segunda-feira, 4 de maio de 2026

Serra Verde: dois processos para exploração da mina são do governo Bolsonaro, informou ANM

 


As condições para o início da operação da mineradora Serra Verde, em Goiás, e a venda aos Estados Unidos, pelo então governador Ronaldo Caiado, demandam diversos esclarecimentos, no que se refere à autorização para funcionamento pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Após solicitação do Blog, a ANM informou que há processos tais como os 861.427/2010 e 861.428/2010, onde estão localizadas a mina atualmente explotada, “as Portarias foram outorgadas pelo Ministério de Minas e Energia em 18/05/2020 e 21/02/2020, respectivamente”, ou seja, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo a ANM, a Serra Verde Pesquisa e Mineração Ltda possui uma série de processos na fase de Concessão de Lavra, conforme gráfico da Agência que informa os números dos processos. Há um processo datado de 2011, e outros seis, de 2010. Eis os números: 860.262/2011, 861.694/2010, 861.432/2010, 861.431/2010, 861.430/2010, 861.428/2010, e 861.427/2020, todos são requerimentos de autorização de pesquisa para Concessão de Lavra, e podem ser consultados no portal da ANM, segundo a Agência informou com exclusividade ao Blog.. 

E tem casos de bloqueios de reservas minerais, em relatório final não foi informado. “As condições de outorga da Portaria de lavra são, primeiro, a análise e aprovação de um relatório final de pesquisa pela ANM, que mostra que a pesquisa mineral conseguiu bloquear reservas minerais e, posteriormente, a análise do requerimento de lavra, e com sua aprovação e a apresentação da licença ambiental expedida pelo órgão ambiental competente, levam a expedição da Portaria”. Se ocorreu autorização durante o atual governo, a ANM não informou. 

(FOTO: SERRA VERDE) – 

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Eletronuclear anuncia troca de presidente interino; assume Raphael Ehlers dos Santos

 


Sem definição sobre o término das obras da usina nuclear Angra 3, o que só deverá ocorrer após as eleições de outubro, o setor nuclear continua mantendo o comando das companhias na categoria da interinidade. Nesta lógica, a Eletronuclear anunciou nesta sexta-feira (01/5) que Raphael Ehlers dos Santos assumirá interinamente a Presidência da companhia, acumulando a função com a atual Diretoria Técnica. A mudança decorre do desligamento de Alexandre Caporal, até então também presidente interino. Com a nova composição, Gustavo Loureiro Chagas, oriundo da Axia Energia, passa a responder pela Diretoria Financeira. 

Segundo nota da companhia, engenheiro mecânico e servidor público federal de carreira do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Raphael Ehlers dos Santos possui mais de 20 anos de experiência no setor energético. 


Já Gustavo Loureiro Chagas é economista, mestre na área, com mais de 15 anos de atuação no setor elétrico, incluindo passagens por empresas de transmissão e pela Eletrobras (atual Axia Energia), onde ocupava o cargo de gerente executivo. 

"A companhia reafirma seu compromisso com a segurança e a excelência operacional das usinas de Angra 1 e Angra 2, com a governança, a transparência, com a sustentabilidade econômico-financeira e com o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro”, informou. 

Também na estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o governo mantém a presidência do interino Thomaz Albuquerque. 

(FOTOS: ELETRONUCLEAR) – 

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