Acordos antigos de investimentos que passam pelas Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, por Toronto no Canadá, cercam de mistérios a trajetória da mineradora Serra Verde, em Minaçu (Goiás). Desde abril a venda da Serra Verde para os Estados Unidos tem sido anunciada, com a cobiça do presidente Donald Trump pelas terras rara, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a soberania nacional, sobre os preciosos minerais estratégicos. Leia a reportagem exclusiva Blog.
Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2026 - Por meio de um contrato de crédito, de 21 de outubro de 2021, o OMF Fund III Ltda, um fundo de investimento, que opera de acordo com as leis das Ilhas Cayman, concordou em fornecer à SVRE Holding Ltda, empresa das Ilhas Virgens Britânicas, de acordo com as leis da região, uma determinada linhas de crédito de cerca de US$ 115 milhões. Tudo dentro do pacote da Serra Verde Pesquisa e Mineração, em Minaçu, Goiás, a maior operadora de terras raras no Brasil, no processo nº 48406.861427/2010-21, da Agência Nacional de Mineração (ANM), sobre Penhor de direitos Minerários.
O negócio menciona alguns aditamentos. Este seria o terceiro. De acordo com o documento, o contrato de obrigações para fins do artigo 1424 do código brasileiro, as condições das obrigações, têm o mesmo significado do segundo contrato de crédito, de Royalties Original da A&R, com uma série de pontuações. Menciona juros, taxas, datas de pagamento, de 31 de dezembro de 2029, reembolso, valores que vão de U$S 2,5 milhões, a U$S 20 milhões, com a seguinte observação: “a partir de tal data, podendo chegar a U$S 50.000,00.
NEGÓCIOS ANTIGOS -
Tem mais de uma década as tratativas da Serra Verde com o Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o processo nº 48406.861428/2010-75, o requerimento para pesquisa de lavra para terras raras, foi apresentado em 19 de outubro de 2010, pela Mining Ventures Brasil Pesquisas e Mineração Ltda, em uma área de 1446.81 hectares. O Alvará de Pesquisa nº 753/2011 foi publicado no Diário Oficial da União no dia 31 de janeiro de 2011, autorizou a requerente a pesquisar terras raras pelo prazo de três anos, nume área de 1.633.54 hectares no município de Minaçu.
A trajetória da empresa que hoje pertenceria aos Estados Unidos está relatada neste documento: O relatório final de pesquisa para a substância foi apresentado em 6 de dezembro de 2013 e aprovado em 29 de abril de 2015 com redução de área de 1.633,54 hectares para 1.446,82 hectares consignando uma reserva medida de 5.287.102 toneladas, entre outras informações.
26 DE ABRIL DE 2016 -
O requerimento de lavra foi protocolizado em 26 de abril de 2016, acompanhado de plano de aproveitamento econômico integrado para as áreas de alguns processos, objetivando a lavra conjunta das reservas aprovadas em cada processo para ser beneficiado em uma única usina. “Assim, em que pese a ANM (Agência Nacional de Mineração) ter aprovado uma jazida em cada um dos oito processos minerários, a Serra Verde está considerando para efeito de projeto como sendo uma jazida integrada denominada de Projeto ALF (sigla em Inglês) para exploração e beneficiamento de terras raras.
IMPACTOS AMBIENTAIS -
Em 28 de março de 2019, no mesmo documento do MME, consta que a Serra Verde Pesquisa e Mineração protocolou um plano de aproveitamento econômico integrado atualizado, substituindo o anterior, com o objeto de “otimizar os processos de beneficiamento e as operações de lavra, para reduzir o impacto ambiental do projeto”. Eis algumas informações do que a empresa declarou ter feito: alterou o ambiente em que ocorre a lixiviação das pilhas a céu aberto para tanques, com agitação em circuito fechado; reduziu as etapas de remoção de impurezas e osmose reserva, sendo que esta última foi eliminada; otimizou as operações de lavra. Reduziu a quantidade de minério a ser transportado”.
No mesmo documento consta que a Serra Verde contava com 360 funcionários, que prorizav a contatação de moradores; o faturamento anual projetado integrado era de R$ 367.376.178,66, o faturamento anual estimado para o processo ANM nº 861.428/2010 era de R$ 9.515.043,03; custo anual direto do projeto integrado, R$ 151.600,000,00/ano; por exemplo.
REJEITOS E PASTAGEM PLANTADA -
“Os resíduos gerados pelo projeto ALF serão compactados e dispostos em duas pilhas, cujo volume total será de 140 Mm3 (cento e quarenta milhões de metros cúbicos), sendo que a pilha 1ocuparám uma área de 1.186.237 metros quadrados, com 111 metros de altura e a pilha 2, ocupará uma área de 1.712.355 metros quadrados, com uma altura de 101 metros. Segundo o documento do MME, “a utilização futura da área consistia na recuperação ambiental final buscando devolver a área parte de sua aptidão inicial que era a de pastagem plantada”.
ABRIL DE 2026 -
SERRA VERDE AOS ESTADOS UNIDOS.
Tanto tempo depois, a direção da Serra Verde anuncia em alto e bom som que a empresa foi vendida para os Estados Unidos. Desde abril deste ano de 2026, os primeiros anúncios parecem surpreender. Aqui, o Blog relembra alguns amplamente divulgados pela direção da Serra Verde:
“Temos o prazer de anunciar uma combinação acordada com a USA Rare Earth, Inc. (Nasdaq: USAR) para criar um líder global em terras raras, com operações em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs. As operações de mineração e processamento da Serra Verde desempenharão um papel fundamental no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras — da mina ao ímã — fora da Ásia, quando combinadas com as operações de separação, processamento e fabricação de metais de classe mundial da USA Rare Earth, além de suas parcerias estratégicas que abrangem os EUA e os seus aliados”.
“A compra da brasileira Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões, segundo a companhia, o acordo prevê a aquisição de 100% da Serra Verde, dona da mina e da planta de processamento Pela Ema, em Goiás. A operação será paga com US$ 300 milhões em dinheiro e 126,849 milhões de novas ações da USA Rare Earth, o que implica um valor de aproximadamente US$ 2,8 bilhões para a mineradora brasileira. O fechamento está previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito a aprovações regulatórias e outras condições usuais. A Serra Verde é controlada por investidores privados e fundos, entre eles Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy & Minerals Group”.
“Em janeiro, a USA Rare Earth assinou uma carta de intenções não vinculante com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos para ter acesso potencial a até US$ 1,6 bilhão em apoio financeiro do governo dos EUA. Desse total, até US$ 277 milhões seriam em recursos federais diretos e até US$ 1,3 bilhão em um empréstimo sênior garantido. Na prática, o documento não representa liberação imediata de recursos, mas sinaliza que Washington vê a empresa como peça estratégica na tentativa de montar, fora da China, uma cadeia de terras raras, metais e ímãs voltada a setores considerados sensíveis, como semicondutores, defesa e energia. A Serra Verde iniciou a produção comercial em 2024 e já recebeu mais de US$ 1,1 bilhão em investimentos. A expectativa é que a mina atinja capacidade plena até 2027, com potencial de expansão nos anos seguintes”.
“O governo dos Estados Unidos se comprometeu com pelo menos US$ 1,6 bilhão em empréstimos, aportes e compras futuras ligados à mineradora e à sua produção. Agora, os acionistas da USA Rare Earth podem dar nesta sexta-feira (28/8, segundo a jornalista Camila Alves Barros, do InvestNews,“o último grande passo para a conclusão da compra da mineradora brasileira. Eles decidirão se autorizam a emissão de 126,8 milhões de novas ações, que serão usadas como parte do pagamento. A USA Rare Earth espera concluir a operação logo após a assembleia, desde que as demais condições previstas no acordo sejam cumpridas”.
O Blog tentou ouvir a Serra Verde.
(FOTO- SITE DA SERRA VERDE) -
COLABORE COM O BLOG – OITO ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO – malheiros.tania@gmali.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário