sexta-feira, 11 de abril de 2025

Eletronuclear: na sede, trabalhadores acompanham decisão de Angra dos Reis; greve por tempo indeterminado

 


A Eletronuclear enfrenta a maior greve de funcionários de toda a sua história, ampliada nesta sexta-feira (11/4), quando os funcionários da sede decidiram paralisar também por tempo indeterminado, acompanhando o movimento de Angra dos Reis, iniciado no dia 8/4. Desde a sua fundação, em 1997, a companhia nunca passou por uma situação tão grave no que se refere ao descontentamento dos trabalhadores.  


Hoje, a Eletronuclear não divulgou nenhuma informação sobre a greve. Segundo dirigentes sindicais, pelo menos 300 trabalhadores estão em frente à Central Nuclear de Angra dos Reis, em protesto, contra 90 demissões e falta de acordo sobre dissidio, perda de direitos e diversas medidas de austeridade da empresa. 

Os empregados fizeram um sistema de rodizio para manter em segurança os serviços essenciais nas usinas nucleares. O Tribunal Regional do Trabalho não julgou a greve ilegal, como a companha esperava. O impasse só aumenta. 

Esta semana, a juíza Simone Benfica, da Justiça do Trabalho de Angra dos Reis, por meio de liminar, determinou que o STIEPAR (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Energia Nuclear) se abstenha de bloquear os acessos à Central Nuclear. Mas segundo os sindicatos, não há bloqueio, seguindo acordo com a empresa. 

Gestora das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Angra 3, em construção desde 1984 - que tem futuro incerto-, a Eletronuclear responde pela geração de aproximadamente 3% da energia consumida no Brasil. Como já estava programado, a Eletronuclear iniciou o desligamento de Angra 1 no sábado (5/4) para a troca de combustível (urânio enriquecido) e centenas de outras atividades. 

Para isto, cerca de 1.373 profissionais, entre eles, 238 estrangeiros, foram contratados por empresas nacionais e internacionais e, em conjunto aos técnicos da Eletronuclear, participam dos trabalhos. Enquanto isso, a direção da companhia tem reafirmado demissões e outras medidas de austeridade. Desta vez, a usina ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), 85 dias, quando deixará de gerar 640 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Isto, quando opera com 100% de sua potência, sem os desligamentos registrados com frequência. Angra 1 está sendo preparada para durar mais 20 anos. Já Angra 2 opera normalmente, com capacidade para gerar o dobro de energia. 

(FOTO- SINDICATOS) – 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

Medicina Nuclear: vítima de ataque cibernético, IPEN/CNEN normaliza produção de iodo-131, medicamento para combater o câncer

 


O Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (IPEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), normalizou a produção do radiofármaco Iodo-131 (medicamento para diagnóstico e tratamento do câncer), vítima de um ataque cibernético no dia 28/3. Em relação ao iodo-131, já está garantido o envio de 201 pedidos para serviços de saúde em todas as regiões do Brasil, segundo a Comissão. 

A previsão é de que a produção do Gerador de tecnécio-99m seja normalizada em seguida. A expectativa é de que a produção dos demais radiofármacos seja também normalizada nos próximos dias, informou a CNEN. São eles: Lutécio-177; Tálio-201; Guan-IPEN-131 (MIBG); Citrato de gálio-67. 

O ataque cibernétido paralisou a produção desses radiofármacos. Segundo a CNEN, “o incidente cibernético resultou em tentativas de ataques em série à rede do Instituto”. Equipes de TI tentam encontrar as causas. A Polícia Federal foi acionada. O crime prejudicou o tratamento de cerca de 45 mil pessoas. 

O IPEN é um dos mais importantes institutos de pesquisa da América do Sul e completa 70 anos em 2026. No governo do ex-presidente Bolsonaro, esteve no “olho do furacão”, diante do lobby no Congresso tentando passar a produção de radiofarmacos para a iniciativa privada. 

Os radioisótopos possibilitam que os médicos vejam o funcionamento de órgãos e tecidos vivos por meio de imagens como as tomografias, radiografias e cintilografias. Cerca de dois milhões de procedimentos médicos são realizados, por ano, utilizando radioisótopos, em 440 clinicas cadastradas para realizar o trabalho semanalmente. Cerca de 440 mil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante pela rede privada. 

FOTO: IPEN/CNEN - 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX:21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Seminário Internacional na Fiocruz pelo fim do amianto. Carlos Minc homenageia precursores na luta contra o mineral cancerígeno


 Durante dois dias (8 e 9/4) os mais renomados especialistas debateram malefícios, histórias e buscas de soluções envolvendo a necessidade do banimento do cancerígeno amianto, no Brasil e no mundo, durante o IV Seminário Internacional sobre Vigilância dos Expostos ao Amianto: Saúde, Trabalho e Meio Ambiente, realizado na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), que sediou o evento.  Organizado pela Escola em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), o seminário reuniu técnicos, lideranças das associações de vítimas, trabalhadores, membros da ABREA/RJ, membros do MPT e do MPF, peritos do MPT. Autor da Lei estadual 357/01 de desamiantagem - a primeira no Brasil - o deputado Carlos Minc (PSB-RJ) abriu o evento prestando homenagens, como à auditora fiscal do Trabalho, Fernanda Giannasi, uma das mais importantes e atuantes ativistas na luta pelo banimento do amianto no Brasil e no mundo. Minc entregou à Fernanda a Medalha Tiradentes. 


“Ao longo de 40 anos venho me dedicando tanto como auditora-fiscal do Ministério do Trabalho, como cofundadora das diversas associações de expostos e vítimas do amianto em diversas regiões de nosso país. Por isso, hoje, sinto-me extremamente honrada ao receber esta homenagem, que se deve fundamentalmente ao apoio e confiança de familiares e vítimas do amianto ao nosso trabalho”, comentou Giannasi. 

Ela lembrou que a atuação de Carlos Minc no trabalho de banimento ao amianto é antiga. Lembrou ter testemunhado o parlamentar, em plena RIO-92, denunciando e exigindo a retirada de telhas de amianto de algumas instalações da conferência histórica.  “Estamos na luta há muito tempo, comentou”, Minc. 


O parlamentar também prestou homenagens concedendo diplomas Anna Nery, para os precursores da lula-anti-amianto no Brasil: Rosa Amélia Araújo e Ruthe Nascimento, ambas Post Mordem”; Vanda D’Acri e Eliezer João Souza, da ABREA.

Em sua palestra, Fernanda Giannasi apresentou diversos registros de s de contaminação e morte por amianto, como na Mina de São Félix em Bom Jesus da Serra, na Bahia, desativada, onde crianças brincavam com o mineral cancerígeno, expostos a doenças diversas, situação grave que ela denuncia há pelo menos 26 anos. Há dificuldades para a realização de exames nos expostos, com alto custo para o deslocamento de equipes e equipamentos, tanto que foi preciso recorrer aos postos do Hospital do Câncer de Barretos a 1.353,3 km de distância; entre outras dificuldades. 

AMIANTO NO STF - 

A Suprema Corte Brasileira (STF) estava prestes a emitir o veredicto final sobre as exportações de amianto, substância proibida em 2017 pelo STF. Mas a decisão foi adiada, porque o ministro Kassio Nunes Marques, disse que precisava de mais tempo para considerar os argumentos do caso ADI 6200 - uma ação judicial iniciada em 2019 que pede a inconstitucionalidade da lei estadual de Goiás, isentando a mineração de amianto da proibição da Suprema Corte. A ADI 6200 pediu o fechamento da mina de crisotila de Cana Brava, a única mineradora de amianto remanescente do país. “Como ele é Ministro do STF desde 5 de novembro de 2020, alguém deve se perguntar por que Marques não encontrou tempo para estudar os arquivos do caso”, comentou Giannasi. 

SEMINÁRIO - 

Definir estratégias para a vigilância, diagnóstico, tratamento, registro e compensação das vítimas do mineral, bem como apresentar experiências de desamiantagem, que consistem na desconstrução e remoção dos materiais contendo amianto, a descontaminação da área e a destinação segura dos MCA (a sigla para "material contendo amianto", que se refere a todos os materiais que têm mais de 1% de fibras de amianto na sua composição). 

Apesar da proibição pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, ao uso do amianto no Brasil, o problema perdura. O principal motivo é a permanência da extração na Minaçu, em Goiás, além da presença de produtos em domicílios, equipamentos de lazer e edificações em geral. Outro aspecto debatido foram os efeitos à saúde humana, que podem levar longo período para se manifestar, devido ao tempo entre a exposição e a latência dos eventos.

Além dos representantes do MPT, do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério da Saúde, participaram as secretarias de Estado de Saúde, Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), trabalhadores e grupos de pessoas expostas ao amianto (por meio de sindicatos e de associações de vítimas). A Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Conselho Nacional de Saúde (CISTT/CNS) também esteve presente. 

METAS - 

Uma das metas do seminário é dar continuidade às ações e debates sobre os riscos decorrentes da exposição ao cancerígeno amianto, tanto nos ambientes de trabalho, como no meio ambiente. Foram definidas estratégias para a vigilância, diagnóstico, tratamento, registro e compensação das vítimas deste mineral, bem como apresentar experiências de desamiantagem. 

Em seguida, mesas debateram os seguintes temas: “SUS: as ações de vigilância (DATAMIANTO) e os sistemas de registro (SINAN, SIM)”, “Experiências Nacionais na Vigilância dos Expostos ao Amianto” e “Experiências Internacionais na Vigilância dos Expostos ao Amianto. Também foram debatidos casos na Índia, Colômbia e outras experiências Arthur Frank (Drexel Universty, USA); Exposição ambiental e ocorrência de doenças relacionadas ao amianto: a experiência italiana Agata Mazeo ( University of Bologna, Bologna, Italy) Pietro Comba (National Institute of Health, Roma, Italy);Experiência australiana de vigilância dos expostos ao amianto Matthew Peters e Catherine Jones (Asbestos and Dust Diseases Research Institute- ADDRI); Desafios após a proibição do amianto: a experiência colombiana Guillermo Villamizar (Colombia Asbestos Free Foundation- FundClas), entre outros. 

Na quarta-feira (9/4), “Placas pleurais e seu significado técnico, político e social” foi o assunto em debate na primeira mesa. Em seguida, as considerações finais das instituições organizadoras do evento, além de Ações de Vigilância no Brasil e Cooperação Internacional, com destaque para projetos de formação e Pesquisa (Brasil, Portugal, Itália, Colômbia, Austrália).

(FOTOS – TANIA MALHEIROS) 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – SEM PATROCINIO – CONTRIBUA VIA PIX: 21 996015849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com – FALE COM A GENTE!

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Juíza Valeska Facure se afasta do caso sobre demitidos da Eletronuclear, por motivo de "foro intimo". Reintegração foi suspensa

 


A juíza titular da 8ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, Valeska Facure Pereira, se afastou do caso sobre funcionários demitidos da Eletronuclear e suspendeu a decisão tomada ontem (8/4), para que a companhia reintegrasse imediatamente todos os trabalhadores dispensados, e que suspendesse o plano de demissão, por exemplo. “Reconsidero” a decisão e “declaro a minha suspeição por motivo de foto íntimo”, declarou a magistrada, que determinou a "redistribuição" do feito".      

A juíza havia determinado também a companhia apresentasse “um plano de contingencia dos impactos à segurança da operação das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, com a redução destes quadros”. A ação foi movida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro (SINTERGIA/RJ, Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis. 


A Eletronuclear está enfrentando desde a manhã de ontem (8/4) a maior greve de funcionários de toda a sua história, desde a fundação da empresa em 1997. Segundo dirigentes sindicais, cerca de 500 trabalhadores estão em frente à Central Nuclear de Angra dos Reis, em protesto, por tempo indeterminado, por pelo menos 90 demissões e falta de acordo sobre dissidio, perda de direitos e diversas medidas de austeridade da empresa. 

LIMINAR VISA SUSPENDER BLOQUEIOS - 

A Eletronuclear divulgou nota informando que a juíza do Trabalho de Angra do Reis, Simone Benfica Borges, por meio de liminar expedida ontem, determinou que o STIEPAR (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Energia Nuclear) “se abstenha de bloquear os acessos à Central Nuclear. Segundo os sindicalistas, está sendo feito um sistema de rodizio para manter em segurança os serviços essenciais nas usinas nucleares. Sindicalistas informaram que fizeram acordo com a empresa e a segurança está plenamente mantida. Nesta quinta-feira (10/4), haverá audiência do dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  

Em assembleia, os funcionários da sede, no Centro do Rio, decidiram paralisação de 24h, nesta quinta-feira (10/4). A Eletronuclear é gestora das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Angra 3, em construção desde 1984 - que tem futuro incerto-, a Eletronuclear responde pela geração de aproximadamente 3% da energia consumida no Brasil. 

CENTENAS DE CONTRATADOS PARA TROCAR O URÂNIO DE ANGRA 1 - 

Como já estava programado, a Eletronuclear iniciou o desligamento de Angra 1 no sábado (5/4) para a troca de combustível (urânio enriquecido) e centenas de outras atividades. Para isto, cerca de 1.373 profissionais, entre eles, 238 estrangeiros, foram contratados por empresas nacionais e internacionais e, em conjunto aos técnicos da Eletronuclear, participam dos trabalhos. Enquanto isso, a direção da companhia tem reafirmado demissões e outras medidas de austeridade. 

Desta vez, a usina ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), 85 dias, quando deixará de gerar 640 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Isto, quando opera com 100% de sua potência, sem os desligamentos registrados com frequência. Angra 1 está sendo preparada para durar mais 20 anos. Já Angra 2 opera normalmente, com capacidade para gerar o dobro de energia. 

(FOTO- SINDICATOS) – 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

terça-feira, 8 de abril de 2025

Justiça determina que Eletronuclear reintegre demitidos de imediato e apresente plano de impactos à segurança das usinas nucleares

 


A juíza titular da 8ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, Valeska Facure Pereira, determinou na tarde desta terça-feira (8/4), que a Eletronuclear reintegre imediatamente todos os trabalhadores dispensados, mantendo os cargos e funções que ocupavam antes das demissões, inclusive com o pagamento de todos os salários vencidos e vincendos, desde a data do afastamento, acrescidos de todos os reajustes legais, convencionais ou espontâneos havidos no período, sob pena de multa diária. A magistrada determinou que a empresa suspenda o plano de demissão e que resguarde a liberdade de negociação coletiva em relação ao dissidio coletivo em andamento. E mais: que a companhia apresente “um plano de contingencia dos impactos à segurança da operação das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, com a redução destes quadros”. 


A ação foi movida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro (SINTERGIA/RJ, Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis. A Eletronuclear está enfrentando desde a manhã de hoje (8/4) a maior greve de funcionários de toda a sua história, desde a fundação da empresa em 1997. Segundo dirigentes sindicais, cerca de 500 trabalhadores estão em frente à Central Nuclear de Angra dos Reis, em protesto, por tempo indeterminado, por pelo menos 90 demissões e falta de acordo sobre dissidio, perda de direitos e diversas medidas de austeridade da empresa. 


“Estamos confiantes na Justiça”, comentaram sindicalistas quando receberam a notícia sobre a suspensão das demissões, entre as outras. Os empregados estavam realizando um sistema de rodizio para manter em segurança os serviços essenciais nas usinas nucleares. 

Ontem (7/4), em assembleia, os funcionários da sede, no Centro do Rio, decidiram paralisação de 24h, na quinta-feira (10/4). 

A Eletronuclear é gestora das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Angra 3, em construção desde 1984 - que tem futuro incerto-, a Eletronuclear responde pela geração de aproximadamente 3% da energia consumida no Brasil. 

ANGRA 1 EM PROCESSO DE PARADA- 

Como já estava programado, a Eletronuclear iniciou o desligamento de Angra 1 no sábado (5/4) para a troca de combustível (urânio enriquecido) e centenas de outras atividades. Para isto, cerca de 1.373 profissionais, entre eles, 238 estrangeiros, foram contratados por empresas nacionais e internacionais e, em conjunto aos técnicos da Eletronuclear, participam dos trabalhos. Enquanto isso, a direção da companhia tem reafirmado demissões e outras medidas de austeridade. 

Desta vez, a usina ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), 85 dias, quando deixará de gerar 640 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Isto, quando opera com 100% de sua potência, sem os desligamentos registrados com frequência. Angra 1 está sendo preparada para durar mais 20 anos. Já Angra 2 opera normalmente, com capacidade para gerar o dobro de energia. 

(FOTO- ELETRONUCLEAR - SINDICATOS) – 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

Eletronuclear enfrenta a maior greve desde a sua fundação em 1997. Empresa responde por menos de 3% da energia do País

 


A Eletronuclear enfrenta hoje (8/4) a maior greve de funcionários de toda a sua história, desde a fundação da empresa em 1997, a partir da fusão da parte nuclear de Furnas com a Nuclen (Nuclebras Engenharia). Pela manhã, segundo dirigentes sindicais, cerca de 300 trabalhadores diretos da empresa estavam/em frente à Central Nuclear de Angra dos Reis, em protesto, por tempo indeterminado, contra 90 demissões e falta de acordo sobre dissidio, perda de direitos e diversas medidas de austeridade. Os empregados fizeram um sistema de rodizio para manter em segurança os serviços essenciais nas usinas nucleares. Ontem (7/4), em assembleia, os funcionários da sede, no Centro do Rio, decidiram paralisação de 24h, na quinta-feira (10/4). 


Entre as representações sindicais, por volta das 12h, havia informações sobre pedido de liminar visando tornar a greve ilegal, mas o BLOG não obteve informações oficiais da empresa. Gestora das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em funcionamento; e Angra 3, em construção desde 1984 - que tem futuro incerto-, a Eletronuclear responde pela geração de aproximadamente 3% da energia consumida no Brasil. 

Como já estava programado, a Eletronuclear iniciou o desligamento de Angra 1 no sábado (5/4) para a troca de combustível (urânio enriquecido) e centenas de outras atividades. 


Para isto, cerca de 1.373 profissionais, entre eles, 238 estrangeiros, foram contratados por empresas nacionais e internacionais e, em conjunto aos técnicos da Eletronuclear, participam dos trabalhos. 


Enquanto isso, a direção da companhia tem reafirmado demissões e outras medidas de austeridade. Desta vez, a usina ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), 85 dias, quando deixará de gerar 640 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Isto, quando opera com 100% de sua potência, sem os desligamentos registrados com frequência. Angra 1 está sendo preparada para durar mais 20 anos. Já Angra 2 opera normalmente, com capacidade para gerar o dobro de energia.

(FOTO- SINDICATOS) – 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Trabalhadores da Eletronuclear entram em greve amanhã, em Angra; e na sede, quinta. Eles protestam contra demissões

 


Os trabalhadores da Eletronuclear, lotados na Central Nuclear de Angra dos Reis, confirmaram que entram em greve por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (08/4), na base, exceto os que atuam em atividades essenciais de segurança nuclear. No mais, não está descartada a realização de piquetes em pontos estratégicos. Em assembleia hoje (7/4), os servidores da sede, no Centro do Rio, decidiram por uma paralisação de 24h, na quinta-feira (10/4).


O protesto é contra as medidas de austeridade tomadas pela direção da companhia, que iniciou no dia 1º deste mês a demissão de 90 funcionários. Em Angra dos Reis, a assembleia reuniu dezenas de trabalhadores sob a liderança de entidades sindicais que representam a categoria. Eles também reivindicam a assinatura do acordo coletivo, que está no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 

Como já estava programado, a Eletronuclear iniciou o desligamento de Angra 1 no sábado (5/4) para a troca de combustível (urânio enriquecido) e centenas de outras atividades. Para isto, cerca de 1.373 profissionais, entre eles, 238 estrangeiros, foram contratados por empresas nacionais e internacionais e, em conjunto aos técnicos da Eletronuclear, participam dos trabalhos. Enquanto isso, a direção da companhia tem reafirmado demissões e outras medidas de austeridade. 

Desta vez, a usina ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), 85 dias, quando deixará de gerar 640 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. Isto, quando opera com 100% de sua potência, sem os desligamentos registrados com frequência. Angra 1 está sendo preparada para durar mais 20 anos. Já Angra 2 opera normalmente, com capacidade para gerar o dobro de energia. 

(FOTO- ELETRONUCLEAR E SINDICATOS) – 

COLABORE COM O BLOG – SETE ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 – CONTATO: malheiros.tania@gmail.com

Em destaque

Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear - Editora Lacre

O livro “Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, da jornalista Tania Malheiros, em lançamento pela Editora Lacre, avança e apr...