quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Empresas australianas se aliam de olho nas terras raras de Caldas, em Minas Gerais

 

Duas empresas australianas se aliam no projeto para extração e beneficiamento de terras raras no município mineiro de Caldas. O negócio anunciado na noite de ontem (30/9) estaria movimentando R$ 3,5 bilhões. A dupla empresarial australiana informa que dialoga com o governo brasileiro – 


Rio de Janeiro, 01 de outubro de 2026 - As empresas australianas Lynas Rare Earths e Meteoric Resources anunciaram ontem à noite (30/09) um acordo para aquisição e nova etapa do Projeto Caldeira, em Caldas, Minas Gerais, visando à extração e os processos de purificação de terras raras em argilas iônicas, o maior fora China. Segundo o anúncio, a Lynas mantém experiência global em produção e separação de terras raras e “abre novas perspectivas para investimento, desenvolvimento tecnológico e agregação de valor no Brasil”. O negócio estaria envolvendo R$ 3,5 bilhões. 

Em nota divulgaram que estabeleceram diálogos com representantes do governo brasileiro, diante da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. “As companhias reafirmaram às autoridades brasileiras o compromisso com uma relação institucional transparente e construtiva e com o cumprimento integral dos procedimentos e aprovações regulatórias aplicáveis à transação”, consta em nota. Projeto Caldeira, informaram que, “ganha escala para uma nova etapa de desenvolvimento”. Qual? A combinação dos ativos das duas companhias reúne dois recursos minerais de terras raras de relevância internacional e características complementares: o depósito de Mt Weld, na Austrália Ocidental, desenvolvido em rocha dura, e o Projeto Caldeira, formado por mineralização em argilas iônicas em Minas Gerais. 


Os Recursos Minerais do Projeto Caldeira contêm aproximadamente 802 mil toneladas de NdPr (neodímio e praseodímio) e 41 mil toneladas de DyTb (disprósio e térbio)1. Esses elementos são utilizados em aplicações tecnológicas avançadas, incluindo ímãs permanentes de alta performance empregados em veículos elétricos, geração de energia eólica, produtos eletrônicos e outras tecnologias. Para a Lynas, a incorporação do Projeto Caldeira resulta em um aumento de 79% em seus Recursos Minerais existentes e de 26% em suas Reservas de Minério, com base nas premissas e referências técnicas utilizadas pelas empresas2.  

Para o Projeto Caldeira, “a transação representa acesso à experiência técnica e operacional da Lynas e a uma estrutura financeira com capacidade para apoiar seu desenvolvimento”. As empresas informaram seus bastidores financeiros: “Em 30 de junho de 2026, a Lynas possuía aproximadamente A$ 1,2 bilhão em caixa e depósitos de curto prazo. Como parte do acordo, a Lynas também concordou em disponibilizar à Meteoric uma linha de financiamento interina de até A$ 110 milhões, destinada à continuidade do desenvolvimento do Projeto Caldeira, aos custos relacionados à implementação da transação e às necessidades de capital de giro durante o processo”. 

(FOTOS – METEORIC) - 

Colabore com o blog – oito anos de jornalismo independente – contribua via pix: 21 99601-5849 – contato – malheiros.tania@gmail. com   

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Em destaque

Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear - Editora Lacre

O livro “Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear”, da jornalista Tania Malheiros, em lançamento pela Editora Lacre, avança e apr...