quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Terras raras: pressão popular e parlamentar chega às escolas "no olho do furacão" dos minerais críticos

 


Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2026 - A soma da pressão popular, à cobrança de parlamentares (agora com visitas a escolas) e da sociedade civil em geral deve estar contribuído para ativar o “modo de espera” dos projetos das empresas australianas Viridis e Meteoric, para a extração de terras raras, em Poços e Caldas e Caldas, municípios na região Vulcânica de Minas Gerais, iniciados em 2024. Apesar de as deputadas estaduais Beatriz Cerqueira e Bella Rodrigues (PT), cobrarem explicações sobre os projetos há anos, visando inclusive a suspensão de licenças ambientais, somente ontem (11/8) a Câmara Municipal de Poços de Caldas anunciou algumas ações para que um comitê recém formado pelo estado, conte com representantes da sociedade, especialistas técnicos independentes e um ou mais integrantes da nova Comissão Especial de Estudo sobre Terras Raras do Legislativo. 


Em alguns eventos para debater a questão das terras raras, com denúncias relevantes sobre os malefícios que a exploração dos minerais críticos provocará nas comunidades, como a Zona Sul, com 60 mil habitantes e de povos originários, promovidos por parlamentares, a ausência de representantes estaduais era registrada e lamentada. A suposta mudança na postura da Câmara pode ter sido motivada pela perseverança das ações da sociedade e de parlamentares locais. Nesta quinta-feira (13/8), com apoio da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, as deputadas iniciam uma série de visitas a escolas estaduais e municipais localizadas no "olho do furacão": áreas onde as empresas pretendem abrir cavas para a extração das terras raras. 

Elas vão alertar sobre os riscos ambientais e de danos à saúde aos quais todos estarão expostos nesta mineração urbana. 

“Já identificamos vários problemas: as mineradoras sonegam informações, o governo do estado é ágil para beneficiar essas empresas, o modelo das audiências públicas é controlado por elas, impedindo a participação da sociedade. Não há transparência; comunidades têm seus direitos violados, há agressão ao meio ambiente, estamos diante de crime ambiental. Todos os pontos serão conversados nas visitas as escolas”, informou Beatriz Cerqueira. 


Enquanto a sociedade se movimenta para impedir o avanço das mineradoras visando a extração dos minerais críticos, os governos parecem desconhecer diversos requerimentos encaminhados pelas parlamentares solicitando informações que tramitam desde 2025 nas gavetas de órgãos estaduais e municipais: as deputadas requereram, por exemplo, pedido de providencias para que não sejam emitidas certidões de uso e ocupação do solo para os empreendedores minerários de terras raras das empresas Viridis e Meteroric; e que sejam anuladas as certidões que já tenham sido emitidas. O documento de número 18716, é de 2025, mostra que o comitê recém criado, é “para inglês ver”, conforme ditado popular.

(FOTOS ACERVO DA CÂMARA e VIRIDIS ) – COLABORE COM O BLOG – OITO ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – contato: malheiros.tania@gmail.com     

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