sexta-feira, 1 de novembro de 2024

INB divulga vídeo com "fakenews" sobre unidade que operou com material radioativo, comandada agora por coreanos

 


A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) está divulgando um vídeo repleto de fakenews sobre a Unidade de Materiais Pesados, em Buena, no município de São Francisco de Itabapoana (RJ), comandada desde julho pela coreana ADL.  Segundo a INB, durante 70 anos a unidade produziu “riqueza para o Brasil” e agora, dirigida pela empresa coreana, Buena é agora o “oásis da prosperidade”. No vídeo, o narrador não identificado informa que pelo negócio, vão entrar no caixa da INB cerca de R$ 1,1 milhão, porque a direção da companhia tem visão estratégica. "O medo virou esperança", comenta a narradora.


Quando a INB divulga que Buena produziu riqueza para o Brasil, comete um estrondoso fakenews: para o país ou para um grupo que se enriqueceu e sumiu do mapa com os cofres cheios? A INB não divulga, mas durante décadas, do litoral de Buena, do Espirito Santo e Bahia, um grupo de civis e militares, apoiado pelo governo, subtraiu toneladas de areias monazíticas ricas em terras raras, urânio e tório, entre outros minerais. Eles estavam de olho nas cifras milionárias que os minérios podiam render, principalmente quando exportados para os Estados Unidos. Assim fundaram a Orquima, em São Paulo, sucedida pela Usina de Santo Amaro (USAM), da Nuclemon, e INB desde 1988. Lá, trabalharam os operários que morreram e ficaram doentes contaminados por radiação. 

Os sobreviventes ainda lutam na Justiça por indenização, através da Associação Nacional de Trabalhadores da Produção Nuclear (ANTPEN), criada em 2006 para defendê-los. Eles também lutam na Justiça para a manutenção de um plano de saúde para o tratamento contra o câncer, doenças pulmonares e respiratórias, constantemente cortado. Quando a INB assume que está em Buena desde 1949, a empresa assume a responsabilidade pelo passivo ambiental a Orquima.

OÁSIS DE PROSPERIDADE - 


Em maio de 2023, BLOG denunciou a condições precárias da unidade de Buena: casos de funcionários doentes com AVC, depressão e falecimentos, ameaça de falta de água, agravada por cerca de três quilômetros de tubulação perdidos, a falta de informações sobre o destino de equipamentos fora de uso. Eram alguns dos problemas envolvendo a desativação da unidade que estava prestes a ser descomissionada. A INB não retornou os contatos sobre a matéria publicada no dia 15/5/2023. A Prefeitura, fez o mesmo, mas postou em sua página, no dia 19/5, a informação sobre a tubulação, que “não poderá ser aproveitada, sendo necessária a troca dos equipamentos”. 

Depois de a notícia sobre a falta de água aqui divulgada, a Prefeitura informou que estava atuando junto a Águas do Rio para “resguardar os direitos da população e impedir a interrupção dos serviços’, que segundo o próprio órgão, há 35 anos de responsabilidade da INB. 

CAMPO DE FUTEBOL - 

Em julho deste ano, o BLOG noticiou o contrato entre a INB e a empresa coreana ADL, que se diz produzir minerais no Brasil, do Grupo ADL, adquirindo os direitos de gestão da Unidade de Buena. Diversas informações foram divulgadas na época pelo português TOP NEWS, no portal Cascais, com participação de correspondente coreano.

Nesta segunda-feira (04/11/2024) a ADL informou que a planta de Buena "nada tem tem a ver com materiais radioativos"; e que que "trabalha com materiais pesados onde são separados quatro minerais em um processo totalmente ecológico, sem qualquer deterioração ou qualquer problema ambiental".

Seis meses após a matéria sobre o conyrato, a INB divulga o vídeo, um verdadeiro espanto por conta da quantidade e imagens sem as informações necessárias. Dois prováveis funcionários da INB destacam-se no vídeo sem serem identificados. Justificam a importância das atividades da coreana em Buena, com a contratação de 80 trabalhadores da região, provavelmente operários que vão operar os minérios dentro e fora da unidade.  

No vídeo, não há informações sobre quais são os materiais que estão sendo manuseados, a quantidade, para onde irão, questões sobre a segurança dos trabalhadores, fiscalização da Comissão Nacional de Energia Nuclear e do Ibama, entre outros passam sem qualquer menção. Mas enaltecem o fato de a coreana ter instalado laboratório e internet de ponta no local, além de câmeras de segurança. No vídeo, a INB enfatiza que a coreana bancou um campo de futebol para a alegria dos operários moradores. 

 LEIA NO BLOG: 15/05/2023 – 

Unidade que processava material radioativo será fechada; haverá demissão e corte de água, em Buena (RJ); 22/05/2023 – Unidade que operou com material radioativo vira sucata: há casos de operários doentes e ameaça de falta de água na região. 

(FOTOS: UNIDADE EM BUENA - As duas primeiras fotos foram cedidas por fontes no ano passado; a terceira, é reprodução do vídeo)

COLABORE COM O BLOG – SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849).

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Governo realiza exercício simulado de emergência nuclear em unidade militar na Ilha do Governador

 


Um exercício simulado para situações de emergência na Central Nuclear de Angra dos Reis será realizado no período de 30 de outubro a 1 de novembro, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador (RJ). O exercício terá a supervisão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), e coordenação da Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro. 


Segundo a Eletronuclear, gestora das usinas nucleares, o exercício parcial permite que sejam testados novos procedimentos e protocolos de resposta a uma situação de emergência nuclear, sem que as atividades de campo estejam acontecendo. O resultado será avaliado pelos colegiados do Sipron, podendo resultar em melhorias nos manuais e procedimentos. No dia 30/10 será realizada a cerimônia de abertura e a apresentação do planejamento e a dinâmica do exercício. No dia 31/10 ocorrerá efetivamente o exercício no período de 9h às 16h e, no dia primeiro de novembro será a vez da avaliação do evento pelas instituições. 

Todas as 60 instituições componentes do Sipron estarão presentes no exercício. Os três centros de resposta serão ativados: um centro local, um centro estadual e um centro federal. Em média, são 20 participantes em cada centro. A Eletronuclear informou que estará diretamente envolvida no evento com a Defesa Civil Estadual do RJ e a Defesa Civil do município de Angra dos Reis, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a CNEN, o Ibama, as Forças Armadas, além de outras instituições e ministérios.

 Os exercícios de resposta a uma emergência nuclear acontecem todos os anos, alternando-se entre as formas parcial e geral, isto é, com movimentação das equipes no terreno. “O objetivo dos treinamentos é garantir a proteção da população, do meio ambiente e dos trabalhadores da Central Nuclear” informou a companhia. 

(FONTE/FOTO: Central Nuclear e Centro de Instruções -

Colabore com o BLOG - Seis anos de jornalismo independente – Contribua via pix: 21 99601-5849).

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Eletronuclear retira do site informações sobre usinas nucleares; INB entrega 20ª recarga para Angra 2

 


Embora a Eletronuclear tenha retirado de seu site a informação de que Angra 2 será desligada no dia 8 de novembro para a troca de combustível, é provável que o fato ocorra, pois o último transporte da 20ª recarga da central atômica (urânio enriquecido), foi realizado nesta sexta-feira (25/10). A produção da recarga cabe à Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende/RJ, a quem a Eletronuclear deve cerca de R$ 500 milhões. 

No site da Eletronuclear, na área reservada a "FATO RELEVANTE”, até recentemente, constava a informação sobre a parada para a troca de combustível de Angra 2 (08/11) e Angra 1, em abril de 2025. Mas ambas as informações foram retiradas., ficando apenas "fato relevante"  Segundo técnicos do setor não está descartada a possibilidade de a Eletronuclear ter levado em conta um provável atraso na entrega da recarga, pois coincidiu com a paralisação da produção das pastilhas por alguns dias por falta de sapatilhas para proteger os trabalhadores de contaminação radioativa. A INB confirmou o fato depois e informou a aquisição de 200 sapatilhas para a FCN.  


RECARGA - 

Segundo a INB, este foi o sétimo carregamento dos elementos combustíveis, iniciado no dia 04/10. Ao todo, foram transportados, sob responsabilidade da Eletronuclear, 48 elementos combustíveis, que utilizaram aproximadamente 11.000 varetas com pastilhas de urânio enriquecido na fabricação. 

Os elementos combustíveis foram transportados em caminhão de Resende até a Central Nuclear em Angra dos Reis. São estruturas metálicas com até cinco metros formadas por um conjunto de varetas onde são colocadas pastilhas de urânio enriquecido entre 2% a 5%. A recarga é o processo de reabastecimento de uma usina nuclear por meio da substituição de elementos combustíveis descarregados por novos. 

 FOTO: ELETRONUCLEAR – 

COLABORE COM O BLOG – SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 99601-5849 

sábado, 19 de outubro de 2024

Fernanda Giannasi alerta sobre o perigo da aprovação por mais cinco anos do cancerígeno amianto para exportação

 


“O Supremo Tribunal Federal (STF) começou ontem (18/10), em plenário virtual, o julgamento da indecente, abjeta, porque não dizer imoral, e certamente inconstitucional Lei 20.514/2019 do estado de Goiás, que permite a extração do mineral cancerígeno AMIANTO para fins exclusivos de exportação por mais cinco anos; lei esta que nos constrange perante o mundo pela prática de racismo ambiental ou dupla moral, isto é - faz mal e é proibido no Brasil mas pode poluir o restante do planeta, pois não estamos nem aí: quatro dos nove ministros que estão desimpedidos para votar já depositaram sus votos a favor da inconstitucionalidade da Lei 20.514 de 2019. 

O problema está no tempo para a lei entrar em vigor, pois temos, até agora, dois ministros que votaram para que não haja mais prazo; um, que dá mais um ano de clemência e um outro, muito conhecido dos brasileiros por suas decisões, concedendo mais cinco anos de licença para matar. Acompanharemos, com nossos advogados, diligentemente a votação que se encerrará em 25/10/2024 às 23:59 e que esperamos crave finalmente o último prego neste caixão e nos livre da mortal catástrofe sanitária do século XX”. 

Fernanda Giannasi – Fiscal do Trabalho, fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), vencedora do prêmio “Faz a Diferença” de O Globo, de 2017, entre outros, internacionais. 

Leia no BLOG outras notícias sobre os males provocados pelo amianto: em 16/4/2018, “Livro dá voz às vítimas e a luta pelo banimento do amianto no Brasil”; em 01/03/2019, “Fernanda Giannasi e a sua luta para banir o amianto. Ela também já sofreu preconceito”; 02/7/2019, “Banimento do amianto é tema de audiência pública na Câmara dos Deputados”; 19/07/2019, “Associação dos procuradores do Trabalho quer anular Lei Caiado a favor do amianto”; 14/02/2020, “Eternit passa por cima de decisão do STF e anuncia retomada da exploração do amianto, produto cancerígeno”; 16/08/2021, “Cancerígeno amianto: Justiça decide por suspensão imediata das atividades de extração, exploração, beneficiamento, comercialização, transporte e exportação, a pedido do Ministério Público Federal”.  

FOTO: ACERVO PESSOAL E ABREA – 

COLABORE COM O BLOG. SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX: 21 996015849  

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

CNEN DIVULGA NOTA: "concentrações de urânio nas águas dos poços de comunidade no Ceará são de origem natural"

 

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) acaba de divulgar nota garantindo que não há problemas de contaminação por urânio nas águas de poços na comunidade de Trapiá, em Santa Quitéria, no Ceará. Eis a nota: 

“A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão regulador do setor nuclear, vem esclarecer informações veiculadas por programa televisivo do Estado de Ceará acerca da não potabilidade da água na comunidade de Trapiá e sua associação com o Projeto Santa Quitéria (PSQ), relativo à mina de urânio em processo de licenciamento pela CNEN. O PSQ é um empreendimento do Consórcio Santa Quitéria, que visa à extração e ao beneficiamento de urânio e fosfato em Santa Quitéria, localidade com significativa concentração natural de urânio. Importante destacar que a Mina ainda não se encontra em operação, estando no início do processo de licenciamento e possuindo apenas autorização do local onde poderá vir a operar no futuro. Assim, a CNEN pode afirmar que as concentrações de urânio presentes nas águas subterrâneas no entorno do empreendimento são de origem natural, não tendo qualquer relação com o PSQ. O Urânio possui dois tipos de toxidez, a radiológica e a química, sendo a química mais restritiva que a radiológica. O controle da toxidez química é realizado considerando o limite de concentração de urânio de 0,03mg/L (Portaria GM/MS n° 888/2021) e da toxidez radiológica, por meio do nível de referência de dose de 1mSv/a (Anexo L da Norma CNEN 3.01/2024). Esses valores são utilizados pelo Ministério da Saúde, autoridade competente para o estabelecimento de critérios de potabilidade da água. A CNEN está acompanhando a situação e colaborando com as autoridades responsáveis pelas ações relacionadas aos poços de água em Trapiá/CE” .

A CNEN NÃO INFORMOU, MAS O CONSÓRCIO SANTA QUITÉRIA É UMA PARCERIA DO GRUPO GALVANI COM A INDÚSTRIAS NUCLEARES DO BRASIL (INB).   

(COLABORE COM O BLOG – SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA – VIA PIX: 21 99601-5849)

Urânio encontrado em água de poços no Ceará assusta população, entidades civis e governo

 


Uma grande concentração de urânio (material radioativo) podendo chegar a oito vezes acima do normal, foi encontrada na água extraída de poços que abasteciam o distrito de Trapiá, em Santa Quitéria, no Ceará. Trata-se de resultados de testes encomendados pelo Governo do Estado que indicaram os dados, que geraram bastante surpresa. A reportagem assinada por Thiago Rodrigues, foi publicada em primeira mão pelo jornal A VOZ, do Ceará, na segunda-feira (14/10). As informações foram apresentadas na ocasião em uma audiência pública na comunidade, que reuniu a Secretaria de Saúde municipal e estadual, Defesa Civil entre outras instituições. 


Os dados não estão completos; é necessário saber desde quando há essa contaminação, de onde veio, se há ligação com o material da jazida de Itataia (distante 90km em linha reta) e qual potencial danoso. A medição indicou que o grau encontrado em algumas amostras pode chegar de sete a oito vezes acima do parâmetro normal. Como medida de emergência, todos os poços foram interditados. 

O pedido feito pelas autoridades é que a população consuma apenas da adutora, que deve começar a funcionar a partir desta semana ou de outras fontes legalizadas. Até lá, Trapiá segue sendo abastecido com caminhões-pipa de água potável da Companhia local. “Paralelo a isso, um trabalho de investigação mais minucioso será feito nos próximos dias. Uma equipe do Ministério da Saúde, em parceria com a Sesa, será enviada ao distrito, onde submeterá a mais análises e exames nos moradores, para verificar se houve contaminação com o material. Observando a série histórica de anos anteriores, a Secretaria de Saúde não identificou casos de câncer ou alguma anormalidade de doenças na região, que levantasse suspeita”. 

VISTORIA FAZ UM ANO - 

A preocupação com a mina de urânio, localizada em Santa Quitéria, com área de influência direta em Itatira, Catunda e Boa Viagem, municípios localizados no Sertão Central cearense, reuniu no dia 20 de setembro de 2023 representantes da Fiocruz Ceará, por meio da Coordenação de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (CAAPS), da área de Saúde e Ambiente e do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Os relatos sobre doenças como câncer e outras questões relacionadas à saúde chamaram a atenção pela gravidade. O BLOG também encontrou vídeos nas redes sociais respaldando a preocupação dos envolvidos na questão. 

Com 10 anos de atuação, o movimento nacional surgiu no Pará em luta contra a Vale e hoje atua em 14 estados brasileiros, incluindo o Ceará. O grupo não se coloca contrário à mineração, mas busca que a prática esteja a serviço da população, com respeito ao meio ambiente. A Mina pertence a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Considerada a quarta maior mina de urânio do mundo, a de Santa Quitéria esteve embargada pelo Ibama por comprometer questões como a saúde e a água, segundo os participantes da reunião. Na reunião realizada no ano passado, foram apresentadas duas grandes demandas para a Fiocruz: a preocupação com a água e com a saúde. 

Para ter ideia, segundo os dados apresentados pelo grupo, um terço do território do estado do Ceará está envolvido em processos minerários e isso representa uma extensão muito considerável de terras para a exploração, por exemplo, do cobre”, avaliava Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz Ceará. Outra preocupação da comunidade relatada pelos representantes do MAM é a percepção no aumento significativo de diversos tipos de cânceres na região, principalmente no raio próximo à mina, maior que em outras regiões do Ceará. 

Já há uma preocupação se, nas condições ambientais atuais, com a radiação natural, se já há efeitos na saúde, além do temor com que a possível exploração da mina viria a prejudicar mais ainda essa população”, informava Vanira Pessoa, coordenadora da CAAPS. Além do câncer, eles falaram muito do medo das malformações fetais e da incidência de casos de abortos espontâneos e partos prematuros que também percebem na população local”, acrescenta. Dentre as solicitações para parceria entre a Fiocruz Ceará e o MAM, o desenvolvimento de um estudo epidemiológico de base na população de área de influência da mina para avaliar impactos futuros na saúde, em caso de reativação. Além deste estudo, também sugeriu a formação para o SUS no território, tanto para agentes comunitários e populares quanto para profissionais da Estratégia Saúde da Família, buscando identificar esses impactos na saúde com o avanço da mineração. 

FOTO/FONTE: MATÉRIA DE ABERTURA JORNAL A VOZ – REPORTAGEM DE THIAGO RODRIGUES – 

SEGUNDA FONTE, EM 20/09/2023 - FIOCRUZ CEARÁ – MINA/ INB – JORNAIS LOCAIS –

 COLABORE COM O BLOG – SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE – CONTRIBUA VIA PIX 21 99601-5849 - CONTATO: malheiros.tania@gmail.com  

Produção de pastilhas de urânio normaliza com a chegada de 200 sapatilhas; problema "bizarro" continua sem explicação

 


A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) confirmou a informação divulgada ontem pelo BLOG sobre a paralisação da produção de pastilhas de urânio por conta da falta de sobressapatos, espécie de sapatilha usada por trabalhadores da Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ). Segundo a INB, o trabalho foi normalizado ontem (16/10), à tarde, quando a FCN recebeu 200 pares de sobressapato. A empresa não informou o motivo da falta do material em área altamente estratégica. 

O uso do equipamento é obrigatório em áreas como a de produção de pastilhas de urânio e estava em falta, como constatou a Comissão Nacional de Energia Nuclear durante uma vistoria. Em virtude do problema, a CNEN paralisou a produção. A INB informou que até amanhã, sexta-feira, (18/10), novos lotes da "sapatilha" chegam à fábrica. 

Segundo a empresa, a paralisação não acarretará prejuízo de produção ou financeiro, sem explicar de que forma, já que a produção ficou parada quase três dias.

 As pastilhas são usadas nas recargas de urânio enriquecido que abastecem as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, da Eletronuclear. Técnicos do setor nuclear disseram ao BLOG que ficaram “abismados” com o problema "bizarro", fruto da falta de responsabilidade e de profissionalismo da direção da INB, que deixou o material acabar, colocando em risco a segurança das instalações e dos trabalhadores. 

A FCN é um conjunto de unidades industriais dedicadas ao processamento de quatro etapas do ciclo do combustível nuclear. O primeiro é o enriquecimento isotópico de urânio, seguido da reconversão, e, por fim, a produção de pastilhas e a montagem do combustível que abastece os reatores das usinas nucleares de Angra dos Reis. 

(FOTO: INB) - 

COLABORE COM O BLOG – SEIS ANOS DE JORNALISMO INDEPENDENTE. CONTRIBUA VIA PIX- 21 996015849

Em destaque

Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear - Editora Lacre

O livro “Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, da jornalista Tania Malheiros, em lançamento pela Editora Lacre, avança e apr...