O Centro de
Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) anunciou nesta terça-feira (18/10)
que está comemorando um ano da comercialização do medicamento Radiofes®, com exclusividade.
O medicamento atua na detecção de tumores que expressam receptores de
estrogênio, identificados em um dos tipos de
câncer de mama. Os
radiofármacos são medicamentos com átomos radioativos que funcionam, com alta
precisão, como traçadores no exame de Tomografia por Emissão de Pósitrons
(PET).
No diagnóstico e acompanhamento do câncer, o uso desses fármacos permite
identificar o aumento ou regressão de células tumorais, processo decisivo para
definir as estratégias de tratamento de doença em cada paciente. Desde sua
comercialização, o CDTN forneceu doses do medicamento em cinco estados no
Brasil. O Radiofes® é capaz de identificar tumores menores e de forma
específica, oferecendo aos profissionais de medicina respostas terapêuticas
mais rápidas e mais eficazes para cada paciente. “Este é o primeiro radiofármaco
específico para câncer de mama comercializado no Brasil, nos Estados Unidos e
na França.
Sua aplicação resulta na melhoria da qualidade de vida das pacientes
e em economia em termos de investimentos com procedimentos médicos”, afirma
Marina Bicalho, chefe da Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos. A
disponibilização do fármaco pelo CDTN e a certificação pela Anvisa são passos
importantes para o desenvolvimento da radiofarmácia e da medicina nuclear
brasileira. “Consideramos o Radiofes® um agente no combate ao câncer de mama, e
por isso é muito significativo podermos celebrar este um ano de comercialização
do fármaco junto à campanha do Outubro Rosa”, avalia Marina.
USO DO MEDICAMENTO
-
A solicitação do Radiofes® deve ser feita exclusivamente pelo médico
responsável pelo tratamento, através de contato com a Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos
(UPPR). Em Belo Horizonte (MG), o exame pode ser realizado na rede pública de
saúde por meio do Centro de Tecnologia de Medicina Molecular, vinculado à
Faculdade de Medicina da UFMG.
ESTUDOS INTERNACIONAIS -
O Radiofes® já é
utilizado em outros países. No CDTN, ele começou a ser desenvolvido em 2016, a
partir de estudos realizados na UPPR. Marina Bicalho explica que “o processo
produtivo e o controle de qualidade foram validados e a certificação de boas
práticas de fabricação foi concedida pela Anvisa. Paralelamente, foram
elaborados procedimentos e protocolos que comprovassem todas as etapas
realizadas, permitindo o registro e rastreabilidade da qualidade do produto, e
posterior aprovação pela Agência em 2021”.
Além do Radiofes®, o Centro é
responsável pela produção e comercialização de outros dois radiofármacos: o
Radionaf®, utilizado para o diagnóstico de tumores ósseos; e o
Radioglic®, que permite diagnosticar diferentes tipos de câncer e
dispõe de uma maior atividade metabólica de acordo com a extensão do tumor.
CDTN
-
O CDTN é uma instituição vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN), autarquia federal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações
(MCTI). Com destaque na atuação em Saúde, Meio Ambiente, Minerais, Materiais e
Reatores em Minas Gerais e no Brasil. As aplicações resultadas de técnicas
nucleares incluem a produção de radiofármacos, a esterilização de produtos
médicos e farmacêuticos, a esterilização de hemocomponentes, o atendimento a
emergências radiológicas e o recebimento de rejeitos radioativos.
O CDTN conta
ainda com um Programa de Pós-Graduação para contribuir com a pesquisa nacional
e internacional, que hoje forma mestres e doutores em Ciência e Tecnologia das
Radiações, Minerais e Materiais. Criado como Instituto de Pesquisas Radioativas
(IPR), em 1952, o Centro está localizado no campus da Universidade Federal de
Minas Gerais, em Belo Horizonte, e possui uma vasta gama de interlocuções com
setores da academia, indústria e inovação.
FOTO E INFORMAÇÕES: CDTN –
CONTRIBUA
COM O BLOG: PIX: 21 99601-5849.