sábado, 14 de fevereiro de 2026

Primeira presidente mulher da SBPC, a cientista Carolina Bori, é homenageada em premiação da entidade; para "combater desigualdades de gênero"

 


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) homenageou a primeira presidente mulher da instituição (1986 a 1989),  na cerimônia de entrega do 7º Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, que na premiação desta edição, na USP, (11/2), celebrou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Unesco. Psicóloga e educadora, Carolina Bori (4/01/1924 - 4/10/2004) destacou-se pela articulação política na Assembleia Constituinte para garantir o capítulo de Ciência e Tecnologia na Constituição Federal de 1988.    

PREMIADAS - Entre as agraciadas estavam Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), premiada na categoria Humanidades; Iris Concepcion Linares de Torriani, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de Exatas e Ciências da Terra; e Luisa Lina Villa, professora da Universidade de São Paulo, vencedora na categoria Ciências Biológicas e da Saúde. FOTO ABAIXO


A 7ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher também concedeu três menções honrosas. Na área de Humanidades, foi reconhecida Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora da USP. Em Exatas e Ciências da Terra, a homenagem foi concedida a Marilia Oliveira Fonseca Goulart, docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Já na área de Ciências Biológicas e da Saúde, a menção honrosa foi atribuída a Nísia Verônica Trindade Lima, professora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-ministra da Saúde.

 


O prêmio é realizado anualmente, alternando duas categorias – “Mulheres Cientistas” e “Meninas na Ciência”. Esta edição foi dedicada às “Mulheres Cientistas”, que homenageia pesquisadoras com trajetórias de destaque em três grandes áreas do conhecimento: Humanidades; Ciências Biológicas e da Saúde; e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. Instituído em 2019, o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher é uma das principais iniciativas da SBPC para combater desigualdades estruturais de gênero, já que, embora as mulheres representem mais da metade da população, elas ocupam cerca de 30% dos postos de pesquisa em atividade no mundo. Uma das iniciativas é o combate das desigualdades de gênero.

Durante a solenidade, a presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia, destacou o valor da participação feminina na ciência: “Celebrar as mulheres na ciência é reforçar o compromisso público e a dedicação para com o País. Esta solenidade nos lembra a importância de dar visibilidade a esses nomes para afirmar que as mulheres brasileiras produzem ciência de alto nível e são capazes de liderar equipes e influenciar políticas públicas”. A presidente ressaltou ainda que a igualdade de gênero deve ser encarada como uma agenda estratégica de desenvolvimento: “Não há soberania científica quando metade do talento nacional enfrenta barreiras estruturais. Precisamos resistir e buscar a transformação nessas estruturas para construir ambientes acadêmicos mais seguros, éticos e verdadeiramente inclusivos”, completou a dirigente. 

QUEM FOI CAROLINA BORI – LEIA PARTE DA ENTREVISTA DE CAROLINA BORI, AO JORNALISTA RAFAEL REVADAM, PARA A REVISTA CIÊNCIA HOJE, EM 1998, QUE AQUI TRANSCREVEMOS: 

O nome da premiação é uma homenagem a Carolina Martuscelli Bori (1924-2004), psicóloga e primeira mulher a presidir a SBPC. Pioneira na Análise Experimental do Comportamento no Brasil, Carolina Bori teve atuação determinante na defesa da liberdade acadêmica e na articulação da comunidade científica durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. No dia 04 de janeiro de 2024, Carolina Bori completaria 100 anos. 

Professora da Universidade de São Paulo (USP) Carolina Bori foi movida por inquietações. Descobriu a psicologia enquanto cursava pedagogia na USP, foi para os Estados Unidos aprender sobre uma ciência que se apoiava menos em livros e mais no contato com pessoas e, ao voltar, percebeu problemas estruturais do Brasil: lutou pela formação e por melhor remuneração de professores, pela regulamentação da Psicologia como ensino e profissão e defendeu que a ciência só é relevante se ela chegar às pessoas. 

Em entrevista à Revista Ciência Hoje, em 1998, Carolina Bori disse: “A ciência gera tanto conhecimento quanto desenvolvimento, no entanto, eles ficam restritos e não são usados pela maioria da população. A minha preocupação com a divulgação é essa: é preciso melhorar a vida das pessoas, não apenas em termos de tornar os produtos gerados pela ciência disponíveis, mas também torná-las mais críticas em relação ao mundo em que vivem. Para isso, é preciso informá-las, para que elas entendam o que é a ciência e a própria transformação que ela está promovendo no mundo atual. Agora, isto ainda está distante de acontecer. O fato de uma parcela da população viver totalmente sem informação e distante do conhecimento científico é, para mim, um absurdo”.

Carolina Bori nasceu em São Paulo, em 1924. Filha de pai italiano e de mãe brasileira, ela dividiu a infância em casa com seus cinco irmãos. Sempre apaixonada por estudos, começou a frequentar a escola com seis anos e, aos 11, foi para o ginásio, o atual ensino médio. O contato com o ensino básico foi essencial para escolher a área que desejaria atuar no futuro: a educação. No início da década de 1940, entrou no curso de Pedagogia da USP, onde se formou em 1947. “Naquela época não existia essa grande disputa por vagas e, na [área da] educação, não existia nada além do curso de Pedagogia”, explicou à revista Ciência Hoje. Na entrevista, a cientista comentou, que foi no curso de pedagogia que conheceu sua segunda paixão, a psicologia. 

“A psicologia foi o campo que me pareceu mais seguro, mais ligado ao conhecimento científico, diferente de outras áreas, que eram muito filosóficas.” No período em que cursava a faculdade, Bori viu chegar na Universidade de São Paulo a professora Annita Cabral. 

Segundo os relatos de Bori, Cabral mudaria o ensino de Psicologia na instituição, antes dominado por um professor francês que via a disciplina como um campo filosófico. Com a nova docente, a Psicologia passou a ser ensinada como ciência. Cabral propunha uma revisão de conhecimentos e, principalmente, discussões individualizadas sobre as faculdades mentais, como a memória e a percepção. Foi com Cabral também que a universidade paulista começou a discutir os estudos experimentais na Psicologia. Quando chegou ao último ano da graduação, Carolina Bori foi convidada por Annita Cabral para ser sua primeira assistente na cadeira de Psicologia da USP. Esse cargo lhe renderia o mestrado na New School for Social Research, em Nova Iorque, defendido em 1952. 

“A professora Annita havia feito seu doutorado na New School e, como sua primeira assistente, fui encaminhada para lá. O catedrático tinha essa grande missão de orientar o seu assistente, escolher o lugar em que ele pudesse se aperfeiçoar e que atendesse ao interesse da cadeira.” No mestrado, Carolina Bori estudou os experimentos realizados pelo psicólogo alemão Kurt Lewin (1890-1947) e seus discípulos sobre motivação, confrontando-os com teorias da época. Ao concluir o mestrado, retornou à USP e à orientação da professora Annita Cabral, para a realização do doutorado, título obtido em 1954. 

“No doutorado, dei sequência ao tema do mestrado. Aproveitei para expor a teoria de motivação, utilizando dados de pesquisas de campo que fiz nos Estados Unidos. Eu achava que tinha que incluir na dissertação de mestrado pesquisa de campo, mas minha orientadora, a professora Tamara Dembo, julgou que apenas a elaboração teórica era suficiente. Quando voltei ao Brasil, utilizei os dados para a tese de doutorado que defendi na USP.” Com a defesa do doutorado, Carolina Bori começou a se engajar na criação do curso de Psicologia na USP, um movimento encabeçado por sua orientadora, Cabral, que teve sucesso em 1958. Bori, inclusive, passou a integrar o corpo docente da nova formação curricular. 

O sucesso na implementação do curso de Psicologia na USP fez com que Carolina Bori se envolvesse na sua criação em outras instituições: no campus de Rio Claro da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp Rio Claro), na Universidade de Brasília (UnB) e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mas a instalação de cursos não era o suficiente, era necessária a consolidação da Psicologia como profissão no País. 

Foi nos primeiros anos da década de 1960 que Carolina Bori começou a atuar pela regulação da Psicologia no Brasil. Primeiramente, à frente da Associação Brasileira de Psicologia, e depois na Sociedade de Psicologia de São Paulo. Bori é um dos principais nomes responsáveis pela articulação direta com políticos para a aprovação da lei nº 4.119/62, que determina o currículo mínimo para a formação em Psicologia e regulamenta a profissão no Brasil. A regulação também lhe rendeu o registro nº 1 no conselho da categoria. Da luta pela Psicologia à luta pela Ciência - O engajamento político durante o processo de regulação da Psicologia no Brasil impulsionou Carolina Bori a lutar pela estruturação de um sistema nacional de ciência no País. Assim, conheceu uma das maiores instituições ativistas que lutavam por essa causa, a SBPC. 

“Comecei a participar da SBPC em 1969, como membro do conselho dessa sociedade. Eu achava que a Psicologia não podia ficar separada das demais ciências, e precisava estabelecer um diálogo com elas. De certa forma minha entrada na SBPC foi também a aceitação da Psicologia pela comunidade científica, que estava inclusive curiosa em relação ao conteúdo da psicologia e à ajuda que esta poderia dar na compreensão da sociedade.” Na SBPC, Carolina Bori foi um dos principais nomes a defender que a comunidade científica passasse a olhar para além da estrutura de ciência do País, se envolvendo, assim, com grandes questões políticas e sociais, como a própria restauração da democracia. “Eu lembro que, em 1976, em Brasília, Carolina Bori defendeu com muito rigor a possibilidade de apresentar na Assembleia Legislativa moções a favor da redemocratização e de uma nova Constituinte. E foi por conta de uma dessas moções que, no ano seguinte, o Governo Federal não apoiou a realização da Reunião Anual da SBPC em Fortaleza”, contou o presidente de honra Ennio Candotti, falecido em 2023.

Em 1987, Bori foi eleita a primeira presidente mulher da SBPC, cargo que ocupou até o ano de 1989. Em seu mandato, intensificou a posição da SBPC para se articular na construção da atual Constituição Federal, promulgada em 1988. “Carolina foi presidente da SBPC durante anos decisivos da vida democrática do País. Na Constituinte de 1987-88, ela era a nossa presidente e defendeu as causas indígenas, da mulher e também do meio ambiente, questão que era nova no cenário da comunidade científica, e defendeu todas as causas com bastante firmeza”, complementou Candotti. 

Para Bori, a proposta elaborada pela SBPC para a Constituinte não se restringia a levantar pontos apenas para o desenvolvimento científico e tecnológico, mas para o desenvolvimento social da nação. “Estamos na expectativa de ação, urgente, imediata, no sentido de que nossas propostas se concretizem na nova Constituição como uma contribuição da comunidade acadêmica para a criação de um país moderno, um país novo, um país que faça valer os direitos das pessoas que vivem nele”, disse em julho de 1987, durante a abertura da 39ª Reunião Anual da SBPC, realizada na UnB. Em seus últimos anos de vida, Carolina Bori intensificou o olhar à educação. Para ela, o Brasil não valorizava os professores e não conseguia enxergar como a precariedade na relação com os educadores afeta diretamente a construção de uma sociedade – pontos que podem ser levantados até nos dias de hoje. 

“Existe um problema crucial que é a formação de professores. Eu acho que os professores ganham pouco e não há materiais com conhecimentos atualizados para essas pessoas. Não sei quantos relatórios sobre isso eu li: o do Banco Mundial, o da Unesco, e esses relatórios mostram que nós não estamos acertando na qualificação desses profissionais. À medida que essas dificuldades aparecem na formação de professores, a população vai ficando para trás. A população nasce, cresce, fica velha e não sabe nada”, disse em 1999, na entrevista para a revista Ciência Hoje. Carolina Bori morreu no dia 5 de outubro de 2004, aos 80 anos. Do seu legado, é possível encontrar leis, normas, cursos e, principalmente, uma série de medidas pela difusão da ciência na sociedade. Carolina Bori é nome da plataforma nacional de revalidação dos diplomas internacionais, também de uma série de prédios de universidades públicas, como na UFSCar e em Brasília, além de uma agência de divulgação científica e, especialmente, do um prêmio criado pela SBPC, em 2019, para valorizar meninas e mulheres que estão revolucionando a ciência nacional, assim como ela. 

Em um de seus últimos discursos públicos, na 50ª Reunião Anual da SBPC, em Brasília, no ano 2000, Carolina Bori aproveitou que seria homenageada para homenagear um dos seus ídolos na ciência, o educador e escritor Anísio Teixeira: “Voltando do exterior, após o mestrado, eu participei pela primeira vez da SBPC. Lembro-me que a Reunião Anual estava sendo realizada em uma universidade. Recife? Eu estava numa sala de aula para apresentar um trabalho via sessão oral diante de uma plateia acomodada em carteiras escolares. Sem muita cerimônia descrevi sobre ‘experimentação em Psicologia’. 

Como assistente da Universidade de São Paulo, eu havia saído do País para estudar o que se denominava Psicologia Experimental. Terminada a apresentação de 10 minutos, a primeira pergunta que me foi feita foi por um senhor sentado na primeira fileira. ‘Professora, será possível experimentar em Psicologia?’ E continuou: ‘como é que se pode medir o psicológico?’. Minhas respostas não foram consideradas suficientes e a discussão se ampliou. Terminada a sessão, fiquei sabendo que havia discutido com Anísio Teixeira! Aprendi com ele que a educação não é privilégio, é um direito de todas as pessoas e um dever do Estado. Conhecia-o pelos livros, e agora pessoalmente. Conto esse episódio mais para os jovens e para os que estão se iniciando nas Reuniões Anuais da SBPC. Participem das atividades programadas, conheçam os cientistas e pesquisadores e aprendam sobre assuntos que muito poucas escolas ou universidades estão estudando. É uma oportunidade rara.” 

Esta reportagem foi produzida com base em áudios, matérias e demais documentos textuais que compõem o Memorial Carolina Bori. Criado pela SBPC, o Memorial dispõe de um acervo digitalizado e de acesso público para comemorar o centenário da pesquisadora, escreveu o jornalista Rafael Revadam.  

(FOTOS: Jornal da USP – informações Jornal da USP – Jornalistas: Michel Sitnik – Gustavo Radarlli e Cecilia Bastos) – Entrevista publicada de Rafael Revadam - Jornal da Ciência/ 1998) – COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO – malheiros.tania@gmail.com  

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

FAETEC: abertas as inscrições para seleção de bolsistas no projeto "Educação que Transforma"

 


A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), da Secretaria de Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, abriu inscrições para a seleção de bolsistas que irão atuar no projeto de pesquisa “Educação que Transforma – Promoção do Hábito da Leitura em Unidades de Ensino da Faetec”. As inscrições podem ser feitas até quinta-feira (12/2), exclusivamente pela internet. A Faetec conta com 135 unidades distribuídas em todo o Estado, que atendem crianças, jovens e adultos em todas as etapas de Ensino. 

A iniciativa contempla unidades localizadas em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo fortalecer o hábito da leitura, a pesquisa e a formação educacional no ambiente escolar. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site do projeto. As bolsas terão duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme critérios definidos em edital. 


O processo seletivo é destinado à formação de cadastro de reserva para atuação como bibliotecários e auxiliares de biblioteca. Os profissionais selecionados irão desenvolver atividades nas bibliotecas das unidades da Faetec, com mediação pedagógica e técnica. 

Segundo o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, o acesso a bibliotecas bem estruturadas é essencial para a formação de crianças e jovens. Ele destaca que esses espaços são fundamentais tanto para alunos quanto para professores, e que a presença de profissionais capacitados contribui para estimular a leitura e a pesquisa. Segundo o presidente da Faetec, Alexandre Valle, “essa é uma oportunidade valiosa para os universitários e graduados na área, especialmente por conta da necessidade que temos em ter profissionais capacitados para a orientação desses alunos”. 

Para concorrer à vaga de bibliotecário, é preciso ter diploma ou declaração de conclusão do curso de Biblioteconomia. Entre as atividades estão a organização e conservação dos acervos, além do apoio a alunos e profissionais no acesso ao material e na promoção de ações que incentivem a leitura e a pesquisa. Já para a função de auxiliar de biblioteca, é exigido diploma ou certificado de conclusão do ensino médio técnico na área. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no link: https://leituratransforma.faetec.rj.gov.br – 

(FOTO - ALEXANDRE VALLE -  INFORMAÇÕES ASCOM FAETEC – LUCIA GUERRA) – 

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

SBPC entrega o 7º prêmio "Carolina Bori Ciência & Mulher" na quarta-feira (11/2)

 


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promove, quarta-feira (11/2),  a cerimônia de entrega do 7º Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, que nesta edição, a premiação contempla a categoria Mulheres Cientistas. O evento será realizado no Salão Nobre do Centro MariAntonia da USP (Rua Maria Antônia, 294 – 3º andar), às 14h, com transmissão ao vivo pelo canal da SBPC no YouTube. A data celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Unesco. O evento contará com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. 


As vencedoras receberão um prêmio em dinheiro no valor de R$ 25 mil, além de outras homenagens. Entre as cientistas agraciadas estão Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), premiada na categoria Humanidades; Iris Concepcion Linares de Torriani, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de Exatas e Ciências da Terra; e Luisa Lina Villa, professora da Universidade de São Paulo, vencedora na categoria Ciências Biológicas e da Saúde. 


A 7ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher também concedeu três menções honrosas. Na área de Humanidades, foi reconhecida Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora da Universidade de São Paulo. Em Exatas e Ciências da Terra, a homenagem foi concedida a Marilia Oliveira Fonseca Goulart, docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Já na área de Ciências Biológicas e da Saúde, a menção honrosa foi atribuída a Nísia Verônica Trindade Lima, professora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-ministra da Saúde. 

O prêmio é realizado anualmente, alternando duas categorias – “Mulheres Cientistas” e “Meninas na Ciência”. Esta edição foi dedicada às “Mulheres Cientistas”, que homenageia pesquisadoras com trajetórias de destaque em três grandes áreas do conhecimento: Humanidades; Ciências Biológicas e da Saúde; e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. 

Nesta edição, a premiação recebeu 94 indicações de candidatas válidas, enviadas por 79 Sociedades Científicas Afiliadas à SBPC, um crescimento de 68% em relação à edição anterior desta categoria, realizada em 2023, que recebeu 56 indicações de 52 sociedades. “Tivemos um número excelente de candidatas, além de serem excelentes cientistas. Porque não só o número aumentou, mas a qualidade também, está cada vez mais difícil a escolha das ganhadoras. São pessoas com trajetórias bastantes longas na ciência, com dedicação enorme a vida toda. Mulheres que se dedicaram, mas também mostraram a sua capacidade de produzir um conhecimento que proporcionou a transformação de uma área, ou um conhecimento que trouxe benefícios para a saúde, o desenvolvimento humano, e que também gerou outros conhecimentos”, detalha a vice-presidente da SBPC e coordenadora desta edição, Soraya Smaili. 

CONHEÇA AS GANHADORAS - 

Vencedora da categoria Humanidades, Anna Mae Tavares Bastos Barbosa possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1960), mestrado em Art Education – Southern Connecticut State College (1974) e doutorado em Humanistic Education – Boston University (1978). Além de ser professora emérita da USP, é também professora da Universidade Anhembi Morumbi. Sua trajetória acadêmica é marcada pela atuação nas áreas de Ensino da Arte e contextos metodológicos, História do Ensino da Arte e do Desenho, Interculturalidade, Estudos de Museus de Arte, entre outros temas. É referência de arte-educação no Brasil, principalmente por conta da sua luta pelo reconhecimento da área e sistematização da Abordagem Triangular no ensino da Arte. 

Já a ganhadora da categoria Exatas e Ciências da Terra, Iris Concepcion Linares de Torriani, é física (Universidad de Buenos Aires/Universidad Nacional de La Plata, 1965) e doutora em Física pela Universidad Nacional de La Plata (1975), com estágio doutoral na University of Pennsylvania (Johnson Foundation, Dept. of Biophysics). Em 1976 chegou ao Instituto de Física “Gleb Wataghin” (IFGW) da Unicamp, onde consolidou uma trajetória acadêmica marcada pela liderança científica, formação de pessoas e pela implantação de uma infraestrutura estratégica para a comunidade de cristalografia e de materiais no Brasil. Entre 1989 e 2004, dirigiu o Laboratório de Cristalografia Aplicada e Raios X do IFGW, onde teve uma atuação intimamente associada ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM). Sua produção acadêmica abrange contribuições em matéria condensada, nanoestruturas, polímeros, biomateriais e biologia estrutural, além de interfaces com técnicas complementares (como NMR e instrumentação de feixe síncrotron). 

Por fim, a vencedora da categoria Ciências Biológicas e da Saúde, Luisa Lina Villa, possui graduação em Ciências Biológicas pela USP (1972) e doutorado em Ciências (Bioquímica) pelo Instituto de Química da USP (1978). É referência internacional em HPV, e trabalhou com o desenvolvimento da vacina profilática contra HPV – o HPV está relacionado a 100% dos casos de câncer de colo do útero. Foi diretora do Instituto Ludwig e coordenou o INCT-HPV. Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), lidera o Laboratório de Inovação em Câncer do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). Também é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Comendadora do Mérito Científico. 

SERVIÇO: A cerimônia de entrega do Prêmio será na próxima quarta-feira, dia 11 fevereiro, no Salão Nobre do Centro MariAntonia da USP, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da SBPC no YouTube a partir das 14h. O evento é aberto a todos e gratuito. 

Esta 7ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher tem o patrocínio da Fundação Conrado Wessel e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema); e apoio da Fundação Péter Murányi, do CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) e do Centro MariAntonia. 

(FOTOS E INFORMAÇÕES – JORNAL DA CIÊNCIA - SBPC) – 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Denúncia contra servidora, autora de alertas não comprovados sobre material radioativo, está em fase final de análise de juízo na Fiocruz


As denúncias contra a servidora Isabel Braga da Fiocruz - autora de alertas não comprovados sobre contaminação radioativa com acetato de uranila -  chegaram à Ouvidoria da fundação em 2025 e seguiram para a área de apuração. Segundo a Fiocruz, a abertura de processo administrativo disciplinar no âmbito da Corregedoria Setorial da Fundação está em fase final de análise de juízo de admissibilidade. A etapa preliminar ao processo judicial ou administrativo. A Fundação não informou o que poderá ocorrer a servidora. 

Hoje (05/02) o Blog contatou a Fiocruz depois de ter recebido o vídeo via leitores, que Isabel divulgou nas redes.  No vídeo, principalmente no Instagram, Isabel faz denúncias sobre possível contaminação de substância radioativa com urânio na instituição. E a Fiocruz divulgou nota em sua página com desmentidos. 

Eis a nota: 

“Diante de conteúdos recentes que circulam nas redes sociais sobre o uso de substâncias químicas em atividades científicas, a Fiocruz esclarece que o uso de acetato de uranila integra procedimentos laboratoriais de rotina em contextos científicos específicos. Este tipo de utilização é realizado em laboratórios de todo o mundo, seguindo parâmetros éticos e legais, de forma adequada à proteção da saúde humana e ambiental. A Fiocruz reafirma seu compromisso com a ciência, a transparência e a saúde pública e repudia tentativas de propagação de desinformação e posicionamentos anticiência”. 

O vídeo está sendo divulgado no Instagram de Ainda Zorkot, com a denúncia de Isabel Braga, que é servidora da Fiocruz. No Instagram “Zorkotaída”, consta “denuncia expõe possível negligência no uso de acetato de uranila no Rio de Janeiro. Isso é gravíssimo! Compartilhem para que sejam tomadas as providencias cabíveis”, com o título “Escândalo científico”. O Blog apurou que Isabel é servidora pública federal da Fiocruz, onde atua especificamente na Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST/Direh), integrando o Núcleo de Perícia e Avaliação Funcional (NUPAFS). Além de médica (UFRJ), com doutorado em Saúde e Meio Ambiente (ENSP/Fiocruz), ela também possui formação em Direito, que fundamenta sua atuação técnica e pericial. 

ANÁLISE DE JUÍZO EM FASE FINAL - 

Desde ontem à noite, leitores estão enviando o vídeo para o BLOG, que acionou a Fiocruz hoje (5/2) cedo para saber de posição da instituição sobre o caso. 

Na tarde de hoje, o BLOG solicitou mais esclarecimentos à Fiocruz. Veja as respostas: “Em relação ao questionamento sobre a referida servidora, a Fiocruz informa que denúncias recebidas pela Ouvidoria em 2025 foram encaminhadas para a área de apuração. Atualmente, a abertura de processo administrativo disciplinar no âmbito da Corregedoria Setorial da Fundação está em fase final de análise de juízo de admissibilidade.  No que se refere a conteúdos com teor de desinformação sobre o uso de acetato de uranila em atividades científicas laboratoriais, a Fundação publicou nota com foco na transparência e no esclarecimento à sociedade”. 

(FOTO – FIOCRUZ - ) 

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Fiocruz desmente denúncias de servidora sobre contaminação radioativa envolvendo a instituição

 


A Fiocruz divulgou nota no início desta tarde (05/02) desmentindo informações que desde ontem circulam em um vídeo na Internet, principalmente no Instagram, sobre possível contaminação de substância radioativa como urânio envolvendo a instituição. A denúncia parte de uma servidora, com doutorado, Isabel Braga, perita e formada em Direito.

“Diante de conteúdos recentes que circulam nas redes sociais sobre o uso de substâncias químicas em atividades científicas, a Fiocruz esclarece que o uso de acetato de uranila integra procedimentos laboratoriais de rotina em contextos científicos específicos. Este tipo de utilização é realizado em laboratórios de todo o mundo, seguindo parâmetros éticos e legais, de forma adequada à proteção da saúde humana e ambiental”, segundo a nota. E completa: “A Fiocruz reafirma seu compromisso com a ciência, a transparência e a saúde pública e repudia tentativas de propagação de desinformação e posicionamentos anticiência”. 


O vídeo está sendo divulgado no Instagram de Ainda Zorkot, com a denúncia de Isabel Braga, que funcionária da Fiocruz. No Instagram “Zorkotaída”, consta “denuncia expõe possível negligência no uso de acetato de uranila no Rio de Janeiro. Isso é gravíssimo! Compartilhem para que sejam tomadas as providencias cabíveis”, com o título “Escândalo científico”. 

O Blog apurou que Isabel atua na Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST/Direh), integrando o Núcleo de Perícia e Avaliação Funcional (NUPAFS). Além de médica (UFRJ), com doutorado em Saúde e Meio Ambiente (ENSP/Fiocruz), ela também possui formação em Direito, que fundamenta sua atuação técnica e pericial. O Blog tenta falar com ela. Desde ontem à noite, leitores estão enviando o vídeo para a editora do BLOG, que acionou a Fiocruz hoje (5/2) cedo para saber de posição da instituição sobre o caso. A Fiocruz também teve conhecimento na noite de ontem. 

(FOTO – INSTAGRAM e FIOCRUZ) – 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Justiça mantém ação a favor de sobreviventes da radiação, enquanto a INB busca arquivamento

 



Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2026 - O Tribunal Superior do Trabalho (TST), através do ministro relator Sergio Pinto Martins, acaba de manter a ação contra a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), movida pelo advogado Luiz Carlos Moro, em defesa dos sobreviventes da contaminação por material radioativo, lesionados ao longo de décadas. A INB vem tentando arquivar o processo alegando que o caso prescreveu, mas a 8ª Turma do TST entendeu que os sobreviventes buscaram à Justiça ao descobrir as doenças que demoraram a se manifestar, como ocorre quando envolve radiação. “A exposição à radiação provoca doença ocupacional de manifestação tardia”, reiterou o advogado. Ele afirmou que a decisão representa a “redenção das vítimas” que resistem à luta por justiça. 

A ação tem como autor o presidente da Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção Nuclear (ANTPEN), através do presidente José Venancio Alves, entre outros. As vítimas trabalharam na Usina de Santo Amaro (Usam), da extinta Nuclemon, em São Paulo, sucedida pela INB. Já a Usam sucedeu a Orquima, fundada entre as décadas de 40 e 50, que operava com material radioativo, usando mão-de-obra operária recrutada nas roças e construção civil. 

COBAIAS DA RADIAÇÃO - 

Os operários foram enganados, pois não sabiam que o material era radioativo (urânio e tório), procedente das areias monazíticas subtraídas do litoral do Espirito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. A Orquima usava os trabalhadores como “cobaias”, e o material, em sua maioria, era enviado para os Estados Unidos. O advogado lembrou que a descoberta dos operários doentes aconteceu graças ao trabalho da médica Maria Vera Castellano, que trabalhava no posto de saúde de Santo Amaro, onde constatou um grande número de operários da Usam, que buscava atendimento apresentando graves doenças como câncer e outras, pulmonares. “Ela foi a chave da comprovação dos malefícios causados pela contaminação radioativa”, comentou. 


Os casos de doenças do trabalho e as diversas denúncias na época, levaram a fiscal do Trabalho, Fernanda Giannasi, a fechar a Usam na década de 90. Dezenas de operários morreram ao longo dos anos.  Do processo movido pelo advogado há mais de 10 anos dezenas de vítimas também já morreram. Hoje, a ação reúne cerca de 50 pessoas, inclusive familiares representantes dos mortos. A

INB costuma recorrer contra a ação visando indenizar as vítimas. Recorre até mesmo para negar o plano de saúde através do qual os pacientes com câncer tratam de doenças como câncer com radioterapia e quimioterapia. Na mais recente audiência o advogado conseguiu a manutenção do plano. O grupo sobrevivente costuma se reunir mensalmente, mesmo na pandemia. 

Segundo o presidente da ANTPEN, José Venâncio, “apesar de tudo, o grupo mantém a esperança de que se faça Justiça, com o pagamento de indenização que será o reconhecimento, mesmo tardio, de tanto mal causado aos operários brasileiros”. 

DEPOIMENTO - 2019 - OTAVIANO INÁCIO DE OLIVEIRA - "Pesava 46 quilos em 2019, contou na época que ficou na empresa de março de 1977 a agosto de 1993, sozinho, em um forno, no setor do tório. E relatou: "Me mandaram embora quando a empresa fechou, disse enquanto amparava a bolsa injetada em seu corpo, que fazia parte de tratamento de sessões de quimioterapia, por conta do câncer. FALECEU LOGO DEPOIS. 

Leia o livro: Cobaias da Radiação – a história não contada da marcha nuclear brasileira e de quem ela deixou para trás - autoria Tania Malheiros – 

(FOTOS: BLOG- ARQUIVOS) – 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Indústrias Nucleares do Brasil (INB) se manifesta sobre inadimplência da Eletronuclear

 


A gravidade da falta de recursos da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) levou o presidente da empresa, Tomas Albuquerque Filho, a admitir publicamente, em vídeo, que está buscando uma solução para o problema provocado pela inadimplência da Eletronuclear. Junto à ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A), do Ministério de Minas, ele busca alternativas para a manutenção das operações da empresa, salários e segurança do funcionários. O comunicado, segundo ele, visa manter uma comunicação direta com os funcionários preocupados com a saúde financeira da empresa, evitando boatos. 

É fato que a Eletronuclear não realiza pagamento a INB, desde novembro. É a INB que produz o combustível (urânio enriquecido) para os reatores das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, da Eletronuclear. 


Segundo o Sindicato dos Trabalhadores (NOTA ABAIXO), as duas usinas geram lucro, mas os recursos são destinados ao pagamento de dívidas de Angra 3, com as obras paradas. A dívida que a Eletronuclear tem com a INB envolve pagamento a empresa internacional Russa Rosatom que produz a parte do ciclo do combustível hexafluoreto (urânio em forma de gás) e em seguida, o enriquecimento, pagos pela INB. Há cerca de 15 dias Angra 2 foi desliada para receber o combustível. Há cerca de cinco anos, o combustível custava em torno de R$ 300 milhões. 

INTERSINDICAL COBRA TRANSPARÊNCIA - 

A Intersindical, Sindicato dos trabalhadores da INB em todo o Brasil, quer reunião com o presidente nesta sexta-feira (30/01) e divulgou nota reiterando as preocupações dos trabalhadores com a crise. Eis a nota: “As empresas da área nuclear vinculadas ao MME e à ENBPAR vivem uma grande crise em função da indefinição do governo sobre a continuidade e conclusão das obras da usina de Angra 3. 

A INTERSINDICAL da INB já manifestou, diversas vezes, sobre a necessidade e importância desta decisão e da conclusão da usina. A Eletronuclear é uma empresa sólida e lucrativa se levarmos em conta a cobertura tarifária que garante a manutenção da empresa com a operação de Angra 1 e 2. Quando a empresa é levada a cobrir os custos financeiros e de manutenção dos equipamentos da futura usina, as contas não fecham. A indefinição sobre a conclusão da obra se arrasta e a ETN agoniza. Nós na INB, que temos a concentração de nosso faturamento com a ETN, acabamos também sofrendo com esta indecisão e com esta crise. 

Tem nos preocupado nos últimos tempos os boatos sobre as dificuldades financeiras da INB e sua incapacidade de honrar seus compromissos, inclusive dos nossos salários. Avaliamos que a direção da empresa deveria ser transparente com as informações, por um lado, e deveria estar prioritariamente engajada na solução dos nossos problemas do outro, o que não temos visto. 

Neste sentido a INTERSINDICAL solicitou formalmente uma agenda com o Presidente interino para tratar do tema e trará ao conjunto dos empregados o informe desta reunião e nossa análise do atual momento para debatermos qual deverá ser a posição dos empregados caso medidas contrarias aos nossos interesses sejam tomadas”. 

O BLOG tem tentado contato com o MME, ENBPAR e Eletronuclear. 

(FOTO: TOMAS, INB – E CENTRAL NUCLEAR – ABDAN) – COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – Contato: malheiros.tania@gmail.com    

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