quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Osasco entrega memorial em homenagem às vítimas do amianto

 


A Prefeitura de Osasco, em São Paulo, por meio da Secretaria de Emprego, Trabalho e Renda (SETRE), em parceria com a ABREA (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto), entrega neste sábado (10/12), às 10h, um memorial em homenagem às vítimas do cancerígeno amianto. Estão confirmadas as presenças de delegações de outros estados brasileiros e de países que também lutam pelo banimento do amianto. 

Composto pela obra do artista brasilense W. Hermusch, o memorial terá uma escultura chamada “Árvore-Pulmão”, que materializa metaforicamente a luta pela vida de milhares de vítimas do mineral cancerígeno, que no final da vida não conseguem mais respirar em virtude das doenças provocadas pela fibra mortal. Além da Árvore-Pulmão, com sete metros de altura, o Memorial terá um painel com o nome de mais de 600 pessoas que morreram em virtude da exposição ao amianto. 

“Nesta tragédia do amianto, os obreiros entregavam inocentemente o seu cotidiano ao trabalho, que acreditavam estar garantindo o seu sustento e de suas famílias e, por conseguinte, a vida. A cada dia, entretanto, estavam sendo lentamente envenenados. Esta contradição cruel é o que a Árvore-Pulmão expressa”, lembrou Hermusch. 

O Memorial será instalado na Praça Expedicionário Mario Buratti, nas proximidades de onde se situava a Eternit, a maior das unidades da multinacional suíça nas Américas, conhecida produtora de telhas, tubulações, caixas d'água e outros artefatos de cimento-amianto, e que permaneceu na cidade por 56 anos, entre 1937 a 1993, deixando para trás um enorme passivo socioambiental, um legado de contaminação e morte, como fez em vários países, principalmente Itália e Bélgica.

 “É uma tristeza sermos conhecidos como a capital nacional das vítimas do amianto, e em nada este memorial repara a perda dessas vidas, mas nossa intenção é eternizar seus nomes num espaço público para que sirvam de exemplo e que suas famílias saibam que reconhecemos a luta. Quem sai de casa todo dia em busca do sustento do lar, e morre em função do trabalho que desempenha, é um verdadeiro herói, e nada mais justo que haja um memorial em homenagem a isso”, lamentou Gelso Lima, Secretário de Emprego, Trabalho e Renda. 

Para o presidente da ABREA, Eliezer João de Souza, o Memorial visa manter viva a memória destas vítimas inocentes e representa um símbolo de resistência e luta contra o mineral que mata milhares de pessoas anualmente, não só no Brasil como em todo o mundo. “'É mais um momento histórico na luta contra o amianto, contra empresas, contra o capital, que visam apenas o lucro em detrimento da saúde e vida de seus trabalhadores. O Memorial é uma homenagem aos que se contaminaram com a fibra assassina e um alerta para as futuras gerações, para que possam evitar que tragédias como essa não se repitam. Essa catástrofe sanitária do século XX não pode se repetir”, completou. 

FOTO: MEMORIAL – ABREA – 

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Presidente da INB admite que acusada de racismo e transfobia é sua amiga e madrinha de casamento

 


O Presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Carlos Freire Moreira, admitiu, em audiência à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, anteontem (30/11), que a funcionária em cargo de confiança, Claudia Rangel Guimarães, investigada por denuncia de racismo e homofobia, é sua amiga e madrinha de casamento, e que vai aguardar o resultado das investigações. 

A Comissão pretendia esclarecer, em audiência pública,  as graves denúncias de racismo e transfobia feitas por Claudia contra um candidato aprovado em concurso, inicialmente recusado pela acusada, conforme denúncia publicada pelo blog no dia 27 de setembro: “Racismo e transfobia provocam indignação nas Indústrias Nucleares do Brasil em Resende”, é o título da matéria. Nos dias seguintes, outras matérias foram divulgadas no Blog e na mídia em geral. 

“Negro e veado” traria “vergonha à empresa” foi a justificativa da funcionária para tentar adiar a contratação do profissional aprovado em concurso público. 

Claudia foi afastada temporariamente, porque responde a sindicâncias contra ela. Na época, foram gravados vídeos com a Claudia desafiando as práticas contra o racismo. Não havia mais condições de Claudia permanecer na INB, porque o vídeo foi amplamente divulgado nas redes sociais, após a denúncia do BLOG. A realização da audiência foi solicitada pelo deputado Áureo Ribeiro, do Solidariedade/RJ. 

Foi o vice-presidente do Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião, Lucas Mendonça, que formalizou a denúncia de racismo e transfobia contra a Claudia - que ocupava o cargo de chefia da Gerência de Comunicação Institucional da INB - junto à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADIP) e ao Ministério Público do Rio de Janeiro. 

Funcionários que presenciaram as ofensas, inclusive negros, fizeram a denúncia à Ouvidoria e ao Conselho de Ética, além da diretoria de finanças e administração, mas foi em vão.  Houve prevaricação. Segundo Mendonça, o crime de racismo e transfobia vinha sendo mantido em sigilo pela empresa, mas já se tornara público entre os empregados que estão indignados. 

O caso ocorreu dentro da Unidade da INB, em Resende, na Rodovia Presidente Dutra KM 330 – em Engenheiro Passos. 

No dia 28 de setembro, o blog publicou: “INB confirma denuncia de racismo e transfobia praticados contra profissional negro transgênero. “A INB “não coaduna com nenhum ato de discriminação de gênero, identidade sexual, raça e etnia, condição física, classe social, procedência geográfica, estado civil, idade, religião, cultura e convicção política”, informava a empresa. E acrescentava: “Este princípio basilar está fixado no Item 2.1.2 do Código de Ética, Conduta e Integridade da empresa”. O BLOG publicou outras matérias sobre o caso. 

Funcionários da INB estão revoltados também com as regalias a uma outra funcionária, com cargo de confiança e salário de R$ 23 mil, que pouco aparece na empresa, pois comanda uma loja, no bairro do Leblon. E que seria casada com um outro funcionário afastado da INB. 

FOTO: INB – RESENDE – 

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Angra 2 volta a operar depois de duas paradas em novembro

 


A usina nuclear Angra 2 foi reconectada ao Sistema Integrado Nacional (SIN), na noite de anteontem (30/11), depois de passar 15 dias desligada. O motivo teria sido o desarme automático do conjunto turbogerador, na parte não nuclear da planta, “causado pelo acionamento da proteção de falha para terra do rotor do gerador principal”, segundo a Eletronuclear, gestora da central atômica. 

Em novembro, Angra 2 teve duas paradas: a primeira, no dia 9, quando ficou cinco dias fora do SIN. Voltou a operar no dia 14/11, tendo sido desligada no dia seguinte, conforme o BLOG noticiou. Ainda não há informações da empresa sobre todos os motivos que paralisaram a usina, o que provocou em termos de prejuízos ao SIN, e investimentos nos reparos.  

FOTO: Angra 2 – Acervo Eletronuclear – 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Das cloacas da Roma antiga à privada de Bill Gates: livro conta a história do saneamento básico no Brasil e no mundo. Autores Aspásia Camargo e Márcio Santa Rosa. Lançamento segunda-feira (5/12)

 


Correndo escondido sob o solo, misturado por séculos às águas limpas dos rios e do mar, renegado ao segundo plano urbanístico de governos e nações, o saneamento se impõe como pauta emergencial após uma tradição de descaso. As graves consequências da invisibilidade, o contexto por trás dos fatos e os principais agentes desta trajetória são tema do livro “A Epopeia do Saneamento: da revolução sanitária às tecnologias do futuro”, Letra Capital Editora, de Aspásia Camargo e Márcio Santa Rosa. Uma obra que reúne história, engenharia sanitária, política, urbanismo e economia e apresenta caminhos para um desafio que une toda a humanidade. Como escreve no texto de apresentação Gesner Oliveira, professor e coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas, “Epopeia do Saneamento” é “um dos relatos mais ricos sobre a história do saneamento no país”. 

O livro tem início com uma homenagem. Na verdade, 120 homenageados são destacados por sua atuação relevante no setor. O primeiro deles, Dom Pedro II. Visionário, amante da ciência, curioso em relação a tecnologias, o imperador do Brasil foi o responsável por trazer ao país uma nova maneira de tratar o esgoto e a água potável que acabara de surgir na até então fétida Londres. O Rio de Janeiro foi, de acordo com os autores, a terceira cidade do mundo a viver a revolução sanitária surgida pouco tempo antes na Inglaterra e adotada também por Hamburgo, na Alemanha. 

- Dom Pedro II é o nosso herói. Um homem verdadeiramente à frente do seu tempo, que vislumbrou a importância do saneamento para a manutenção da vida. Só lamentamos que tivemos que esperar mais de um século e meio para ver o sonho do imperador começar a se realizar – conta Aspásia. 

O caminho percorrido pelo saneamento, que começa séculos antes de Cristo, é revelado em texto e imagens. Das primeiras cloacas públicas na Roma antiga, passando pelo famoso “trono” de Elizabeth I, todas as conquistas e mazelas são dissecadas. O livro aprofunda a análise das decisões equivocadas tomadas ao longo desse percurso pelos governantes, assim como as omissões e a falta de políticas públicas eficazes que levaram o mundo a viver hoje dois grandes paradoxos: a água que sofre com a extrema poluição se tornou a maior commodity da atualidade, e o sistema de esgoto, criado para não ser visto, não pode mais ser ignorado e se impôs pela sua falência. 

- São 20 capítulos que devem ser lidos aos poucos, de gota em gota. Uma viagem fascinante por diferentes aspectos deste tema que é tão complexo e vital – afirma Aspásia. 

Apesar dos longos períodos de estagnação e retrocesso, a civilização registra marcos históricos que fizeram avançar o debate e as iniciativas para reduzir o impacto da falta de coleta adequada e de tratamento do esgoto sobre a saúde da população e o meio ambiente. No cenário global, o livro destaca, por exemplo, a criação de políticas mundiais para as questões ambientais, capitaneadas pela Organização das Nações Unidas, com o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (o ODS 6 trata de água potável e saneamento para todos), a realização dos Fóruns Mundiais da Água e a disseminação do conceito da economia verde. 

No caso do Brasil, a publicação enaltece o papel heroico de pessoas e instituições que empunharam e empunham a bandeira do saneamento universal, denunciando fracassos e apontando caminhos. A frase destacada do jornalista Fernando Gabeira, por exemplo, dita em 2010 (“O saneamento é uma conquista do século XIX, que ainda não conseguimos realizar em pleno século XXI. Esta é uma derrota da nossa geração”) reflete sua reação diante da constatação do fracasso do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. 

Em termos de trabalho institucional positivo, o livro aponta a criação do Instituto Trata Brasil, dedicado a produzir dados confiáveis sobre saneamento no país, e a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio que, sob a presidência de Aspásia, produziu um relatório completo sobre a situação do saneamento no Estado do Rio de Janeiro. Também valoriza o papel da imprensa para a comunicação pública do tema e dá dois exemplos bem próximos dos fluminenses, implantados há tempo suficiente para mostrar resultados animadores: a concessão dos serviços na área da AP5 (parte da Zona Oeste do Rio) e no município de Niterói, líder no ranking das melhores cidades do estado e que tem no saneamento ambiental seu pilar mais forte. 

Um dos pontos altos do livro é a reconstrução das misérias do saneamento no Estado do Rio e as mudanças que ocorreram, com o plano estratégico de Jaime Lerner e o planejamento proposto pelo Instituto Rio Metrópole, sob o comando de Vicente Loureiro. Tais mudanças culminaram com o leilão da Cedae e o início do trabalho dos consórcios vencedores, uma atuação que já está mudando o panorama ambiental fluminense. 

O novo Marco Legal do Saneamento surge como excelente oportunidade para resolver o problema brasileiro, permitindo a realização dos leilões e a concessão dos serviços à iniciativa privada, sem tirar do poder público sua responsabilidade de criar as políticas que deverão ser adotadas. 

- Estamos vivendo um grande momento em que a universalização é uma possibilidade com mais potencial de realidade do que nunca. E a nossa obstinação por fazer um trabalho tão denso e extenso como este é o nosso testemunho de que acreditamos na universalização, mesmo com o prazo curto de entrega até 2033. Mas deixamos claro no livro as condições para que isso aconteça, além das cláusulas determinadas nos contratos das concessionárias, que terão que ser materializadas para que o processo se conclua – afirma Márcio Santa Rosa. 

A obra aborda ainda o potencial que esta área reserva em relação à economia circular. O texto traz análises de novas tecnologias ligadas à sustentabilidade como a busca por um sistema de descarga financiado pelo bilionário americano Bill Gates, que promete revolucionar o setor. Tudo contado e analisado por dois especialistas que viveram de perto, nas últimas décadas, o debate e os marcos do saneamento brasileiro, e do Rio de Janeiro em particular. Um trabalho feito por dois “sonhadores”, como os próprios autores se definem por acreditarem que, mais do que nunca, existe solução para essa questão.

 O engenheiro civil Márcio Santa Rosa, técnico e pesquisador da água, trouxe na bagagem a sua militância nos comitês de bacias hidrográficas, além de sua participação nos programas de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) e de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam) e na coordenação do Plano de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da candidatura do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016. Já Aspásia Camargo, doutora em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da Universidade de Paris, foi também presidente do IPEA e secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente no governo Fernando Henrique, quando coordenou a Comissão de Desenvolvimento Sustentável que produziu a Agenda 21 Brasileira. Participou ainda das negociações com a Secretaria Nacional de Recursos Hídricos para aprovação da Lei das Águas, em 1997, que criou o comitê de bacias hidrográficas e a agência de águas, regionalizando a gestão participativa dos recursos hídricos. 

Para completar o debate iniciado com o “A Epopeia do Saneamento”, Aspásia e Márcio gravam uma série de podcasts com convidados que são expoentes na área. Livro e podcasts trazem à tona um alerta: o tempo para transformar o saneamento básico no Brasil, onde 50% não contam com rede de coleta de esgoto e 15% não têm acesso à água potável, se esgotou. Os autores deixam clara a mensagem de que é urgente a necessidade de adoção de medidas transformadoras com a vigência do Marco Legal do Saneamento. É preciso exigir saneamento básico em todas as 5.570 cidades brasileiras. Uma batalha digna do título do livro. “Epopeia” é um gênero literário que versa sobre acontecimentos históricos ou míticos considerados fundamentais para a formação das culturas. Uma realidade que se impõe no Brasil e no mundo.

 A publicação tem o patrocínio da Águas do Rio, Aegea, Rio 2030, Cedae e Glória Mariani. 

A Epopeia do Saneamento -Lançamento: Segunda-feira, 5 de dezembro de 2022, a partir das 19h - Livraria da Travessa do Shopping Leblon - 

Assessoria de Imprensa: Dupla - Celia Abend – 21 99318-0249 – celia.abend@duplasolucao.com.br e Daniela Matta – 21 99172-6216 – daniela.matta@duplasolucao.com.br 

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Exercício de Segurança Nuclear chega ao Porto do Rio de Janeiro: atenção a cargas nucleares e radiológicas

 


Praticamente sem divulgação, o Porto do Rio de Janeiro sediou o Exercício de Segurança Nuclear em Porto (ESFPORTO 2022), no período de 23 a 25 de novembro. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), além da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Coordenação de Enfrentamento ao Terrorismo da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), e dezenas de organizações públicas federais, estaduais e municipais, e algumas empresas privadas. No dia 17/11, outro exercício simulado - conforme a foto -, voltado para o derramamento de óleo combustível, mobilizou o Porto do Rio. 

No exercício de segurança nuclear, a atividade foi realizada na modalidade “exercício de mesa”, em que situações fictícias foram analisadas pelos órgãos participantes, que operaram no Centro de Comando e Controle de Segurança Portuária (CCCSP) do Porto do Rio de Janeiro. Para o superintendente da Guarda Portuária, José Tadeu Diniz, além de treinar o pessoal para pronta-resposta diante de uma emergência nuclear em área portuária e promover a interação entre as instituições, o exercício é uma boa oportunidade para aprimorar a gestão de risco. 

“Por meio dessa atividade, podemos identificar vulnerabilidades, conhecer as ameaças e adotar as boas práticas de prevenção. Sabemos que a probabilidade de ocorrer acidentes dessa natureza é muito baixa, mas devemos estar sempre preparados, porque as consequências seriam desastrosas para a população, o meio ambiente e a economia”. 

CARGA NUCLEAR OU RADIOLÓGICA - 

Segundo a gerente de Riscos de QSMS (Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde) da Docas do Rio, Jussara Mendes, o exercício ocorreu conforme o planejamento. O ESFPORTO tem por objetivos testar a efetividade dos protocolos de atuação integrada, elaborados pela CONPORTOS e pela CESPORTOS-RJ, durante uma operação portuária com carga nuclear ou radiológica; propor aperfeiçoamentos aos referidos protocolos, a fim de utilizá-los como base em outros portos de interesse do Programa Nuclear Brasileiro (PNB); e testar a capacidade de comando e controle do Centro Integrado de Comando e Controle Regional. 

DERRAMAMENTO DE ÓLEO COMBUSTIVEL - 

Outro exercício simulado do plano de emergência do Porto do Rio mobilizou arrendatários e operadores portuários no dia 17/11. Foi um Exercício de Planejamento e Mobilização de Equipamentos do Plano de Emergência Individual (PEI). O simulado foi coordenado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), em parceria com os arrendatários e operadores portuários, com a participação do grupo Bravante-Hidroclean, responsável pelo Centro de Atendimentos a Emergências (CAE) do porto.  A superintendente de Sustentabilidade do Negócio da Docas do Rio, Gabriela Campagna, informou que “para o simulado, os arrendatários e operadores escolheram a hipótese de derramamento de óleo combustível para que fossem treinados a atender a emergências de um acidente ambiental de grande monta”. 

CENÁRIO HIPOTÉTICO - No exercício, foi abordado o cenário envolvendo a hipótese acidental. O gerente de Meio Ambiente da Docas do Rio, William Lobosco, descreveu o cenário hipotético: “No armazém 18 do Porto do Rio de Janeiro, durante manobra de atracação do navio CBO Cabrália com auxílio de rebocadores, devido a uma colisão com o cais, houve ruptura do costado e do tanque do navio, causando o vazamento instantâneo de até 400 m³ de óleo combustível MF-380 para o mar”. 

Tudo está registrado em documento que contém as informações relativas às ações em casos de emergência de acidentes ambientais e descreve os procedimentos de resposta da instalação (portos organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres, plataformas e suas instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e instalações similares) a um incidente de poluição por óleo, em águas sob jurisdição nacional, decorrente de suas atividades. 

FOTO:  DOCAS – Simulado realizado em 17/11/2022 – 

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Comissão da Câmara dos Deputados quer informações sobre denúncia de racismo e transfobia em empresa nuclear

 


A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta quarta-feira (30/11) para ouvir o diretor-presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Carlos Freire Moreira, para esclarecer fatos relativos a episódio de racismo e homofobia na suposta de recusa de ingresso de candidato negro e homossexual aprovado no concurso público da empresa. A agenda foi divulgada hoje pela Câmara. A realização da audiência foi solicitada pelo deputado Áureo Ribeiro, do Solidariedade/RJ. A primeira reportagem sobre o caso foi publicada pelo Blog no dia 27 de setembro; que deu continuidade ao caso nos dias seguintes. 

O debate será realizado no plenário 11, às 17 horas, seguindo a Agência Câmara de Notícias. 

No da 27 de setembro, o BLOG publicou a seguinte denúncia “Racismo e transfobia provocam indignação nas Indústrias Nucleares do Brasil em Resende”.  

O vice-presidente do Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião, Lucas Mendonça, acabava de formalizar denúncia de racismo e transfobia contra uma chefia da Gerência de Comunicação Institucional da INB, junto à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADIP) e ao Ministério Público do Rio de Janeiro. 

“Negro e veado” traria “vergonha à empresa” foi a justificativa da funcionária para tentar adiar a contratação do profissional aprovado em concurso público. 

Funcionários que presenciaram as ofensas, inclusive negros, fizeram a denúncia à Ouvidoria e ao Conselho de Ética, além da diretoria de finanças e administração, mas foi em vão.  Houve prevaricação. Segundo Mendonça, o crime de racismo e transfobia vinha sendo mantido em sigilo pela empresa, mas já se tornara público entre os empregados que estão indignados. 

O caso ocorreu dentro da Unidade da INB, em Resende, na Rodovia Presidente Dutra KM 330 – em Engenheiro Passos. 

No dia 28 de setembro, o blog publicou: “INB confirma denuncia de racismo e transfobia praticados contra profissional negro transgênero. “A INB “não coaduna com nenhum ato de discriminação de gênero, identidade sexual, raça e etnia, condição física, classe social, procedência geográfica, estado civil, idade, religião, cultura e convicção política”, informava a empresa. E acrescentava: “Este princípio basilar está fixado no Item 2.1.2 do Código de Ética, Conduta e Integridade da empresa”.  

O BLOG publicou outras matérias sobre o caso. 

FOTO: INB – RESENDE – 

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Angra 3 tá On! Reinício da concretagem marca a retomada das obras

 


“Angra 3 tá on, lançamento do primeiro concreto”. Assim, com apelo popular, que nada tem a ver com a linguagem dos "anos de chumbo", quando o projeto começou, a Eletronuclear está lançando um vídeo para mostrar a retomada das obras da usina. O reinício do processo de concretagem de Angra 3, sexta-feira, marcou a retomada das obras civis paralisadas desde 2015. Segundo a Eletronuclear, gestora do empreendimento, a preparação para o procedimento de concretagem das obras começou em fevereiro deste ano com a assinatura de contrato com o consórcio Agis, composto pelas empresas Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz. De lá para cá, o consórcio atuou na preparação do canteiro de obras para a retomada do empreendimento, o que incluiu a montagem de uma central de concreto no local. 

O novo presidente da empresa, Eduardo Grivot de Grand Court, participou do evento. Segundo os assessores, a qualidade do concreto, tanto dos elementos agregados em si, tais como areia, pedra, água, cimento, por exemplo, quanto de sua proporção na mistura final, o chamado traço, são objeto de rigorosa avaliação técnica por parte da companhia e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que é quem autoriza o reinício do procedimento de concretagem. Desde setembro, quando foi inaugurada a central de concreto até o dia de realização da concretagem, testes de campo e em laboratório foram realizados para garantir a qualidade do material empregado na construção. 

O lançamento do concreto faz parte do “Plano de Aceleração do Caminho Crítico de Angra 3”, cujo objetivo principal é concluir as obras civis dos principais prédios da usina, o que inclui o edifício do reator e outras instalações ligadas à segurança nuclear. Nesta etapa, há outros eventos importantes como o fechamento da esfera de aço que fica dentro do edifício do reator, e a instalação de equipamentos importantes como a piscina de combustíveis usados, a ponte polar e o guindaste do semipórtico. 

Angra 3 faz parte do pacote do acordo nuclear Brasil-Alemanha assinado em 1975, pelo general Ernesto Geisel, então presidente da República, que previa a construção de oito centrais atômicas. As obras começaram em 1984, mas foram paralisadas diversas vezes por problemas variados. O então presidente da República Michel Temes chegou a ser preso por acusações de corrupção, na usina, tendo sido depois absolvido e liberado depois. Conforme dados oficiais, Angra 3 já consumiu cerca de R$ 7 bilhões e depende de outros R$18 bilhões para ser concluída. 

A previsão atual é de que a inauguração será em 2028. Terá capacidade para gerar 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia capaz de atender o consumo residencial da região Norte ou quase todo o Centro-Oeste do Brasil. Mas a energia fará parte do Sistema Integrado Nacional (SIN). 

FOTO: Eletronuclear. 

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