O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou que, em prazo de 30 dias, a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) apresente relatório sobre as causas do vazamento de amônia (produto altamente tóxico) ocorrido no dia 21 de junho (21/6) na Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité, na Bahia, relevado pelo Blog. O Ibama quer que a INB apresente a descrição do acidente e “as medidas adotadas para seu atendimento e demais informações técnicas necessárias à avaliação da ocorrência”.
O Ibama informou que no dia 21/6 recebeu comunicado do Acidente Ambiental na URA, posteriormente registrado no sistema de comunicação de emergências ambientais do Instituto. Após o recebimento da comunicação, a Superintendência do Ibama na Bahia notificou a empresa, por meio do Ofício nº 571/2026/SUPES-BA, requerendo a apresentação, do “relatório circunstanciado com a descrição das causas do acidente’, entre as outras exigências.
"FAKE NEWS"
Segundo as informações apresentadas pela INB, “o Plano de Emergência da instalação foi acionado, foram adotadas medidas de contenção e isolamento da área, o vazamento foi interrompido pela equipe técnica da empresa e, preliminarmente, não teriam sido registrados impactos ambientais além da área industrial da unidade nem pessoas atingidas pela substância”, de acordo com o Ibama. Mas o Blog apurou que nada disso foi feito pela gestão da URA, em Caetité. Ou seja, a gestão em Caetité informou “Fake News” à própria direção geral da empresa. As “Fake News” foram repassadas também a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
A CNEN confirmou ter recebido o comunicado do vazamento, e informou que cabe à INB verificar as demais denúncias formuladas pelo Blog. O Ibama também reiterou que “as informações apresentadas são de responsabilidade da empresa”, mas alertou que “estão sujeitas a análise e verificação pelos órgãos competentes que atuam no acompanhamento da ocorrência”. Dessa forma, adverte o Instituto, “caso sejam constatadas irregularidades ou impactos ambientais decorrentes, o Ibama adotará as medidas cabíveis”.
Em situações envolvendo vazamento de substâncias perigosas, como a amônia, o Ibama realiza fiscalização ambiental, acompanhando as providências adotadas pelo empreendedor e verificando o cumprimento das medidas necessárias para prevenir ou minimizar danos ambientais. Entre elas, estão “o acionamento do plano de emergência, a contenção da fonte de vazamento, o isolamento da área afetada, o monitoramento ambiental, a avaliação dos potenciais impactos ao meio ambiente e a adoção de medidas corretivas e preventivas, além da apresentação de informações e relatórios técnicos sempre que solicitados pelo órgão ambiental”, informou o Instituto.
(FOTO: BLOG – INB) –
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