domingo, 2 de fevereiro de 2025

Morre a física Helen Jamil Khoury Asfora, referência na ciência nuclear brasileira

 


A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em especial, o Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) e o Departamento de Energia Nuclear (DEN) lamentam o falecimento da professora Helen Jamil Khoury Asfora, 73 anos, física, pesquisadora, que atualmente ocupava o cargo de diretora científica da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), órgão vinculado à Secretaria de Ciência,Tecnologia e Inovação (Secti-PE), desde 2023. 

Na UFPE, coordenava o Laboratório de Metrologia das Radiações Ionizantes do DEN-UFPE. Foi diretora de Pesquisa e coordenadora do Museu de Ciências Nucleares da instituição, criado por ela em 2010. O velório ocorrerá nesta segunda-feira (3), às 14h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. No final da tarde, haverá a cerimônia de cremação, informou a UFPE. 

Em abril de 2022, a professora recebeu o título honorífico de Cidadã Pernambucana da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, por sua trajetória profissional. Nascida na Jordânia e naturalizada brasileira, a professora viveu em São Paulo antes de se mudar para o Recife. Na capital paulista, cursou o bacharelado e a licenciatura em Física (1974), mestrado em Física (1978) e doutorado em Física Nuclear, todos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (1981). 

Na UFPE, desde 1981, Helen Khoury dedicou-se a desenvolver pesquisas, ensino e atividades de extensão nas áreas de dosimetria e instrumentação nuclear, com ênfase em Aplicações Médicas das Radiações Ionizantes (radiodiagnostico, medicina nuclear e radioterapia), metrologia das radiações ionizantes, detectores semicondutores e dosimetria luminescente. Coordenava o Laboratório de Metrologia das Radiações Ionizantes do DEN-UFPE. 

Foi diretora de Pesquisa da UFPE e presidente da Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR) nos períodos de 1999 a 2001 e de 2004 a 2006. Foi coordenadora do Programa de Tecnologias Energéticas e Nucleares da UFPE no período de 2013 a 2017. Também foi presidente da ISSDO- International Society of Solid State Dosimetry (Organização Internacional de Dosimetria de Estado Sólido) pelo período de 2019 a 2022. 

Helen Khoury teve diversos trabalhos publicados e orientou muitos estudantes de mestrado e doutorado. Por sua dedicação, recebeu da Comissão Nacional de Energia Nuclear a Medalha Carneiro Felippe, distinção concedida a personalidades que se destacam nas pesquisas na área de energia nuclear. Também foi homenageada como Sócia Benemérita pela Sociedade Pernambucana de Radiologia em 2019. Era Membro Vogal da diretoria da ABEN- Associação Brasileira de Energia Nuclear, eleita para o periodo de 2020 a 2022. Mesmo ocupando a Diretoria Científica da Facepe, continuava a desenvolver atividades de pesquisa. Coordenava o projeto INCT-INAIS- Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Instrumentação Nuclear e Aplicações na Indústria e Saúde, aprovado na Chamada 058/2022 e atuava como DTM- Designated Team Member, o projeto de cooperação para a região da América Latina da IAEA- Agência Internacional de Energia Atômica - projetos RLA 9088 e RLA9091. 

Dirigentes de diversas instituições da área nuclear lamentaram a morte de Helen Khoury, como o presidente da CNEN, Francisco Rondinelli; e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, (AIEA), Rafael Mariano Grossi. "Seu legado continuará inspirando futuras gerações", afirmou Grossi.  

(FONTE/FOTO: UFPE) – 

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Ministra Luciana Santos recebe embaixador do Cazaquistão, maior fornecedor de urânio do Brasil

 


A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu, nesta quinta-feira (30), a visita do embaixador do Cazaquistão, Bolat Nussupov. O país asiático, recém-anunciado como parceiro no BRICS, busca estreitar o relacionamento com o Brasil na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O Cazaquistão, um dos maiores produtores de urânio do mundo e maior fornecedor do Brasil, demonstrou interesse em estreitar a cooperação com o Brasil no setor de energia nuclear, especialmente em pesquisas e fornecimento de matéria-prima. 

“Esta é uma grande oportunidade para ampliarmos a nossa cooperação. O Brasil já é nosso parceiro aqui na América Latina e também temos um diálogo muito próximo. Queremos fortalecer a cooperação na área espacial, onde temos um potencial muito grande, e de energia nuclear”, afirmou o embaixador. 

Na área espacial, o país asiático tem grande interesse em cooperar com o Brasil no design e teste de espaçonaves com propósito científico-tecnológico — um dos focos do Centro Espacial Nacional do Cazaquistão. Além disso, busca colaboração no sensoriamento remoto terrestre, no intercâmbio de dados de satélites e no desenvolvimento conjunto de satélites ópticos, de radar e de telecomunicações, áreas em que atua a empresa espacial nacional Kazakhstan Gharysh Sapary (KGS). 

A ministra Luciana Santos enfatizou o bom diálogo entre as instituições dos dois países. “Exalto o bom diálogo que centros, instituições e agências do Brasil e o Cazaquistão mantêm em ciência, tecnologia e inovação, com menção especial ao compartilhamento de ações entre a Agência Espacial da República do Cazaquistão e a Agência Espacial Brasileira”, disse. 

Ela sugeriu avançar nas negociações de um Memorando de Entendimento em temas como o uso pacífico do espaço exterior entre este Ministério e o Ministério da Defesa e Indústria Aeroespacial cazaque. 

“Vamos ver a possibilidade de o ministro de Ciência e Tecnologia vir para uma agenda bilateral durante o BRICS e aproveitaremos a oportunidade para a assinatura do memorando”, pontuou a ministra. O encontro de ministros de ciência, tecnologia e inovação do BRICS está previsto para ocorrer na última semana de junho. O embaixador também manifestou interesse em uma terceira área de cooperação: a inteligência artificial. 

(FONTE E FOTO: ASCOM MCTI ) – 

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domingo, 26 de janeiro de 2025

Desligada desde o dia 18, Angra 1 volta a operar

 


Desligada desde o dia 18/1, a usina nuclear Angra 1 foi reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), neste sábado (25/1), após reparos e testes no sistema de óleo de selagem do Gerador Elétrico principal. A Eletronuclear não divulgou se houve perdas financeiras relacionadas à paralisação da usina, nem os investimentos realizados por conta da reparação do problema. 

Desde o ano passado a companhia informa que Angra 1 terá parada programada em abril. Segundo a companhia, este mais recente desligamento não teve qualquer relação com a parte nuclear da usina e não representou risco à população, trabalhadores ou meio ambiente.

Angra 1 entrou em operação comercial em 1985, mas já parou diversas vezes por defeitos, manutenção e ações judiciais. Em novembro, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) autorizou a prorrogação da vida útil da usina por mais 20 anos. 

PARADAS RECENTES - 

Angra 1 foi desconectada do Sistema Interligado Nacional no sábado (18/1), às 19h35. O fato ocorreu em função de um problema no sistema de óleo de selagem do Gerador Elétrico Principal. O mais recente desligamento havia ocorrido no dia 7/1, durante um teste de funcionamento do sistema de barras de controle. Angra 1 estava operado desde o dia seguinte a esta parada (8/1). Tantos desligamentos deram à usina o apelido de vaga-lume. Angra 1 foi comprada da empresa norte-americana Westinghouse no final da década de 60, durante o regime militar.

FOTO: Eletronuclear. 

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domingo, 19 de janeiro de 2025

Usina nuclear Angra 1 foi novamente desligada; segunda vez em menos de 20 dias

 


Em menos de 20 dias, a usina nuclear Angra 1 foi novamente desconectada do Sistema Interligado Nacional neste sábado (18/1), às 19h35. O fato ocorreu em função de um problema no sistema de óleo de selagem do Gerador Elétrico Principal. 

O mais recente desligamento da usina se deu no último dia 7/1, durante um teste de funcionamento do sistema de barras de controle. Angra 1 estava operado desde o dia seguinte a esta parada (8/1), sendo outra vez desligada ontem. Tantos desligamentos deram à usina o apelido de vaga-lume. 

Nas duas vezes, a Eletronuclear garante que as ocorrências não têm qualquer relação com a parte nuclear da usina e não representa nenhum risco à população, trabalhadores ou meio ambiente. Recentemente, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) concedeu licença para que a vida útil da usina seja prorrogada por mais 20 anos. Angra 1 foi comprada da empresa norte-americana Westinghouse no final da década de 60, durante o regime militar. 

(FOTO: Eletronuclear) - 

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Desligada ontem, Angra 1 volta a operar hoje. O "liga e desliga" deu à usina o apelido de vaga-lume

 


A usina nuclear Angra 1 foi reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), às 05h54 desta quarta-feira (08), após o desarme ocorrido, ontem, durante um teste de rotina no sistema de barras de controle, ocasionar o desligamento temporário. “O sistema foi reparado, testado e está em plena operação”, informou a Eletronuclear.

O que teria ocorrido para desarmar o sistema? Quanto custou o reparo? O processo de liga e desliga não afeta à unidade? O "liga  e desliga" deu à usina o apelido de "vaga-lume", no passado. 

(FOTO: Sala de controle - Eletronuclear) – 

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Mais um problema desliga a usina nuclear Angra 1

 


A usina nuclear Angra 1 foi desconectada do Sistema Interligado Nacional (SIN), na tarde desta terça-feira (07), durante um teste de funcionamento do sistema de barras de controle. A função destas barras é controlar a potência nuclear, podendo, em caso de necessidade, desligar completamente o reator. A Eletronuclear, gestora da usina, não informou o motivo do problema. 

“O reator nuclear de Angra 1 está desligado, mantido na condição de desligado quente, e estabilizado conforme os procedimentos operacionais. O corpo técnico da Eletronuclear trabalha para reconectar a usina ao SIN no menor tempo possível”, informou a companhia. 

Recentemente, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) concedeu licença para que a vida útil da usina seja prorrogada por mais 20 anos. Angra 1 foi comprada da empresa norte-americana Westinghouse no final da década de 60, durante o regime militar. 

(FOTO: Interior do prédio da usina - Eletronuclear) - 

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

CNEN: Angra 2 foi sincronizada ao Sistema Interligado Nacional. O que terá provocado o princípio de incêndio?

 


A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) divulgou nota informando que o problema que acarretou o princípio de incêndio em equipamento na usina nuclear Angra 2 ontem (22/12), foi solucionado. "A causa raiz foi apurada", informou a CNEN, sem esclarecer qual foi a causa. A central atômica foi sincronizada nesta segunda-feira (23/12) ao Sistema Interligado Nacional (SIN), às 13h35, segundo a CNEN. 

A Comissão também que a Eletronuclear está preparando um relatório sobre o caso para ser avaliado pela instituição. Ontem (22/12), em nota, a CNEN informou que técnicos lotados na sede da instituição, no Rio de Janeiro, e em Angra dos Reis, estavam inspecionando a usina nuclear. A CNEN informou que o problema foi apurado. Mas o que terá provocado o princípio de incêndio no equipamento?

A Eletronuclear continua mantendo silêncio sobre as solicitações do BLOG e do SINDIPETRO a respeito da subtração de uma peça na área controlada da usina, que teria sido praticada por um trabalhador temporário, demitido pela companhia. 

LEIA NO BLOG: 

21/12/2024: Angra 2 volta a operar: companhia nada mais informou sobre subtração de peça na usina; 

22/12/2024: Angra 2: princípio de incêndio em equipamento desconecta a usina do Sistema Interligado Nacional menos de 24 horas após ter sido religada; 

Em 07/12/2024: ANGRA 2: peça subtraída da área controlada chegou a ser colocada debaixo da veste de proteção; depois, foi atirada no lixo

Em 29/11/2024: Angra 2: trabalhador terceirizado se contamina durante tentativa de remover peça da usina, que seria rejeito radioativo. 

(FOTO: ELETRONUCLEAR) – 

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