sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Justiça condena entidade acusada de ofender Fernanda Giannasi, auditora fiscal que luta pelo banimento do cancerígeno amianto

 


Após 10 anos de tramitação do processo na 39ª. Vara Cível de São Paulo, autores de acusações injuriosas contra a auditora fiscal Fernanda Giannasi, foram condenados, esta semana, a pagar indenização a vítima por danos morais por violação e intimidação à sua imagem. Giannasi também terá direito de resposta em veículos de divulgação do Instituto do Crisotila, como em blog, website e no boletim do Sindicato denominado "O Arroxo".

 Por conta de sua reconhecida militância em favor do banimento do amianto na América Latina, Fernanda Giannasi passou a sofrer sucessivos ataques caluniosos e difamatórios de lobistas ligados à exploração econômica do amianto, mineral reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos. As ofensas foram veiculadas em sites on line, programas televisivos e em boletins informativos do Sindicato dos Trabalhadores da Mineração de Minaçu / Goiás e do Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC), financiado pela indústria do fibrocimento e, especial, o grupo ETERNIT, e no blog do jornalista goiano, Luiz Carlos Bordoni. 

Adjetivos ofensivos à profissional, que tem uma vida dedicada à saúde dos trabalhadores como auditora-fiscal do Ministério do Trabalho por 30 anos, foram usados, tais como “ilegal”, “irresponsável”, “autoritária”, “mentirosa” e “leviana”, voltados à sua conduta à frente da fiscalização das empresas usuárias de amianto, afirmando inclusive que a auditora teria incorrido em “desvio de função” e em “quebra de hierarquia”. 

Entre as ofensas, o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalha para a indústria do amianto, passou até a comparar a profissional com o Ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels. A decisão da Justiça foi divulgada no último dia 30. Por sua luta pelo banimento do amianto, Giannasi já recebeu vários prêmios, como o “Faz  a diferença” de O Globo. 

"Mesmo tendo demorado tanto tempo, uma eternidade para mim, a Justiça foi finalmente feita", comentou Giannasi.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Eletrobras lança Plano de Demissão Voluntária

 

A Eletrobras anunciou há pouco que lança na próxima terça-feira (1º) seu novo Plano de Demissão Voluntária (PDV), o primeiro desde a capitalização da companhia, realizada em junho. Em todas as empresas Eletrobras, há 2.312 colaboradores elegíveis ao plano. O PDV tem custo da ordem de R$ 1 bilhão e payback estimado de 11,2 meses. 

O plano, que está sendo implantado simultaneamente nas empresas Eletrobras CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas, além da própria holding, é voltado para empregados aposentados pela previdência oficial ou aposentáveis até 30 de abril de 2023, considerando critérios do próprio INSS – idade e tempo de contribuição exigidos respectivamente para os anos de 2022 e 2023. 

Segundo a Eletrobras, o compromisso de abertura de PDV está presente na proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022/2024 e inclui o oferecimento de condições superiores às ofertadas na última versão do PDV, lançado pela empresa em 2019. 

Entre os incentivos que fazem parte do pacote estão as pecúnias equivalentes a três anos de plano de saúde e um ano de auxílio-alimentação, o incentivo indenizatório de nove salários, além dos valores referentes à demissão sem justa causa. O período de adesão será de 1º a 18 de novembro, e os desligamentos ocorrerão em turmas escalonadas entre dezembro de 2022 e abril de 2023. Casos excepcionais poderão ter saídas posteriores, a critério da Eletrobras. 

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Plano de emergência nuclear em Angra foi virtual, no CCCEN, no shopping Piratas Mall

O evento ocupou uma sala do Centro de


Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), no Shopping Piratas Mall. O cenário do exercício apresentaria um conjunto de situações hipotéticas, encadeadas de maneira a desafiar as organizações que participam da resposta a uma situação de emergência na Central Nuclear, que abriga as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Agra 3, em obras desde 1984. 

Segundo informações de Angra, as simulações ocorrem com alternâncias: em alguns anos são nas estradas, com voluntários, e cenas quase reais. Em outros, não.  Segundo a companha,  o Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear, pretendia avaliar a eficácia da estrutura de resposta e dos procedimentos do Plano de Emergência Externo do Estado do Rio de Janeiro (PEE/RJ) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), que visa a proteger a população, o meio ambiente, os trabalhadores e as instalações. 

Durante o exercício, seriam ativados o Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cnagen), localizado em Brasília; o Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cestgen), no Rio de Janeiro; o Centro de Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), bem como o Centro de Informações de Emergência Nuclear (Cien), ambos localizados em Angra dos Reis. “Pretende-se demonstrar a capacidade de comando, coordenação e controle das organizações envolvidas”. 

O planejamento das ações do exercício foi realizado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR), é composto por representantes de vários órgãos e instituições. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), é o responsável pela supervisão da atividade. 

FOTO: CCCEN - Angra - 

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Plano de emergência nuclear mobiliza civis e militares em Angra amanhã e quinta-feira


Uma grande operação envolvendo várias entidades civis e militares começa nesta quarta-feira (26/10), com a realização de um exercício parcial simulado do plano de emergência nuclear na Central Nuclear de Angra dos Reis. O simulado, que termina quinta-feira (27/10) prevê a mobilização de uma rede de cerca de 50 instituições, com centenas de profissionais, nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal. Uma das entidades participantes é a Eletronuclear, que acaba de substituir toda a sua diretoria. 

O cenário do exercício apresenta um conjunto de situações hipotéticas, encadeadas de maneira a desafiar as organizações que participam da resposta a uma situação de emergência na Central Nuclear, que abriga as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Agra 3, em obras desde 1984. Segundo a companha,  o Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear, objetiva !avaliar a eficácia da estrutura de resposta e dos procedimentos do Plano de Emergência Externo do Estado do Rio de Janeiro (PEE/RJ) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), que visa a proteger a população, o meio ambiente, os trabalhadores e as instalações”. 

Durante o exercício, são ativados o Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cnagen), localizado em Brasília; o Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear (Cestgen), no Rio de Janeiro; o Centro de Coordenação e Controle de Emergência Nuclear (CCCEN), bem como o Centro de Informações de Emergência Nuclear (Cien), ambos localizados em Angra dos Reis. “Pretende-se demonstrar a capacidade de comando, coordenação e controle das organizações envolvidas”. 

O planejamento das ações do exercício foi realizado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR), é composto por representantes de vários órgãos e instituições. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), é o responsável pela supervisão da atividade. 

FOTO: Central Nuclear – ABDAN – 

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Morre o professor Zieli Dutra Thomé Filho, um dos criadores do projeto de segurança para Angra 1

 


Coordenador do projeto de Interface Homem-Máquina, gerando um Sistema de Supervisão de Parâmetros de Segurança para a Usina Angra 1, o professor Zieli Dutra Thomé Filho, morreu nesta segunda-feira (24/10), aos 79 anos. Um dos criadores do Programa de Engenharia Nuclear da Coppe/UFRJ, (em 1968), participou na formação de pessoal para todo o setor nuclear brasileiro num projeto acadêmico entre a Coppe e a Nuclebrás, denominado Projeto Urânio. Presidiu a Eletronuclear (2003-2005), além de atuar como vice-presidente do International Nuclear Safety Group (INSAG), vinculado à Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU em 2005. 

Mestre em Engenharia Nuclear pela Coppe (1970) e Doutor em Física pela PUC-Rio (1974), Zieli tornou-se Professor Titular da UFRJ, em 1985, e Livre Docente da mesma universidade em 1989, atuando em Física de partículas, Física de reatores, Métodos perturbativos e Física nuclear. Foi nomeado para integrar uma comissão designada pelo reitor da UFRJ, Nelson Maculan, em março de 1991, para elaborar a política de radioproteção para ser adotada pela universidade. 

Foi também um dos responsáveis pela criação da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), em 1992, hoje Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, para formação de redes de internet para a comunidade acadêmica brasileira. Um dos diretores da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (Faperj), foi aindai um dos pioneiros da parceria estabelecida entre a Coppe e a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern), entre outras. 

Zieli estava internado em CTI com problemas de infecção urinária. O velório será nesta quarta-feira (26/10) às 12h30, na capela 7, no Caju; e o sepultamento às 14h30, no Crematório e Cemitério da Penitência. 

Foto e informações: Divulgação e Assessoria de Imprensa da COPPE/UFRJ. 

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terça-feira, 18 de outubro de 2022

CDTN comemora um ano do primeiro medicamento com átomos radioativos para diagnosticar câncer de mama

 


O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) anunciou nesta terça-feira (18/10) que está comemorando um ano da comercialização do medicamento Radiofes®, com exclusividade. O medicamento atua na detecção de tumores que expressam receptores de estrogênio, identificados em um dos tipos de câncer de mama. Os radiofármacos são medicamentos com átomos radioativos que funcionam, com alta precisão, como traçadores no exame de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET). 

No diagnóstico e acompanhamento do câncer, o uso desses fármacos permite identificar o aumento ou regressão de células tumorais, processo decisivo para definir as estratégias de tratamento de doença em cada paciente. Desde sua comercialização, o CDTN forneceu doses do medicamento em cinco estados no Brasil. O Radiofes® é capaz de identificar tumores menores e de forma específica, oferecendo aos profissionais de medicina respostas terapêuticas mais rápidas e mais eficazes para cada paciente. “Este é o primeiro radiofármaco específico para câncer de mama comercializado no Brasil, nos Estados Unidos e na França. 

Sua aplicação resulta na melhoria da qualidade de vida das pacientes e em economia em termos de investimentos com procedimentos médicos”, afirma Marina Bicalho, chefe da Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos. A disponibilização do fármaco pelo CDTN e a certificação pela Anvisa são passos importantes para o desenvolvimento da radiofarmácia e da medicina nuclear brasileira. “Consideramos o Radiofes® um agente no combate ao câncer de mama, e por isso é muito significativo podermos celebrar este um ano de comercialização do fármaco junto à campanha do Outubro Rosa”, avalia Marina. 

USO DO MEDICAMENTO - 

A solicitação do Radiofes® deve ser feita exclusivamente pelo médico responsável pelo tratamento, através de contato com a Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos (UPPR). Em Belo Horizonte (MG), o exame pode ser realizado na rede pública de saúde por meio do Centro de Tecnologia de Medicina Molecular, vinculado à Faculdade de Medicina da UFMG. 

ESTUDOS INTERNACIONAIS - 

O Radiofes® já é utilizado em outros países. No CDTN, ele começou a ser desenvolvido em 2016, a partir de estudos realizados na UPPR. Marina Bicalho explica que “o processo produtivo e o controle de qualidade foram validados e a certificação de boas práticas de fabricação foi concedida pela Anvisa. Paralelamente, foram elaborados procedimentos e protocolos que comprovassem todas as etapas realizadas, permitindo o registro e rastreabilidade da qualidade do produto, e posterior aprovação pela Agência em 2021”. 

Além do Radiofes®, o Centro é responsável pela produção e comercialização de outros dois radiofármacos: o Radionaf®, utilizado para o diagnóstico de tumores ósseos; e o Radioglic®, que permite diagnosticar diferentes tipos de câncer e dispõe de uma maior atividade metabólica de acordo com a extensão do tumor. 

CDTN - 

O CDTN é uma instituição vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia federal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Com destaque na atuação em Saúde, Meio Ambiente, Minerais, Materiais e Reatores em Minas Gerais e no Brasil. As aplicações resultadas de técnicas nucleares incluem a produção de radiofármacos, a esterilização de produtos médicos e farmacêuticos, a esterilização de hemocomponentes, o atendimento a emergências radiológicas e o recebimento de rejeitos radioativos. 

O CDTN conta ainda com um Programa de Pós-Graduação para contribuir com a pesquisa nacional e internacional, que hoje forma mestres e doutores em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais. Criado como Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR), em 1952, o Centro está localizado no campus da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e possui uma vasta gama de interlocuções com setores da academia, indústria e inovação. 

FOTO E INFORMAÇÕES: CDTN – 

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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Conheça o novo presidente da Eletronuclear, Eduardo Souza Grivot de Grand Court, eleito hoje (13/10)

 


O novo presidente da Eletronuclear, eleito hoje (13/10) pelo Conselho de Administração da empresa, Eduardo Souza Grivot de Grand Court é graduado em Gestão da Informação e Marketing Estratégico e Bacharel em Administração pela Universidade Estácio de Sá, com MBA em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação pela FGV. É formado em Engenharia de Software pela Universidade Estácio de Sá; e Engenharia de Manutenção e Gestão de Ativos pela Faculdade de Administração, Humanas e Exatas. 

Ao longo de sua carreira, exerceu os cargos de Chief Information Officer; superintendente de Licenciamento e Meio Ambiente; Assistente da Diretoria de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente; Coordenador Geral da Diretoria Técnica; e Coordenador Geral da Presidência, na Eletrobras Eletronuclear. Foi também assistente para Governança do Setor Nuclear e Assessor do Ministro, no Ministério de Minas e Energia. É membro do World Institute for Nuclear Security – WINS desde 2016. Integra o Conselho de Administração da Eletrobras Eletronuclear. 

Leia a matéria anterior sobre a nova diretoria da Eletronuclear. 

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