terça-feira, 26 de maio de 2026

Enriquecimento de urânio: dirigentes do BNDES e Banco Mundial percorrem instalações em Resende/RJ

 


Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial, entre outros, percorreram a maior instalação nuclear brasileira na semana passada (21/5), onde o país enriquece urânio. Os 25 técnicos e dirigentes visitaram as Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) e de Conversão, de Pó e Pastilha, Componentes e Montagem e a Usina de Enriquecimento isotópico, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ), responsável por etapas da fabricação do combustível que abastece os reatores de Angra 1 e Angra 2. 


Foi a primeira visita oficial conjunta divulgada que reuniu também a direção da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar); e da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul). O complexo em Resende é a “menina dos olhos” do setor nuclear brasileiro, que recebeu a tecnologia que a Marinha dominou na década de 80, levando o Brasil a ingressar no restrito “clube do átomo”. 

PROGRAMA PRÓ-URÂNIO

Na visita, o superintendente da Área de Soluções de Infraestrutura do BNDES, Ian Ramalho Guerreiro, destacou o Programa Pró-Urânio, “iniciativa que visa acelerar a pesquisa e a exploração de novas jazidas”. O diretor-presidente da ENBPar, Marlos Costa de Andrade, comentou que as empresas públicas e os agentes financeiros “abrem caminho para projetos estruturantes”. E acrescentou: “Atualmente, trabalhamos ao lado do BNDES no desenho de iniciativas para ampliar mercados, mineração e conversão de urânio”. 

UNIDADE COMERCIAL DE ENRIQUECIMENTO - 

A agenda também passou pelo balanço da cooperação técnica com a Amazul, segundo a INB. O coordenador de Gestão de Projetos da companhia, Valdinei Ciola, citou o andamento do projeto básico da Unidade Comercial de Enriquecimento (UCEU) e antecipou novas frentes em prospecção, como a implementação de um sistema estruturado de Gestão do Conhecimento. 

“Trata-se de uma ferramenta essencial para reter o capital intelectual acumulado pelos profissionais mais experientes em áreas de alta complexidade, garantindo a formação de sucessores em funções altamente especializadas”, justificou Ciola. O grupo foi recebido pela diretoria da INB, representada por Reinaldo Gonzaga (Combustível Nuclear), Alexandre Siciliano (Enriquecimento Isotópico) e Itamar de Almeida (Finanças e administração). 

(FOTOS – Instalações em Resende - INB) – 

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