sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Dois pacotes com o radioisótopo Flúor-18 (material radioativo) foram roubados no Rio a caminho de SP

 


Dois pacotes com fontes radioativas (radiofármacos produzidos com o radioisótopo Flúor-18) foram roubados na madrugada de quinta-feira (3/8), de um veículo, que se dirigia para serem entregues em centros médicos em São Paulo. O material é de propriedade do R2 Soluções em Radiofármacia, sediado em Duque de Caxias, na baixada fluminense. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi informada pelo Supervisor de Proteção Radiológica do laboratório produtor R2. A polícia está investigando o caso. 

A meia-vida do radioisótopo Flúor-18 é de 109 minutos. Segundo a CNEN, isto significa que, em poucas horas, a radioatividade do radiofármaco composto por Flúor-18 fica bastante reduzida, não havendo potencial para causar efeitos adversos à saúde. “Ainda assim, esclarecemos que deve ser evitada a abertura do embalado, bem como qualquer contato desnecessário com o material radioativo”, observam os técnicos da CNEN. 

A Comissão informou que o roubo foi comunicado de imediato pelos responsáveis técnicos do laboratório produtor de radioisótopos, que é rotineiramente inspecionado e autorizado pela CNEN. A CNEN segue acompanhando a investigação pelas autoridades policiais. Qualquer informação sobre a localização dos embalados pode ser comunicada através do celular (21) 98368-0763.

FOTO: Radioisótopos IPEN – 

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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Técnicos da Eletronuclear visitam Atucha II para aprender a lidar com emergências em Angra 3


Técnicos da Eletronuclear visitaram a usina nuclear Atucha II, na Argentina, para conhecer o simulador da sala de controle da unidade, similar ao previsto para Angra 3. Segundo a companhia, “o simulador é uma ferramenta fundamental para garantir a segurança das usinas nucleares”, pois permite treinar os operadores da sala de controle, replicando cenários reais, para que se aprenda a lidar com emergências e situações de risco, prevenindo acidentes. A visita ocorreu de 9 a 15 de julho.

 A Eletronuclear informou que a visita é um  intercâmbio que possibilitou ver de perto o simulador da usina argentina, que foi desenvolvido pela Tecnatom, empresa que venceu o processo licitatório para fornecer também a réplica da sala de controle de Angra 3. O contrato foi assinado no dia 17 de julho”, conta o superintendente de Angra 3, Luciano Calixto, que participou da missão com um supervisor de turno, um instrutor de simulador e um engenheiro de hardware de simulador da Eletronuclear. 

A sala de controle de Atucha II tem 30% de interface digital, enquanto a de Angra 3 será totalmente controlada por telas, informaram. Angra 3 terá potência de 1.405 megawatts (MW), sendo capaz de gerar cerca de 12 milhões de megawatts-hora (MWh) anuais. A obra foi retomada em maio deste ano, após embargo da prefeitura de Angra dos Reis. 

O empreendimento está 65% concluído. Angra 3 faz parte do pacote do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, assinado em 1975, pelo general Ernesto Geisel, então presidente da República. As obras da central nuclear começaram em 1984 e sofreram diversas paradas. Angra 3 já consumiu cerca de R$ 7 bilhões e precisa de mais R$ 20 bilhões para ser inaugurada, agora, em 2029, de acordo com a mais recente previsão.

 FOTO: Atucha II – Sites Governo Argentino – 

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segunda-feira, 24 de julho de 2023

Eletronuclear esclarece ao Blog motivo de demora na divulgação do desembargo das obras de Angra 3

 


A Eletronuclear respondeu nesta segunda-feira (24/7) a pergunta do blog sobre a falta de divulgação do desembargo das obras de Angra 3 ocorrido no dia 25 de maio. Eis a resposta: “A Eletronuclear esclarece que o embargo das obras da usina Angra 3 pela prefeitura da cidade foi suspenso em 25 de maio deste ano, e que as atividades no canteiro foram retomadas imediatamente”.  Entretanto, segundo a companhia, “é importante ressaltar que a notícia não foi divulgada neste primeiro momento por se tratar de uma liminar, que podia ser anulada a qualquer momento, permitindo recurso pela prefeitura. Apesar disso, a empresa mantém diálogo construtivo com o município sobre o tema”.

Segue a nota: “Vale ressaltar que a decisão foi obtida através de um mandado de segurança impetrado pela Eletronuclear, em busca do retorno das atividades, que obteve êxito em sede de liminar. Entenda a contestação do embargo pela empresa: Dessa forma, a notícia de suspensão do embargo foi recebida com entusiasmo por toda a equipe da Eletronuclear, que está empenhada em concluir esse importante empreendimento. A construção de Angra 3 é essencial para a região, trazendo benefícios econômicos e sociais significativos. Além disso, a retomada das obras impulsionará a indústria nuclear e fortalecerá a matriz energética nacional”.

FOTO: ELETRONUCLEAR – 

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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Usina nuclear Angra 1 é religada

 


A usina nuclear Angra 1 foi reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) nesta quinta-feira (20), às 12h32. A unidade estava fora do SIN desde o início da tarde de quarta-feira (19;07), devido ao desarme do reator, ocorrido durante um teste de operabilidade das barras de controle. O que provocou o desarme? Quantas vezes o desarme parou a usina? A usina está preparada para durar mais 20 anos? Qual o valor do investimento?

 FOTO: Acervo Eletronuclear – 

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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Angra 1: desarme no reator desligada a usina nuclear

 


A usina nuclear Angra 1 foi desconectada do Sistema Interligado Nacional (SIN), nesta quarta-feira (19), às 14h32. Segundo a Eletronuclear, “o episódio é resultado do desarme do reator ocorrido durante teste de operabilidade das barras de controle”. A companhia garante que “não houve qualquer tipo de risco para os trabalhadores da empresa, população e meio ambiente”. A unidade foi estabilizada na condição de desligada quente.

Popularmente, a usina foi batizada de “Vaga-lume” pela quantidade de vezes que foi desligada. Quando opera 100% sincronizada ao sistema elétrico, gera 654 Megawatts, o equivalente a 10% da energia elétrica consumida da cidade do Rio de Janeiro, que entra no Sistema Integrado Nacional.

MAIS 20 ANOS -

Angra 1 foi comprada em 1970 da norte-americana Westinghouse. Depois de uma série de adiamentos, a central nuclear foi inaugurada em 1981. Outros entraves fizeram com que a usina entrasse em operação comercial em 1985. Em 1994, preia-se que Angra 1 poderia durar 24 anos, ou seja, até o ano de 2018. Hoje, a usina está sendo preparada para durar mais 20 anos.

Em março deste ano, o prefeito Fernando Jordão cobrou explicações do presidente da estatal, Eduardo Grand Court, sobre vazamento de água radioativa ocorrido na usina em setembro do 2022, noticiado pelo jornal O Globo. “Em nenhum momento fui informado sobre o caso, nem a Defesa Civil ou o Centro Integrado de Informações Estratégicas em Saúde. As responsabilidades precisam ser apuradas.” 

Em situações como esta, a notificação é compulsória e imediata, mas a estatal demorou 21 dias para comunicar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), consta na nota divulgada pela Prefeitura. “Além disso, a Eletronuclear primeiro negou o vazamento, mas depois admitiu que cerca de 90 litros de água contaminada escorreram para o mar”. 

FONTE: Acervo Eletronuclear – 

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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Clientes da China compram minerais pesados como monazita, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Buena (RJ)


Clientes da China estão comprando ilmenita, rutilo, zirconita e monazita, conhecidos como minerais pesados estocados na Unidade em Descomissionamento de Buena (UDB), localizada em São Francisco de Itabapoana, RJ, da empresa Indústria Nucleares do Brasil (INB). Foram exportadas 40.000 toneladas de pré-concentrado de minerais pesados em 2022 e 39.000 toneladas em 2023, para diferentes clientes daquele país. Atualmente, 15.000 toneladas de pré-concentrado de minerais pesados estão sendo preparadas para um processo de venda.

 A UDB atuava no processo de separação e na comercialização da ilmenita, rutilo, zirconita e monazita, conhecidos como minerais pesados, extraídos de recursos minerais formados pela regressão do mar – paleopraia. Como as reservas estão esgotadas, a unidade se restringe atualmente à recuperação e comercialização de frações remanescentes de sua operação que ficaram acumuladas no pátio, junto à Usina de Beneficiamento Primário, segundo a INB informou ao Blog.

 Os produtos provenientes dessa atividade são comercializados pela INB, e são disponibilizados tanto para o mercado nacional quanto para o internacional. “As atividades de comercialização na UDB fazem parte das ações de descomissionamento da unidade, com o aproveitamento econômico dos remanescentes de produção. O preço do pré-concentrado oscila em função dos percentuais de minerais úteis (mineral assembly), sendo esta variável avaliada pelos possíveis compradores que fazem suas ofertas em compatibilidade com os preços do mercado internacional”. 

Com a desativação da unidade, qual o destino dos equipamentos? A Instalação fez parte do processo de extração de areias monazíticas desde a década de 50, para abastecer a Orquima, sucedida pela Usina de Santo Amaro (USAM), da Nuclemon, no Brooklin, em São Paulo. Lá, centenas de operários morreram e adoeceram contaminados por material radioativo. Em 2006, os sobreviventes fundaram a Associação Nacional do Trabalhadores da Produção Nuclear (ANTPEN), que até hoje lutam na Justiça pelo recebimento de indenização. O plano de saúde, só recentemente foi assegurado. Leia reportaens exclusivas do Blog sobre Buena e os problemas gerados. 

FOTO: BUENA – 

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Angra 3: três meses de obras embargadas

 


Hoje, quarta-feira (19/7) faz três meses que as obras da usina nuclear Angra 3 foram embargadas pela Prefeitura de Angra dos Reis, porque a Eletronuclear, gestora do empreendimento, não cumpriu com diversas contrapartidas exigidas. 

O que estaria gerando a falta divulgação de informações da Eletronuclear sobre a usina? A companhia informou ao Blog que o embargo caiu no dia 25 de maio, através de uma liminar obtida na Justiça. Mas não divulgou nada além disso. Já a Prefeitura informa que não foi oficializada sobre a liminar, e que as obras continuam embargadas. 

FOTO: ABDAN – 

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