Duas empresas australianas se aliam
no projeto para extração e beneficiamento de terras raras no município mineiro de Caldas. O negócio
anunciado na noite de ontem (30/9) estaria movimentando R$ 3,5 bilhões. A dupla
empresarial australiana informa que dialoga com o governo brasileiro –
Rio de
Janeiro, 01 de outubro de 2026 - As empresas australianas Lynas Rare Earths e
Meteoric Resources anunciaram ontem à noite (30/09) um acordo para aquisição e
nova etapa do Projeto Caldeira, em Caldas, Minas Gerais, visando à extração e os
processos de purificação de terras raras em argilas iônicas, o maior fora China.
Segundo o anúncio, a Lynas mantém experiência global em produção e separação de
terras raras e “abre novas perspectivas para investimento, desenvolvimento
tecnológico e agregação de valor no Brasil”. O negócio estaria envolvendo R$
3,5 bilhões.
Em nota divulgaram que estabeleceram diálogos com representantes do
governo brasileiro, diante da nova Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos. “As companhias reafirmaram às autoridades brasileiras o
compromisso com uma relação institucional transparente e construtiva e com o
cumprimento integral dos procedimentos e aprovações regulatórias aplicáveis à
transação”, consta em nota. Projeto Caldeira, informaram que, “ganha escala
para uma nova etapa de desenvolvimento”. Qual? A combinação dos ativos das duas
companhias reúne dois recursos minerais de terras raras de relevância
internacional e características complementares: o depósito de Mt Weld, na
Austrália Ocidental, desenvolvido em rocha dura, e o Projeto Caldeira, formado
por mineralização em argilas iônicas em Minas Gerais.

Os Recursos Minerais do
Projeto Caldeira contêm aproximadamente 802 mil toneladas de NdPr (neodímio e
praseodímio) e 41 mil toneladas de DyTb (disprósio e térbio)1. Esses elementos
são utilizados em aplicações tecnológicas avançadas, incluindo ímãs permanentes
de alta performance empregados em veículos elétricos, geração de energia
eólica, produtos eletrônicos e outras tecnologias. Para a Lynas, a incorporação
do Projeto Caldeira resulta em um aumento de 79% em seus Recursos Minerais
existentes e de 26% em suas Reservas de Minério, com base nas premissas e
referências técnicas utilizadas pelas empresas2.
Para o Projeto Caldeira, “a transação
representa acesso à experiência técnica e operacional da Lynas e a uma
estrutura financeira com capacidade para apoiar seu desenvolvimento”. As empresas
informaram seus bastidores financeiros: “Em 30 de junho de 2026, a Lynas
possuía aproximadamente A$ 1,2 bilhão em caixa e depósitos de curto prazo. Como
parte do acordo, a Lynas também concordou em disponibilizar à Meteoric uma
linha de financiamento interina de até A$ 110 milhões, destinada à continuidade
do desenvolvimento do Projeto Caldeira, aos custos relacionados à implementação
da transação e às necessidades de capital de giro durante o processo”.
(FOTOS –
METEORIC) -
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