencial do depósito. Segundo esse estudo, a operação,
quando for implantada, teria como parâmetros preliminares: capacidade de
processamento de 6 milhões de toneladas por ano, produção anual estimada de
13.584 toneladas de TREO, o equivalente a cerca de 6% do mercado global; além
de 4.228 toneladas/ano de NdPr (aprox. 5% da demanda mundial) e 135 t/ano de
DyTb, elementos essenciais à fabricação de ímãs permanentes de alta
performance. Esses números representam projeções técnicas e econômicas, mas não
são metas operacionais.
O Projeto Caldeira é concebido como um projeto
estratégico para a transição energética, com potencial para contribuir com
cadeias globais de mobilidade elétrica, turbinas eólicas e tecnologias de baixo
carbono. Todo seu desenvolvimento segue o compromisso de rigor ambiental,
inovação tecnológica e transparência regulatória, em conformidade com as normas
brasileiras e com as exigências dos órgãos ambientais estaduais e federais.
BLOG
- Qual a negociação com o governador Romeu Zema? Está em que fase?
EDER
SANT0 - Não existe negociação específica com o governador Romeu Zema. O foco da
Meteoric está no processo técnico de licenciamento e no desenvolvimento
sustentável do Projeto Caldeira. A empresa mantém diálogo institucional e
técnico com governos e órgãos reguladores, sempre dentro dos limites previstos
pela legislação brasileira. Em Minas Gerais, a Meteoric estabeleceu parcerias
institucionais com a FIEMG e a InvestMinas, que reforçam o alinhamento do
projeto às prioridades de desenvolvimento econômico e industrial do estado.
Essas alianças têm como objetivo desenvolver a cadeia industrial da produção de
ímãs e outras tecnologias que utilizam terras raras como componente, além de
fortalecer o posicionamento de Minas Gerais e do Brasil na produção de minerais
críticos, na transição energética e inovação industrial, ampliando a relevância
de Minas Gerais nesse cenário estratégico.
BLOG - O governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aceitará iniciativas isoladas do governo de
Minas Gerais para autorizar a exploração de terras raras no estado. A posição
foi reafirmada semana passada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Guilherme Boulos, após reuniões em Brasília (DF) com uma comitiva
de movimentos populares, que denunciou irregularidades no licenciamento
concedido pela gestão de Romeu Zema (Novo). Se o presidente Lula impedirá
autorizações para a extração em MG, o que a empresa fará?
EDER SANTO - A
Meteoric segue rigorosamente as determinações legais e requisitos que regem o
processo de licenciamento, tanto ambiental como mineral, no Estado de Minas
Gerais e no Brasil, e acredita que a autonomia de Estados e Municípios,
definida pela Constituição Federal e aplicável ao licenciamento ambiental do
Projeto Caldeira, será mantida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A
empresa mantém interlocução institucional e técnica regular com os governos
federal, estadual e municipal dentro dos limites previstos pela legislação. Desde
o início das atividades do Projeto Caldeira, a Meteoric estabelece diálogo
participativo com o Governo Federal, atuando em ações estratégicas do próprio
governo para o desenvolvimento e inovação do setor minerário, tanto que o
Projeto Caldeira integra a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e
Transformação Ecológica (BIP), iniciativa federal voltada à estruturação de
projetos estratégicos para a transição energética. Tal fato demonstra
alinhamento institucional e participação ativa do governo federal na agenda de
minerais críticos.
BLOG - A agenda com Guilherme Boulos foi articulada pela
deputada estadual Bella Gonçalves (Psol) e incluiu encontros com a ministra do
Meio Ambiente, Marina Silva, e com o próprio Boulos. Nas reuniões,
representantes de comunidades e movimentos populares apresentaram denúncias
sobre a concessão de uma chamada “licença prévia sem efeitos” para exploração
de terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas, instrumento jurídico que
não existe na legislação federal. O que a empresa acha disso? O que fará ou já
está fazendo?
EDER SANTO - É importante informá-la que a Licença Prévia (LP)
emitida para o Projeto Caldeira é com efeito e, portanto, um
instrumento legal e previsto na legislação ambiental brasileira. Ressalta-se que Meteoric segue à risca a
legislação federal, estadual e municipal. Todas as informações técnicas foram
disponibilizadas aos órgãos ambientais e à sociedade.
BLOG – A companhia
possui contratos de venda desses minerais para os Estados Unidos. É verdade?
EDER
SANTO - A Meteoric ainda não possui contratos de venda firmados para os Estados
Unidos. O que há são Memorandos de Entendimento (MoUs) assinados com
empresas norte-americanas e europeias — como a Ucore Rare Metals, a Metallium e
a Neo Performance Materials — que tratam de potenciais parcerias futuras para
fornecimento de carbonato de terras raras. Esses MoUs são acordos preliminares,
não contratos definitivos.
BLOG - Mas segundo Guilherme Boulos, qualquer
tentativa do governo mineiro de avançar sem a coordenação federal está fadada a
não produzir efeitos. “O presidente Lula determinou que toda discussão sobre
terras raras seja conduzida no âmbito da Presidência da República. Foi criado
um grupo estratégico para tratar desse assunto, e qualquer tentativa de
atropelar esse processo nacional será inócua”, afirmou o ministro. Como a
empresa está administrando a questão?
EDER SANTO - A Meteoric mantém
diálogo institucional com o Governo Federal e participa das iniciativas
relacionadas ao desenvolvimento de minerais críticos no país. Em 2025, o
projeto foi incluído na Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e
Transformação Ecológica (BIP). Caso o Governo Federal estabeleça procedimentos
adicionais, a empresa seguirá as normas estabelecidas.
BLOG - As empresas
australianas não estariam tentando passar por cima das questões da soberania
nacional brasileira?
EDER SANTO - Não há qualquer iniciativa da Meteoric
que possa ser vista como tentativa de afrontar a soberania nacional, uma vez
que o licenciamento ambiental do Projeto Caldeira segue estritamente a
legislação estabelecida em nível federal, estadual e municipal e não há
qualquer impedimento de uma empresa de origem estrangeira atuar no
desenvolvimento de projeto de mineração no Brasil. Pelo contrário, a atuação de
empresas estrangeiras no país é garantida pela Constituição Federal. Ademais, a
Meteoric tem atuado em parceria com o Governo Federal com objetivo de
contribuir para que o país transforme seu potencial geológico em protagonismo
internacional na transição energética e nas cadeias tecnológicas globais
baseadas em minerais críticos, ou seja, a empresa tem atuado para que seja
desenvolvido no país um parque industrial capaz de produzir do minério ao ímã
de terras raras. O Projeto Caldeira se encontra atualmente na fase de
licenciamento ambiental e recebeu, em dezembro de 2025, a Licença Prévia com
efeito. Nenhuma etapa do projeto avança sem autorização das autoridades
brasileiras. A Meteoric reconhece que as terras raras são um recurso
estratégico para o país, especialmente diante da transição energética e das
cadeias globais de tecnologia. Todo o processo é conduzido com transparência,
participação social e respeito integral às instituições brasileiras.
BLOG - Boulos
também se comprometeu a levar o caso diretamente ao presidente e a discutir
medidas para proteger a soberania nacional sobre um recurso considerado
estratégico para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.
O que acha? Qual a posição?
EDER SANTO - Como respondido anteriormente, não
há qualquer iniciativa da Meteoric que possa ser vista como tentativa de
afrontar a soberania nacional. Pelo contrário, o Projeto Caldeira fortalece o
protagonismo do Brasil na produção de minerais críticos, essenciais para a
transição energética e para a indústria de alta tecnologia. O trabalho é
conduzido com transparência, participação social e respeito integral às
instituições brasileiras, consolidando o país como um ator relevante nas
cadeias globais de tecnologia.
BLOG - Quais as medidas que estão sendo
tomadas para que não haja riscos ambientais?
EDER SANTO - O Projeto
Caldeira foi concebido para gerar o mínimo impacto possível ao longo de sua
vida útil. Para tanto, foi projetado adotando boas práticas de mineração
disseminadas por instituições como o ICMM (International Council on Mineral
and Metals). Uma dessas boas práticas é o Fechamento Progressivo das áreas
mineradas, que é destacado na publicação Integrated Mine Closure Good
Practice Guide, 3rd Edition (ICMM, 2025).
O Fechamento Progressivo do
Projeto Caldeira prevê o preenchimento (com a argila lavada – resíduo do
processo de separação das terras raras – e estéreis) e a reabilitação das cavas
ainda durante a fase de operação. Este processo elimina a necessidade de
construção de barragens de rejeitos, garantindo menor risco operacional. Além
disso, o Fechamento Progressivo das áreas de lavras faz com que o relevo, ao
final das operações, retorne a uma condição similar ao que era antes do
processo de mineração, uma vez que as cavas serão aterradas e o relevo
reconfigurado.
No âmbito do Projeto Caldeira foram desenvolvidos 26 programas
socioambientais que serão conduzidos desde antes do início da operação do
empreendimento e perdurarão até o final da vida útil do projeto. Tais programas
visam mitigar todos os potenciais impactos negativos identificados durante as
fases de estudos socioambientais. Além do Fechamento Progressivo, o projeto tem
alguns diferenciais como: Foi projetado para ter o mínimo impacto sobre o meio
ambiente e as comunidades; Não serão utilizados explosivos para a extração do
minério; Utilizará energia elétrica 100% de fonte renovável. Zero emissão de
gases do efeito estufa pelo uso de energia elétrica; Não possui risco
radioativo, conforme atestado pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear
(ANSN); Zero emissão de esgotos e de efluentes industriais. O esgoto será
tratado no local e a água reutilizada no processo de produção de carbonato de
terras raras; Mais de 90% da água será reutilizada; Não possui barragem de
rejeitos.
BLOG - Durante a reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina
Silva, foram destacados os riscos ambientais associados à extração e ao
armazenamento das terras raras, que podem conter elementos radioativos. Esses
materiais representam ameaças ao solo, aos recursos hídricos e à saúde das
populações locais, segundo Marina. O que a empresa tem a dizer?
EDER SANTO-
O tema radioatividade é tratado com rigor absoluto pela Meteoric. As análises
de radionuclídeos realizadas em amostradas do processo de mineração e do
processo industrial de produção de Carbonato de Terras Raras e submetidas à
verificação pelo órgão responsável pelo controle nuclear no Brasil, a ANSN
(Autoridade Nacional de Segurança Nuclear), demonstraram que não há risco
radiológico decorrente das atividades previstas no Projeto Caldeira. A ANSN
inclusive se manifestou recentemente a respeito em sua página oficial: https://www.gov.br/ird/pt-br/assuntos/noticias/noticias-2025/esclarecimento-sobre-empreendimentos-de-mineracao-de-terras-raras-em-pocos-de-caldas.
A ANSN será responsável pelo
monitoramento contínuo das atividades do empreendimento, justamente para
garantir que nossas operações não ofereçam riscos ao meio ambiente e nem às
pessoas.
BLOG - Diante do potencial impacto ambiental e do alcance
interestadual do empreendimento, Marina Silva sinalizou que o Ministério do
Meio Ambiente avalia a possibilidade de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assumir o licenciamento, por meio da
evocação de competência federal. O diz a empresa sobre a questão?
EDER
SANTO - Como a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva possui um perfil técnico
e sensato, a Meteoric entende que talvez a Ministra não tenha tido acesso a
todas as informações do Projeto Caldeira, fato que pode tê-la levado a entender
que o empreendimento deveria ser licenciado pelo IBAMA, o que não encontra
respaldo na legislação brasileira, já que quaisquer projetos propostos em
território nacional somente são licenciados pelo IBAMA quando: Possui
radioatividade natural acima do limite definido pela Norma ANSN NN 4.01; A área
diretamente afetada pelo empreendimento abrange dois ou mais estados
brasileiros. Como nenhum destes dois critérios se aplica ao Projeto Caldeira,
portanto não se enquadra na competência federal, motivo pelo qual o
licenciamento ambiental do empreendimento vem sendo conduzido pelo Estado de
Minas Gerais, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), da
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD).
PROJETO
MAGBRAS -
O Projeto MagBras tem como objetivo
estabelecer no Brasil o ciclo completo de produção de ímãs permanentes de
terras raras, abrangendo desde a pesquisa mineral e o beneficiamento até a
fabricação, aplicação e reciclagem. Esses ímãs são insumos estratégicos para
setores como mobilidade elétrica, geração de energia limpa, indústria de defesa
e eletrônica de ponta, segundo informações divulgadas pela empresa.
No âmbito
do projeto, o CETEM é responsável pelo desenvolvimento e aplicação de rotas
tecnológicas nacionais para a extração, separação por solvente e refino de
elementos terras-raras críticos — como praseodímio, neodímio, térbio e
disprósio — a partir de diferentes matrizes minerais brasileiras e de ímãs
pós-consumo. Esses elementos serão utilizados na produção de ímãs permanentes,
contribuindo para reduzir a dependência externa e fortalecer a capacidade
tecnológica do país. Em evento realizado em 14/07/2025, no Centro de Inovação e
Tecnologia para Ímãs de Terras Raras (CIT SENAI ITR), em Lagoa Santa-MG, marcou
o início do Projeto Estruturante “MagBras: Demonstrador Industrial do Ciclo
Completo de Produção Brasileira de Ímãs Permanentes de Terras Raras”. A
iniciativa foi selecionada na Chamada Pública de Projetos Estruturantes,
lançada em julho de 2024, fruto de uma parceria entre a Fundação de Apoio
da UFMG (Fundep) e o SENAI, instituições responsáveis pela coordenação de
quatro dos sete programas prioritários do Mover (Mobilidade Verde e
Inovação).
Também segundo a página da empresa, a gerente de Programas
da Fundep, Ana Eliza Braga, esteve presente na solenidade e ressaltou que o
Projeto Estruturante MagBras pode mudar o patamar da indústria instalada no
Brasil a nível mundial. “O projeto tem evidente porte para elevar a capacidade
industrial e setorial, não estando restrito apenas às demandas de uma empresa
ou conjunto de empresas. É um exemplo brilhante do que pode uma aliança
academia e indústria realizar”, comenta a executiva.
TOGNI - GRUPO
QUE FEZ NEGÓCIO COM A METEORIC -
A TOGNI S/A - MATERIAIS REFRATÁRIOS - Está
instalada desde o princípio do século XX em Poços de Caldas. “Originalmente, a
empresa fabricava tijolos para construção civil e telhas curvas do tipo
colonial. O início da produção de refratários deu-se em 1954, ano em que a
TOGNI começa o aproveitamento pioneiro das argilas refratárias do Planalto e
divulga sua alta qualidade para este fim”. No site da empresa consta: “Hoje,
detentora de avançada tecnologia, possui duas fábricas totalmente integradas em
Poços de Caldas e uma terceira unidade em Sacramento, no Triângulo Mineiro.
Importantes reservas e empresas de mineração próprias garantem o abastecimento
das matérias primas estratégicas. A TOGNI faz parte atualmente de um grupo de
empresas que atuam nas áreas de refratários, mecânica especializada, mineração,
florestamento e rochas ornamentais.
(O BLOG TENTOU CONTATO COM A MINISTRA
MARINA SILVA, SEM RETORNO) –
( FOTOS – METEORIC – E TOGNI ) –
COLABORE COM O
BLOIG – OITO ANOS DE JORNAISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: