terça-feira, 5 de novembro de 2024

Em 2025, quatro áreas serão liberadas para licitação da exploração de urânio no Brasil, anuncia o presidente da INB

 


Quatro áreas serão disponibilizadas para a licitação da exploração de urânio ao longo de 2025. A informação foi dada ontem (04/11) pelo presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Adauto Seixas, durante evento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), liderada pelos Estados Unidos, que reuniu representantes de 12 países, no Rio. Adauto mencionou o Pró-Urânio, Programa de Parcerias em Prospecção e Lavra de Urânio e materiais associados, com o qual a INB pretende selecionar parceiros para a retomada da pesquisa mineral em projetos exploratórios da empresa. A INB está sediando o evento, para uma semana de debates técnicos sobre a pesquisa mineral de urânio e a garantia de sua oferta futura para o Brasil e o mundo. 

Adauto tem grande experiência nas questões envolvendo urânio. Ele tomou posse na presidência da INB em setembro de 2023, depois de passar cerca de 30 anos atuando na unidade da empresa, em Caldas (MG), onde até hoje há um passivo ambiental sem precedentes na história do País. Segundo a INB, o objetivo do evento é “revisar as metodologias em uso pelos países membros da AIEA para reportar recursos de urânio, especialmente os recursos potenciais que ainda não foram descobertos, e avaliar as ferramentas disponíveis para sua avaliação e quantificação, de forma a produzir inventários mais precisos sobre a disponibilidade futura do minério”. 

“Nosso país tem um vasto potencial para a prospecção de urânio, com uma grande quantidade de recursos minerais ainda não descobertos. Então, para nós, o tema a ser discutido neste evento é de extrema relevância. Com o aumento esperado de demanda nos próximos anos, o mundo vai precisar de novos fornecedores. E a INB, como detentora da prerrogativa de realizar a pesquisa e lavra de urânio no país, tem e terá um papel central na prospecção de novas jazidas de urânio aqui no Brasil”, afirmou Adauto. 

O representante da Agência Internacional de Energia Atômica, Mark Mihalasky, disse que a intenção de promover um encontro técnico sobre o tema é antiga. “É um encontro muito importante, porque agora estamos começando a ver um renascimento nuclear”, afirmou. Mihalasky apresentou dados do setor, como as usinas nucleares em funcionamento e em construção no mundo, demonstrando a tendência de aumento da demanda por urânio e a importância de pesquisar e avaliar esses recursos minerais. 

Representando o Ministério de Minas e Energia, Vitor Saback, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, falou sobre a relevância das discussões realizadas no evento para o futuro da energia nuclear: “A avaliação e quantificação de recursos minerais de urânio é de extrema importância para o nosso país e uma prioridade para o Ministério de Minas e Energia”. Saback destacou ainda que o crescimento da energia nuclear no Brasil está diretamente vinculado aos compromissos internacionais do Brasil de descarbonização e à transição para uma economia de baixo carbono. 

“Entendemos que a correta avaliação de nossas reservas é essencial para planejarmos o futuro de nossa matriz energética e garantirmos a segurança energética do país”, complementou. Vitor Saback vem do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ocupou o cargo de assessor especial de Paulo Guedes, cuidou do relacionamento do Ministério da Economia com o Congresso Nacional. Em 2020, tornou-se diretor da Agência Nacional de Águas, tendo sido fundamental para a privatização do saneamento básico, por meio da aprovação do Marco Regulatório do setor. 

Saback também é ligado aos senadores Davi Alcolumbre e Rogério Marinho, já defendeu publicamente o livre mercado e acumula condecorações de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e das Forças Armadas, conforme consta em sua biografia pública. A cerimônia de abertura contou ainda com a presença de representantes da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB), entre outras empresas e instituições ligadas ao setor. O evento segue até o dia 8 de novembro. Na data, será realizada uma visita à Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende/RJ. 

(FONTE E FOTO: INB) 

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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Angra 2: 1.241 profissionais, sendo 115 estrangeiros contratados, além de 500 servidores da Eletronuclear no roteiro para o reabastecimento de seu reator

 


A Eletronuclear contratou 1.241 profissionais, incluindo 115 estrangeiros - além de 500 trabalhadores da companhia - para as atividades envolvendo a troca de combustível (urânio enriquecido) da usina Angra 2. A unidade receberá a 20ª recarga produzida pela empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), passando antes também por processo na Urenco (consórcio de empresas da Inglaterra, Holanda e Alemanha). As atividades começaram no dia 24/10 para o desligamento da usina programado para a sexta-feira (08/11). Entre os primeiros trabalhos estão a manutenção do transformador auxiliar e a revisão da bomba de injeção de segurança. 


Segundo a Eletronuclear, cerca de 4.500 atividades foram planejadas e estão sendo executadas. Algumas das equipes já estão em operação, enquanto outras finalizam etapas de exames médicos e treinamentos, por exemplo. A física do reator, Mônica Geórgia Lúcia Oliveira, responsável pela equipe de recebimento dos elementos combustíveis, comentou: "Recebemos o combustível e realizamos diversas análises para assegurar que ele está em condições adequadas para o uso futuro no reator, sem contaminantes ou falhas estruturais".

DESAFIOS CONSTANTES - 

Em março deste ano, visando evitar riscos elétricos para os trabalhadores, após identificação de pontos quentes em conexões do transformador do gerador elétrico principal de Angra 2, a usina nuclear foi desligada. O problema foi verificado durante uma inspeção termográfica de rotina, na área externa da unidade atômica. Os trabalhos precisaram que o transformador fosse desenergizado, evitando riscos elétricos para os trabalhadores. 

Em novembro de 2022, Angra 2 foi desligada: Um desarme automático do conjunto turbogerador, na parte não nuclear de Angra 2, devido ao “acionamento da proteção de falha para terra do rotor do gerador principal”, desconectou a usina nuclear do Sistema Interligado Nacional (SIN). A unidade operava a 100% de potência quando ocorreu o problema. A informação foi confirmada pela Eletronuclear nesta quinta-feira (10/11). Segundo a companha, todos os sistemas de segurança atuaram adequadamente, tendo o reator de Angra 2 permanecido em funcionamento com 23% de potência, conforme previsto em projeto. “O episódio não representou qualquer risco aos trabalhadores da central nuclear, à população ou ao meio ambiente”, informou a Eletronuclear.

ANO 2020 – OXIDAÇÃO -

Em julho, conforme o BLOG divulgou, problemas ocorreram durante o reabastecimento de combustível (urânio enriquecido), em Angra 2, que havia sido desligada no dia 22/6. Segundo a estatal, na inspeção foi detectada, “nos elementos combustíveis carregados no último ciclo, uma oxidação inesperada no revestimento dos tubos que contém as pastilhas de urânio enriquecido”. 

UM POUCO DA HISTÓRIA - 

A segunda usina nuclear do governo brasileira começou a operar comercialmente em 2001. Com potência de 1.350 megawatts, o equivalente a 20% da energia elétrica consumida na cidade do Rio de Janeiro. A usina conta com um reator de água pressurizada (PWR) de tecnologia alemã da Siemwns/KWU (hoje Areva NP), fruto de acordo nuclear entre Brasil e Alemanha, assinado em 1975. Angra 2 começou a ser construída em 1981, mas teve o ritmo das obras desacelerado a partir de 1983, parando de vez em 1986. A unidade foi retomada no final de 1994 e concluída em 2000. O custo da produção da usina não costuma ser revelado, nem as despesas com as paradas por problemas técnicos, muito menos, com a troca de combustível. Há cerca de cinco anos, o combustível custava R$ 286 milhões.

(FOTOS: ELETRONUCLEAR) – 

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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

INB divulga vídeo com "fakenews" sobre unidade que operou com material radioativo, comandada agora por coreanos

 


A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) está divulgando um vídeo repleto de fakenews sobre a Unidade de Materiais Pesados, em Buena, no município de São Francisco de Itabapoana (RJ), comandada desde julho pela coreana ADL.  Segundo a INB, durante 70 anos a unidade produziu “riqueza para o Brasil” e agora, dirigida pela empresa coreana, Buena é agora o “oásis da prosperidade”. No vídeo, o narrador não identificado informa que pelo negócio, vão entrar no caixa da INB cerca de R$ 1,1 milhão, porque a direção da companhia tem visão estratégica. "O medo virou esperança", comenta a narradora.


Quando a INB divulga que Buena produziu riqueza para o Brasil, comete um estrondoso fakenews: para o país ou para um grupo que se enriqueceu e sumiu do mapa com os cofres cheios? A INB não divulga, mas durante décadas, do litoral de Buena, do Espirito Santo e Bahia, um grupo de civis e militares, apoiado pelo governo, subtraiu toneladas de areias monazíticas ricas em terras raras, urânio e tório, entre outros minerais. Eles estavam de olho nas cifras milionárias que os minérios podiam render, principalmente quando exportados para os Estados Unidos. Assim fundaram a Orquima, em São Paulo, sucedida pela Usina de Santo Amaro (USAM), da Nuclemon, e INB desde 1988. Lá, trabalharam os operários que morreram e ficaram doentes contaminados por radiação. 

Os sobreviventes ainda lutam na Justiça por indenização, através da Associação Nacional de Trabalhadores da Produção Nuclear (ANTPEN), criada em 2006 para defendê-los. Eles também lutam na Justiça para a manutenção de um plano de saúde para o tratamento contra o câncer, doenças pulmonares e respiratórias, constantemente cortado. Quando a INB assume que está em Buena desde 1949, a empresa assume a responsabilidade pelo passivo ambiental a Orquima.

OÁSIS DE PROSPERIDADE - 


Em maio de 2023, BLOG denunciou a condições precárias da unidade de Buena: casos de funcionários doentes com AVC, depressão e falecimentos, ameaça de falta de água, agravada por cerca de três quilômetros de tubulação perdidos, a falta de informações sobre o destino de equipamentos fora de uso. Eram alguns dos problemas envolvendo a desativação da unidade que estava prestes a ser descomissionada. A INB não retornou os contatos sobre a matéria publicada no dia 15/5/2023. A Prefeitura, fez o mesmo, mas postou em sua página, no dia 19/5, a informação sobre a tubulação, que “não poderá ser aproveitada, sendo necessária a troca dos equipamentos”. 

Depois de a notícia sobre a falta de água aqui divulgada, a Prefeitura informou que estava atuando junto a Águas do Rio para “resguardar os direitos da população e impedir a interrupção dos serviços’, que segundo o próprio órgão, há 35 anos de responsabilidade da INB. 

CAMPO DE FUTEBOL - 

Em julho deste ano, o BLOG noticiou o contrato entre a INB e a empresa coreana ADL, que se diz produzir minerais no Brasil, do Grupo ADL, adquirindo os direitos de gestão da Unidade de Buena. Diversas informações foram divulgadas na época pelo português TOP NEWS, no portal Cascais, com participação de correspondente coreano.

Nesta segunda-feira (04/11/2024) a ADL informou que a planta de Buena "nada tem tem a ver com materiais radioativos"; e que que "trabalha com materiais pesados onde são separados quatro minerais em um processo totalmente ecológico, sem qualquer deterioração ou qualquer problema ambiental".

Seis meses após a matéria sobre o conyrato, a INB divulga o vídeo, um verdadeiro espanto por conta da quantidade e imagens sem as informações necessárias. Dois prováveis funcionários da INB destacam-se no vídeo sem serem identificados. Justificam a importância das atividades da coreana em Buena, com a contratação de 80 trabalhadores da região, provavelmente operários que vão operar os minérios dentro e fora da unidade.  

No vídeo, não há informações sobre quais são os materiais que estão sendo manuseados, a quantidade, para onde irão, questões sobre a segurança dos trabalhadores, fiscalização da Comissão Nacional de Energia Nuclear e do Ibama, entre outros passam sem qualquer menção. Mas enaltecem o fato de a coreana ter instalado laboratório e internet de ponta no local, além de câmeras de segurança. No vídeo, a INB enfatiza que a coreana bancou um campo de futebol para a alegria dos operários moradores. 

 LEIA NO BLOG: 15/05/2023 – 

Unidade que processava material radioativo será fechada; haverá demissão e corte de água, em Buena (RJ); 22/05/2023 – Unidade que operou com material radioativo vira sucata: há casos de operários doentes e ameaça de falta de água na região. 

(FOTOS: UNIDADE EM BUENA - As duas primeiras fotos foram cedidas por fontes no ano passado; a terceira, é reprodução do vídeo)

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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Governo realiza exercício simulado de emergência nuclear em unidade militar na Ilha do Governador

 


Um exercício simulado para situações de emergência na Central Nuclear de Angra dos Reis será realizado no período de 30 de outubro a 1 de novembro, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador (RJ). O exercício terá a supervisão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), e coordenação da Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro. 


Segundo a Eletronuclear, gestora das usinas nucleares, o exercício parcial permite que sejam testados novos procedimentos e protocolos de resposta a uma situação de emergência nuclear, sem que as atividades de campo estejam acontecendo. O resultado será avaliado pelos colegiados do Sipron, podendo resultar em melhorias nos manuais e procedimentos. No dia 30/10 será realizada a cerimônia de abertura e a apresentação do planejamento e a dinâmica do exercício. No dia 31/10 ocorrerá efetivamente o exercício no período de 9h às 16h e, no dia primeiro de novembro será a vez da avaliação do evento pelas instituições. 

Todas as 60 instituições componentes do Sipron estarão presentes no exercício. Os três centros de resposta serão ativados: um centro local, um centro estadual e um centro federal. Em média, são 20 participantes em cada centro. A Eletronuclear informou que estará diretamente envolvida no evento com a Defesa Civil Estadual do RJ e a Defesa Civil do município de Angra dos Reis, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a CNEN, o Ibama, as Forças Armadas, além de outras instituições e ministérios.

 Os exercícios de resposta a uma emergência nuclear acontecem todos os anos, alternando-se entre as formas parcial e geral, isto é, com movimentação das equipes no terreno. “O objetivo dos treinamentos é garantir a proteção da população, do meio ambiente e dos trabalhadores da Central Nuclear” informou a companhia. 

(FONTE/FOTO: Central Nuclear e Centro de Instruções -

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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Eletronuclear retira do site informações sobre usinas nucleares; INB entrega 20ª recarga para Angra 2

 


Embora a Eletronuclear tenha retirado de seu site a informação de que Angra 2 será desligada no dia 8 de novembro para a troca de combustível, é provável que o fato ocorra, pois o último transporte da 20ª recarga da central atômica (urânio enriquecido), foi realizado nesta sexta-feira (25/10). A produção da recarga cabe à Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende/RJ, a quem a Eletronuclear deve cerca de R$ 500 milhões. 

No site da Eletronuclear, na área reservada a "FATO RELEVANTE”, até recentemente, constava a informação sobre a parada para a troca de combustível de Angra 2 (08/11) e Angra 1, em abril de 2025. Mas ambas as informações foram retiradas., ficando apenas "fato relevante"  Segundo técnicos do setor não está descartada a possibilidade de a Eletronuclear ter levado em conta um provável atraso na entrega da recarga, pois coincidiu com a paralisação da produção das pastilhas por alguns dias por falta de sapatilhas para proteger os trabalhadores de contaminação radioativa. A INB confirmou o fato depois e informou a aquisição de 200 sapatilhas para a FCN.  


RECARGA - 

Segundo a INB, este foi o sétimo carregamento dos elementos combustíveis, iniciado no dia 04/10. Ao todo, foram transportados, sob responsabilidade da Eletronuclear, 48 elementos combustíveis, que utilizaram aproximadamente 11.000 varetas com pastilhas de urânio enriquecido na fabricação. 

Os elementos combustíveis foram transportados em caminhão de Resende até a Central Nuclear em Angra dos Reis. São estruturas metálicas com até cinco metros formadas por um conjunto de varetas onde são colocadas pastilhas de urânio enriquecido entre 2% a 5%. A recarga é o processo de reabastecimento de uma usina nuclear por meio da substituição de elementos combustíveis descarregados por novos. 

 FOTO: ELETRONUCLEAR – 

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sábado, 19 de outubro de 2024

Fernanda Giannasi alerta sobre o perigo da aprovação por mais cinco anos do cancerígeno amianto para exportação

 


“O Supremo Tribunal Federal (STF) começou ontem (18/10), em plenário virtual, o julgamento da indecente, abjeta, porque não dizer imoral, e certamente inconstitucional Lei 20.514/2019 do estado de Goiás, que permite a extração do mineral cancerígeno AMIANTO para fins exclusivos de exportação por mais cinco anos; lei esta que nos constrange perante o mundo pela prática de racismo ambiental ou dupla moral, isto é - faz mal e é proibido no Brasil mas pode poluir o restante do planeta, pois não estamos nem aí: quatro dos nove ministros que estão desimpedidos para votar já depositaram sus votos a favor da inconstitucionalidade da Lei 20.514 de 2019. 

O problema está no tempo para a lei entrar em vigor, pois temos, até agora, dois ministros que votaram para que não haja mais prazo; um, que dá mais um ano de clemência e um outro, muito conhecido dos brasileiros por suas decisões, concedendo mais cinco anos de licença para matar. Acompanharemos, com nossos advogados, diligentemente a votação que se encerrará em 25/10/2024 às 23:59 e que esperamos crave finalmente o último prego neste caixão e nos livre da mortal catástrofe sanitária do século XX”. 

Fernanda Giannasi – Fiscal do Trabalho, fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), vencedora do prêmio “Faz a Diferença” de O Globo, de 2017, entre outros, internacionais. 

Leia no BLOG outras notícias sobre os males provocados pelo amianto: em 16/4/2018, “Livro dá voz às vítimas e a luta pelo banimento do amianto no Brasil”; em 01/03/2019, “Fernanda Giannasi e a sua luta para banir o amianto. Ela também já sofreu preconceito”; 02/7/2019, “Banimento do amianto é tema de audiência pública na Câmara dos Deputados”; 19/07/2019, “Associação dos procuradores do Trabalho quer anular Lei Caiado a favor do amianto”; 14/02/2020, “Eternit passa por cima de decisão do STF e anuncia retomada da exploração do amianto, produto cancerígeno”; 16/08/2021, “Cancerígeno amianto: Justiça decide por suspensão imediata das atividades de extração, exploração, beneficiamento, comercialização, transporte e exportação, a pedido do Ministério Público Federal”.  

FOTO: ACERVO PESSOAL E ABREA – 

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

CNEN DIVULGA NOTA: "concentrações de urânio nas águas dos poços de comunidade no Ceará são de origem natural"

 

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) acaba de divulgar nota garantindo que não há problemas de contaminação por urânio nas águas de poços na comunidade de Trapiá, em Santa Quitéria, no Ceará. Eis a nota: 

“A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão regulador do setor nuclear, vem esclarecer informações veiculadas por programa televisivo do Estado de Ceará acerca da não potabilidade da água na comunidade de Trapiá e sua associação com o Projeto Santa Quitéria (PSQ), relativo à mina de urânio em processo de licenciamento pela CNEN. O PSQ é um empreendimento do Consórcio Santa Quitéria, que visa à extração e ao beneficiamento de urânio e fosfato em Santa Quitéria, localidade com significativa concentração natural de urânio. Importante destacar que a Mina ainda não se encontra em operação, estando no início do processo de licenciamento e possuindo apenas autorização do local onde poderá vir a operar no futuro. Assim, a CNEN pode afirmar que as concentrações de urânio presentes nas águas subterrâneas no entorno do empreendimento são de origem natural, não tendo qualquer relação com o PSQ. O Urânio possui dois tipos de toxidez, a radiológica e a química, sendo a química mais restritiva que a radiológica. O controle da toxidez química é realizado considerando o limite de concentração de urânio de 0,03mg/L (Portaria GM/MS n° 888/2021) e da toxidez radiológica, por meio do nível de referência de dose de 1mSv/a (Anexo L da Norma CNEN 3.01/2024). Esses valores são utilizados pelo Ministério da Saúde, autoridade competente para o estabelecimento de critérios de potabilidade da água. A CNEN está acompanhando a situação e colaborando com as autoridades responsáveis pelas ações relacionadas aos poços de água em Trapiá/CE” .

A CNEN NÃO INFORMOU, MAS O CONSÓRCIO SANTA QUITÉRIA É UMA PARCERIA DO GRUPO GALVANI COM A INDÚSTRIAS NUCLEARES DO BRASIL (INB).   

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