Em assembleia realizada nesta quinta-feira (28/5), online, os trabalhadores da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), decidiram entrar em “estado de greve”, informou a Intersindical INB, entidade que representa a categoria. Segundo a direção da entidade, os empregados da INB estão trabalhando diariamente sob ameaça de cortes em seus salários, demissões, atrasos de pagamento, por exemplo. É um processo dominó, disseram, porque a Eletronuclear, principal cliente da INB, atrasa os pagamentos, provocando reação em cadeia, entre outros problemas. A INB não comentou sobre a possibilidade de greve, segundo a Intersindical INB, cada dia mais real.
“A crise por que passa a INB com dificuldades financeiras, atrasos de pagamento a fornecedores, risco de atraso de salários dos empregados e risco de corte de direitos e risco de medidas gerenciais que poderão impactar diretamente a vida dos empregados”, divulgou o Sindicato. Segundo a nota, na assembleia, eles acertaram a proposta a proposta de “estado de greve”, enquanto aguardam os desdobramentos da crise que pode se alastrar, com o atraso dos pagamentos aos trabalhadores.
A empresa tem cerca de mil funcionários. A INB é responsável pela produção das recargas das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2; a produção de yellowcake (urânio em pó ou pasta), na Unidade de Concentrado de Urânio (URA), e Caetité, na Bahia; as atividades de produção (enriquecimento) de urânio; pastilhas, entre outras, em Resende, Rio; mina de urânio, em Santa Quitéria, no Ceará; manutenção da Unidade de Descomissionamento de Urânio, em Caldas (MG), entre outras unidades que utilizam materiais radioativos, no país.
(FOTOS: Cartaz INTERSINDICAL E INB - Caetite) –
COLABOREM COM O BLOG – OITO ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE –
CONTRIBUA VIA PIX: 21996015849 – Contato: malheiros.tania@gmail.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário